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sábado, 20 de outubro de 2012

Meu voto de confiança em Gean Loureiro...



Se eu votasse em Floripa, meu voto seria do Gean Loureiro para Prefeito da capital dos catarinenses.

O que parece ser contraditório, na verdade se explica pela historia...
Já tive e ainda tenho discordância em relação a certas posições políticas do Gean Loureiro...

Mas, cá entre nós, manter a dinastia Amim em sobre-vida na política tendo o filho do ex-governador Esperidião Amim como "rabióla" (popularmente falando) na candidatura de Cesar Souza Junior é uma nítida aberração.




O que parece imperceptível é na verdade um jogo de cartas marcadas que pretende de uma única cajadada matar dois coelhos (no bom sentido), ou seja, dar um respiro político para Cesar Souza Junior e João Amim...

Ora, na eleição passada para a prefeitura da capital eu havia me posicionado claramente contra a aliança que envolvia o PPS/DEM (então partido de Cesar Souza Junior/DEM/PSD) e, isso me colocou frontalmente contra o diretório municipal do PPS que tinha no indicativo o apoio ao Cesar Souza Junior.

Da esquerda para a direita, Ex Deputado Federal Dércio Knop/PMDB/PDT/PPS, Ex Deputado Federal Fernando Coruja/PDT/PPS, Ex Governador e Senador Luiz Henrique/PMDB, Ex Candidato a Deputado Estadual Carlos Alberto/PMDB/PCB/PSTU/PPS


Naquela ocasião eu fui brutalmente proibido pelo então presidente do Diretório Municipal (militante histórico do PPS), o dentista Antonio Gonçalves (Toninho) de adentrar na sede do partido.

Não era por menos...

Na verdade, tudo não passou de uma bravata...

O Ex Governador Luiz Henrique da Silveira em reunião na sede do PPS, ao seu lado  sentado na mesa está o então presidente do Diretório Municipal Antonio Gonçalves (Toninho), Deputado Federal Fernando Coruja, Ex Deputado Federal Dércio Knop (Secretário Geral), Vinicius Lumertz (Secretário de estado), Deputado Estadual Professor Sergio Grando e demais militantes...












Desde minha militância no PCB e mesmo no PSTU, eu fora convidado pelo ex-prefeito da capital, o ex Deputado Estadual Sergio Grando a me filiar no PPS para então disputar uma candidatura a Deputado Estadual...








Fisiologismo?






Bem, desde os primórdios de minha filiação, eram notórias as minhas posições, na verdade, sempre fui considerado um "trosko" no lugar errado, (por ter sido filiado ao PSTU) porém, gostaria de lembrar que militei desde o ano de 1989 até o ano de 1998 no PCB, mas enfim, ideologias a parte, ali eu estava a convite...



Até aquela data o PPS fazia parte da gestão do prefeito Dário Berger/PMDB que, inclusive ocupava cargos na administração municipal.

Chegado o período eleitoral naquela data os conchavos levaram a tomada de outra posição, ou seja, apoiar Cesar Jr.

Vale lembrar que a dinastia Amim, ao longo dos muitos anos que governaram a cidade, nunca deu a mínima atenção ao sul da ilha.

Pra mim que fui líder comunitário durante vários anos, eu senti na pele as dificuldades que tínhamos em relação a aqueles governos seguidos.

Com Dário Berger na prefeitura, aliás, como cidadão e cabo eleitoral, eu lutei para que assim acontecesse, e tudo se tornou diferente. 

Hoje o Sul da ilha é um lugar mais urbanizado, mesmo com a especulação imobiliária avançando de forma contínua contrariando o desejo maior da comunidade.

Tem muita coisa para fazer? Tem sim, mas isso não significa que tenhamos que facilitar o retorno dos Amim através do filho João Amim como vice de Cesar Souza Junior.

