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quarta-feira, 30 de março de 2016

LBI SOLIDARIZA-SE COM O PCB ANTE AO COVARDE ATAQUE DA FAMIGLIA MARINHO QUE VINCULOU DE FORMA CALUNIOSA O PARTIDO AS “DOAÇÕES” DA ODEBRECHT! ABAIXO A FARSA VIL MONTADA PELA REDE “GLOBESGOTO” E A OPERAÇÃO LAVA JATO!



Não pretendo aproveitar essa publicação do Comitê Central da LBI pra tirar qualquer tipo de vantagem ou promoção pessoal que tenho dúvidas se eventualmente me trariam. A verdade é que como ex militante histórico do PCB, ex delegado no Congresso (do racha) e candidato derrotado ao Comitê Central do partidão nos anos 90 eu tenho plena convicção de que o Partido Comunista Brasileiro jamais aceitaria qualquer tipo de benesses ou ajuda financeira senão a do próprio fundo partidário (direito este inerente a todos os partidos políticos da federação). Ora, eu falo isso porque este comportamento ético é uma praxe e regra pétrea do partidão. 


Fui candidato a Vereador no ano de 1992 e minha campanha foi completamente paupérrima, diferentemente de outros partidos que tinham uma vida financeira saudável, haja visto que ainda estávamos numa luta pelo espólio do partido que o novo PPS que fora fruto do racha do PCB teimava e ter para si. O partido jamais aceitou e jamais aceitará qualquer tipo de ajuda de quem quer que seja, senão de sua própria militância ou do estado em regra geral para todos os partidos... Não tenho motivos diferente para estar defendendo senão pela própria moral do partido que militei, ainda que eu esteja trilhando o fabianismo em outro partido político. Sei da mancada que o Mauro Iasi deu recentemente, mas isso não tira a argumentação verdadeira da honestidade de seus militantes. Diferente de certos militantes. eu assisto sim a rede Jornal da Globo e também gosto de muitos de seus programas, mas a verdade seja dita e neste sentido essa matéria abaixo vinculando nomes do partidão foi a maior mancada e cagadona da Globo..