Durante as eleições, Dário Berger assumiu vários compromissos com a comunidade, e pasmem, cumpriu com tudo o que havia assumido, incluindo ai a mudança no trajeto da linha circular Jardim Castanheiras, que, aliás, comentei ao pé do ouvido com o prefeito Dário de que já tinha sofrido uma tentativa de assalto durante um retorno da faculdade (cursava Gestão Imobiliária) no campi Univali do Bairro Kobrasol no município de São José.

Eu havia sido apresentado ao prefeito pelo meu amigo e ex preso político, o Advogado Getúlio Markian* (preso no congresso clandestino da UNE em Ibiúna em 1968)... 

 O novo trajeto do ônibus era uma reivindicação coletiva do bairro, além de melhorias na iluminação pública, construção de creche, asfaltamento e lajotamento de ruas, rede de esgoto e outras demandas...

Enfim, tudo foi cumprido conforme o prometido.

Ora, diante disso, não tenho a menor dúvida de que este seria o meu voto na capital do estado.

Dar seguimento nas obras de infra-estrutura urbana, e nas obras de caráter social, é uma meta que não podemos perder de vista.

Ah, e, por favor, não me venham com aquele papo furado do transporte coletivo, da mobilidade urbana e blá blá blá porque os militantes mais antigos sabem muito bem quem foram os  causadores iniciais do caos que a cidade vive.

Afinal, qualquer melhoria pretendida no passado foi brutalmente abortada desde os governos de Esperidião Amim e de Ângela Amim...

Desde as eleições passadas, a história tem comprovado ainda nos dias de hoje de que eu realmente estava certo...

Se Gean Loureiro é o candidato de Dário Berger, também é o meu candidato...


Ao PCdoB (Partido Comunista da Burguesia), não adianta manipularem a história em consonância com seus interesses temporais e eleitorais de traição de classe...


Na boa mesmo, irão fazer a revolução do tipo código florestal?

Noutra postagem estarei  esmiuçando melhor este assunto...

TARIFA ZERO!!!



Tarifa zero para os estudantes ( proposta de Gean Loureiro e Rodolfo Pinto da Luz) é o diferencial de todas as candidaturas nos últimos anos, sendo assim, terá o apoio incondicional da maioria dos movimentos sociais da capital...

Estejam à vontade, podem jogar pedras...

(*) Vide o livro "Os Quatro Cantos do Sol" do historiador e jornalista Celso Martins, também autor do filme "A novembrada"...

domingo, 12 de agosto de 2012

Justiça torta, por linhas tortas...



Sinceramente a justiça se escreve torta por linhas tortas...


Bem, qualquer cidadão ciente de que seus direitos foram atropelados pelo pressuposto jurídico do direito, não estaria pensando diferente.

O caso a que me refiro trata de uma reintegração de posse de fachada, na verdade, a tomada ilegal de uma posse reclamada por outrém sem ao menos ter sido exercida ou comprovada de fato.

O que me leva a este entendimento é algo que me deixa assustado diante do que assisti e vivencie de corpo presente, por ora, meramente como uma testemunha não testemunhável (sic).  

Afinal, uma vez inquirido mediante uma carta AR que exigia minha presença sob a pena, e multa pela própria justiça, eu fui dispensado juntamente com as demais...

Este é um emaranhado de interesses, ilegítimos, despertados por uma família constante em um documento passado, e que na condição de parentesco à um juiz e juíza, incluindo ai o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, (Tico Brae Fernandes) como uma das partes, sem ao menos, esta, ter observado os fatos verídicos do qual o documento se referia, ou seja, alguém de sua família loteou uma porção de terra, porém, de fato não fora objeto de esbulho ou algo parecido.

Tudo começou com uma construção na área que lhe pertence, que no inicio foi prontamente embargada pela prefeitura da capital, na verdade, este imóvel está sobre um projeto de via expressa a ser construída, talvez no futuro.

 Sendo assim, a prefeitura da capital não lhe dá viabilidade de construção. Mas enfim, o que pesa na questão é o fato de uma porção de terra (sobra de área pública, uma “nesga” na verdade) ter sido ocupada por uma família de baixa renda (sic).