A Direção Nacional da LBI vem a público se solidarizar com o PCB contra o ataque venal e calunioso que o partido foi alvo por parte da Rede Globo e da mafiosa Famigilia Marinho. Através do seu gigantesco aparato de alienação de massa e usando como porta-voz o ventríloquo William Bonner no Jornal Nacional, a “GLOBESGOTO” acusou o PCB no último dia 23 de março e em “horário nobre” de receber doações da Odebrecht por um suposto militante do partido de Alagoas integrar a planilha da empreiteira divulgada pela PF no âmbito da famigerada Operação Lava Jato, sendo o PCB apresentado como “mais um” dos partidos do regime comprado pelos capitalistas. A mentira repugnante foi reproduzida no portal G1. Não serão nossas divergências políticas e programáticas públicas com o PCB que nos farão vacilar em denunciar tal engodo montado pela Rede Globo, apoiadora confessa do golpe de 64, da genocida ditadura militar, da tortura aos militantes de esquerda e anticomunista ferrenha, que agora mais uma vez redobra sua sanha em apoio descarado à escalada fascista “verde-amarela” em curso no Brasil contra o governo neoliberal do PT e para atingir as mais elementares liberdades democráticas em nosso país. A mesma certeza, obviamente, não podemos ter do PSOL, já que este partido aceita estatutariamente doações “legais” da burguesia, como fez Luciana Genro em sua última campanha eleitoral com a Gerdau e o Grupo Zaffari, produto de seu programa abertamente reformista. Imediatamente, a Comissão Política Nacional do PCB esclareceu que o tal “Jorge VI” não é ou foi ligado ao partido, trata-se sim de um carreirista político burguês filiado ao PSDB de Alagoas. Como afirma a nota do PCB “No caso da ‘denúncia’ ligada ao nosso Partido, depois de pesquisarmos todas as planilhas divulgadas, descobrimos que aparece estranhamente a sigla PCB, como supostamente tendo recebido um determinado valor. Pesquisando-se os nomes dos beneficiários das doações, identificado como sendo do PCB encontra-se apenas o nome de um certo Jorge VI, de Maceió (Alagoas). Consultando as redes sociais, os nossos registros e os registros eletrônicos da Justiça Eleitoral, descobrimos o que pode ser um erro da planilha ou uma grosseira farsa. O referido Jorge VI existe: como se vê em seu perfil no facebook, se apresenta como ‘político’ do PSDB, um profissional eleitoral. De dois em dois anos, é candidato a algum cargo: pelo PSDB (2000, 2002, 2004, 2012 e 2014) ou pelo PSC (2006, 2008 e 2010). Nunca pelo PCB!” (Nota Política: Repudiamos a menção ao PCB no escândalo das “doações” eleitorais da Odebrecht!, 23.03). Sabemos que o PCB tem como princípio não receber doações de empresas, mesmo que sejam “legais”. Nós da LBI divergimos inclusive do PCB, que deveria se recusar até mesmo a aceitar as verbas do chamado Fundo Partidário, uma forma estatal de cooptação dos partidos de esquerda por parte do Estado capitalista. Os Marxistas Revolucionários reafirmam a impossibilidade programática de serem financiados eleitoralmente (de forma institucional!) pelo Estado Burguês, considerando um gravíssimo desvio ideológico na conduta do PSTU, PCB e PCO de aceitar as verbas do Fundo Partidário. A cooptação do capital e seu Estado ocorre não exclusivamente com os partidos burgueses que realizam “negócios” vultuosos quando gerenciam a chamada “máquina pública”, também está presente nas pequenas concessões legais como o Fundo Partidário e as “generosas” indenizações estatais recebidas por militantes que lutaram contra o regime militar, uma espécie de “ressarcimento” dos agentes do capital pelos anos passados de militância revolucionária. Estes mecanismos embora “perfeitamente legais” não passam de uma forma de integrar forças políticas de “esquerda” ao regime burguês, com as verbas estatais produto da extração da mais valia do proletariado. Portanto da ótica marxista não existe diferença alguma (apenas nos volumes financeiros) dos “mimos” (legais ou ilegais) recebidos por Lula diretamente oriundos de grandes empresas ou das verbas estatais contabilizadas para o caixa partidário. Ambas são formas de corrupção do capital dirigidas ao amortecimento da luta de classes e cooptação das lideranças operárias. Compreendemos que o movimento operário e sua vanguarda classista devem combater pelo mais amplo direito de organização política, o que logicamente inclui o acesso publicitário a todos os meios de comunicação, sem que este fato possa produzir um vínculo de dependência econômica entre uma organização revolucionária e o regime burguês, seja ele por doações mesmo consideradas “legais ou institucionais”. Os Marxistas Leninistas, extremamente minoritários, mas íntegros em sua moral revolucionária, não podem admitir o recebimento de nenhum financiamento eleitoral das classes dominantes, seja pela forma do Estado burguês ou pela via das corporações capitalistas. Por fim, aproveitamos para saudar o PCB no seu aniversário de 94 anos de vida militante e esperamos que na Conferência Nacional que o partido realiza neste exato momento se aprove um programa de luta revolucionária de combate às frações burguesas comandadas pelo PT e PSDB, sem deixar de reafirmar a construção de uma Frente Única de Ação Antifascista neste momento tão delicado de nossa conjuntura e que se provou essencial na luta de classes mundial no passado (Alemanha contra Hitler) e no presente, no caso da luta de governos nacionalistas burgueses contra os “rebeldes terroristas made in CIA” na Líbia e na Síria. Acreditamos que mantendo a independência política e material diante da burguesia e de seu Estado capitalista estaremos forjando um instrumento partidário sólido e leninista capaz para levar consequentemente a luta do proletariado brasileiro rumo à vitória como parte do combate de classe pela Revolução mundial e o Comunismo.
Direção Nacional da LBI
26 de Março

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Tô fora deste engôdo!!!



O PT e seus lacaios da Teologia da Mentira e os agentes das pastorais burguesas quebram desde o  nascedouro a "democracia de base". Tal feito é a estratégia gramscista de formatação de uma "casta dirigente" e de uma "massa de comandados". IGNORARAM completamente os trabalhadores, incluindo os não sindicalizados. E querem o quê agora? Estão arquitetando a extinção do SUS e a privatização de  portos, estradas, aeroportos, Banco do Brasil, CEF e Correio e outras empresas, sendo recentemente a BR DISTRIBUIDORA com a venda de cerca de 25% das açoes e, QUEREM O QUÊ MESMO? Se fortalecerem para continuarem a golpear o povo, e pior ainda, com o apoio dos movimentos sociais cabrestos, de Ongs picaretas e de lideranças de partidos paridos pelo petismo chacal... São tão mal intencionados que, assim como os milicos e os nazistas agiram, fabricam atentados, levianamente, assaltos e arrombamentos de  sedes e representações do partido, para assim justificarem o recrudescimento do sistema do qual perseguem alopradamente, ainda que levando de roldão os seus aliados de então.  Áh, e o jaguara da CUT ainda fala insanamente em armas nas mãos e entrincheirados, quando sabemos defensores da revolução passiva. Ai está o gramscismo. Desconstruindo todos os adversários. Estão desenterrando defuntos mas esqueceram do Stalin e de Mussolini. O gramscismo é siamês do fascismo. O gramscismo não tem nada a ver com marxismo leninismo, trotskismo ou socialismo, ideologias essas que tem na ação direta a sua ferramenta principal. O gramscismo é uma ideologia ainda em "tubos de ensaios". Sendo os países latino americanos os maiores e primeiros laboratórios desta farsa capitalista burguesa... Um exemplo? Métodos e referências de Paulo Freire colocando vergonhosamente a sétima economia do mundo com a humilhante e destruidora educação, na 81 posição mundial. Ficam idolatrando falsarios de métodos experimentais, de facetas revolucionárias, quando na verdade é apenas uma leitura plagiada dos escritos laboratoriais de Antônio Gramsci. Já estou vendo professores e educadores ventríloquos ou intelectualóides orgânicos me incinerando. Com a crise econômica e política em ebulição, indiscutivelmente à violência que já é gigante irá tornar-se uma tsunami ou, um grande genocídio. Se falarmos em retirada do direito de herança, estatização da propriedade privada incluindo o latifúndio e os meios de produção, rapidamente chamam nos de radicais. O gramscismo é porta fria de capitalista e burgueses com sonhos de comandantes de rebanhos de alienados ventríloquos... outras forças politicas se juntam nesta empreitada desumana  que  lhes colocam historicamente e de fato, em defensores de falácias. Ficam ai fazendo média e arrombando a vida dos trabalhadores, quando apoiam aqueles que lesam as categorias. Desde há muito que se fala: Uma vez petista sempre petista. Sairam do partido petrolão e ficam cheirando as cuecas do Lula. Linhas auxiliares petista, de consultores falcatruas do dinheiro do povo. Os petrolao dando golpe na nação.

 
Derrotar o PT é abrir caminhos para a esquerda, inclusive ao marxismo revolucionário.  A frente de muitos sindicatos existe uma legião de carreiristas, funcionários públicos, professores universitários e outros, que utilizam as massas apenas para garantirem suas benesses. É um direito? Sim, claro que é, mas eu nunca vi manifestações exigindo salario minimo compatível com a dignidade do trabalhador. No Senado e na Câmara, as bancadas que vcs arrotam progressistas fecham fileiras com o governo petrolão que arrocha os trabalhadores. Querem o que mesmo neste dia 20? Manter a máfia fudendo os trabalhadores e dizendo que combatê-la é golpe? E, de boa mesmo, numa linguagem coloquial, que democracia vcs estão defendendo? A burguesa ou a proletária? Os custos ou as consequências de derrotar o PT, somente os proletarios e a história dirão, e nós temos que tentar, até porque o PT não nos representa,  só tem o nome. Somos cerca de 2 milhões de desempregados, num acréscimo de mais 8 milhões de brasileiros na rua da amargura, juntando-se com os outros milhões já existentes. É algo semelhante à toda  população da República do Uruguai, apenas nesta etapa da crise do governo corrupto do Partido dos Trabalhadores.


  Collor e FHC não era golpe, mas agora qualquer mudança é golpe

sábado, 20 de dezembro de 2014

ASSISTIR OLGA - FILME NACIONAL



Berlim, início do século XX. Olga Benário (Camila Morgado) é uma jovem judia alemã. Militante comunista, é perseguida pela polícia e foge para Moscou, onde recebe treinamento militar e é encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler) de volta ao Brasil. Na viagem, enquanto planejam a Intentona Comunista contra o presidente Getúlio Vargas, os dois acabam apaixonando-se. Parceiros na vida e na política, Olga e Prestes terão de lutar pelo amor, pelo comunismo e, principalmente, pela sobrevivência.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

ASSISTIR: O VELHO - A HISTÓRIA DE LUIZ CARLOS PRESTES


A história de um mito - O Cavaleiro da Esperança - e um dos personagens mais perseguidos do século passado. Polêmico líder do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Luiz Carlos Prestes (1898-1990) carregou ideais hoje soterrados pelos escombros do Muro de Berlim. O documentário reúne 70 anos de imagens da História do Brasil: a épica marcha de 25.000 km da Coluna Prestes nos anos 20; passando pelo dramático romance com Olga Benárioaté a repressão política da ditadura militar. Depoimentos de jornalistas, familiares ex-membros do PCB e um raro material de arquivo formam a mais completa cine-biografia de Prestes, Quixote obstinado que carregou durante toda a sua vida o projeto de um mundo melhor.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

FARC promete libertar general: Mais uma concessão imposta na armadilha montada pelo chacal Santos via negociações da “paz dos cemitérios”