 Essa “nesga” por muitos anos foi utilizada pela prefeitura como local de manobras do ônibus que fazia a linha circular inicial do Jardim Castanheiras que por ali transitava.

 Passado algum tempo daquele embargo e da transferência da linha para outro percurso, a família citada construiu um casebre (com a ajuda de moradores do local) e ali passou a residir.

 Ocorre que a proprietária da área adjacente  ou limítrofe sem ao menos se dar ao cuidado ou zelo de medir o seu próprio terreno, entendeu que o seu terreno tinha sido invadido por “estranhos”. 

Preocupado com a situação, eu sugeri e contratei de forma dativa uma empresa que fazia o levantamento topográfico na ampliação e duplicação da BR 101, que prontamente aceitaram fazer em horário de folga do seu serviço, o levantamento topográfico proposto.

O resultado foi que o terreno da reclamante tinha 450m2 na fração ideal de escritura pública e no levantamento topográfico apareceu com 453m2, ou seja, tinha mais terra do que rezava o seu documento. 

Mesmo assim, a dita proprietária ainda pleiteou abocanhar desavergonhadamente, e para isso contou com o aval da justiça, a porção de área pública (ocupada pela família de baixa renda) que media outros 124m2, pasmem, isso ocorreu de fato.

 Bem, entenda-se que até então, para a tal proprietária o seu imóvel era o da esquina, sendo que como não residia ali, viu a nova ocupação como se tivesse ocorrida no seu imóvel.

 Em síntese, a tal proprietária pensou e agiu de má fé como tendo sido esbulhado o seu imóvel, e acionou a justiça para requerer aquilo que não lhe pertencia, mesmo tendo se dado em conta que o imóvel em questão estava fora de sua propriedade.

Em certas ocasiões, as coisas tornam-se fáceis, bastou haver o nome de um integrante da justiça catarinense como membro de uma família que loteou uma área de terra, e a posterior terem o seu nome citado em documentos, que, o veredito ocorreu sem que os fatos verdadeiros fossem apurados.

Trata-se na verdade de uma pendenga sobre uma propriedade pública que fora reclamada como sendo sua. Neste caso, a justiça foi implacável a seu favor, mesmo a área não lhe pertencendo. 

De fato, o judiciário catarinense representa na plenitude aquilo que há muitos anos vem ocorrendo a nível nacional, ou seja, juízes legislam em causa própria um verdadeiro quem pode mais chora menos. 

O resultado disso foi uma ação de despejo com data programada para daqui a seis meses, de uma família pobre, residente no local a mais de 15 anos, naquilo que sempre foi uma área publica, porém reclamada ilegalmente por particulares como sendo propriedade privada. 


Os reclamantes nunca haviam residido ali e tampouco detinham a posse do local.

Ah, entendi, as provas não foram apresentadas nos prazos previstos em lei, e sendo assim, o juiz toma a decisão que lhe convém, obviamente, naquilo que lhe tem interesse...

Esse fato ocorreu no ultimo dia 08 de agosto as 14 horas na cidade de Florianópolis, ali na 5a Vara Cível, quando me fiz presente como testemunha arrolada e que não fora ouvida, por entenderem que já estava tudo previamente definido, ou seja, a lei exigiu a presença de testemunhas, mas por decisão do juiz, ninguém foi ouvido, mas, a sentença foi proferida.

Cartas AR sob as penas de multa ou responsabilidade processual serviram apenas como cortina de fumaça... 

Dizia a certa altura a mentirosa proprietária, que havia doado a área de boca para a infeliz ali residente, porém, com o tempo desistiu dessa doação... 


Bem, como poderia alguém estar doando para particulares uma área pública que não lhe pertence...

Seria o mesmo que eu doar o salário de alguém para outra pessoa...

É a justiça torta escrita por linhas tortas...