Por Liga Bolchevique Internacionalista

Os militantes revolucionários pelo mundo vem acompanhando com muita atenção os chamados “diálogos de paz” entre as FARC e o governo do facínora Santos. O mais recente episódio que ampliou ainda mais a polêmica em torno das negociações foi a suspensão unilateral das conversações em Havana por parte do governo colombiano até que as FARC libertem o general Rubén Alzate e dois soldados que lhe faziam segurança, tomados como prisioneiros de guerra em uma região controlada pela guerrilha no Departamento de Chocó, Oeste do país, quando estes espionavam acampamentos da insurgência. Diante da exigência de Santos, a direção das FARC resolveu que os militares serão libertados neste domingo, 30 de novembro. Depois de anunciar a decisão, do qual a LBI discorda frontalmente, Timoleón Jimenez, Comandante do Estado Maior Central das Farc-EP, lançou um comunicado traduzido pelo PCB para o português (partido que defende a política da guerrilha) intitulado “Sejamos sérios, Santos” em que reclama da forma como agiu o governo: “Colocar como condição para a retomada do processo suspenso arbitrariamente que a contraparte faça rápida entrega de seus prisioneiros de guerra equivale a um sequestro do processo de paz pelo Presidente. E responder, como fizeram seus críticos, que colocam em destaque a importância de acordar um cessar-fogo bilateral para evitar esse tipo de sobressalto, coloca em manifesto que o processo de paz não é mais que um simples instrumento em uma estratégia final de guerra” (site PCB, 27.11). Aqui, somos os trotskistas da LBI que questionamos: “Sejamos sérios, FARC”! Aceitar negociações de paz que sequer tem como pré-condição uma trégua bilateral, ter centenas de combatentes assassinatos pelo exército durante os dois anos de “diálogos” (e que diálogos!) e agora ceder à chantagem do chacal Santos para a libertação dos três militares não são condutas nada sérias e que servem desgraçadamente para demonstrar o que afirmamos desde o início do processo saldado pela esquerda como um "avanço": o governo Santos montou uma armadilha para as FARC que está sendo vítima da política de “paz dos cemitérios”.

As FARC e o PCB podem argumentar que a guerrilha negocia com o governo para demonstrar um “gesto de boa vontade” ao povo colombiano em busca pela paz. Ocorre que esta pressão democrática tem como objetivo a liquidação física da guerrilha, que se encontra fragilizada desde o assassinato de seus principais comandantes a mando do próprio Santos quando era ministro da defesa de Uribe e já na condição de presidente. Apesar de todas as demonstrações do verdadeiro objetivo de Santos, Timoleón Jimenez reafirma a política suicida da guerrilha “Ainda hoje insistimos em mostras de paz, em gestos contundentes que demonstrem nossa vontade de reconciliação. Um exemplo é o fato de termos recebido o enviado do Presidente, mesmo após ter nos insultado publicamente e suspender o processo de paz em violação aberta ao acordado. Outro, é termos prosseguido com as negociações apesar do Presidente ter ordenado o assassinato de nosso Comandante Alfonso Cano”. As palavras do dirigente das FARC falam por si mesmas...Desde a LBI não negamos o direito das FARC negociarem com o governo Santos, mas os objetivos e as condições dos “diálogos” são absolutamente inaceitáveis, estão levando a direção da guerrilha a desmoralização enquanto as FFAA assassinam seus heroicos combatentes. Somente irá existir “paz” na Colômbia com o fim dos grupos paramilitares, a liquidação do latifúndio, a expropriação da burguesia e a tomada do poder pelos trabalhadores da cidade e do campo, neste atual regime isto é absolutamente impossível por mais esforços que faça a direção da guerrilha!

Temos plena consciência das enormes dificuldades (políticas e militares) que atravessam a guerrilha. Seus “governos amigos” de Cuba e da Venezuela são fiadores das conversações e fazem imensa pressão para que estas cheguem a “bom termo”, o que na prática significa o desarmamento das FARC e sua integração a “democracia”, política aceita pela direção da guerrilha como declara Timoleón Jimenez “Aí concentram as FARC o núcleo do processo de paz. Que sejam desmontadas todas as formas de violência política em nosso país, tanto a oficial e como a insurgente. Que sejam reconhecidas as responsabilidades correspondentes ante o mundo, a nação e as vítimas. Que se faça até o impossível para ressarcir estas últimas. Porém, que sejam abertas definitivamente as portas do exercício da oposição política a todas as correntes, com plenas garantias, sem excluir ninguém, pacífica e legalmente”. Aqui trata-se da tentativa de estabelecer um acordo mais amplo entre os governos da centro-esquerda com o próprio imperialismo ianque e o governo colombiano, mas modestamente alertamos como militantes trotskistas que defendem incondicionalmente as FARC da ofensiva assassina de Santos e Obama (apesar das divergências com a política da direção da guerrilha) que não é possível chegar a um pacto com o imperialismo na atual etapa histórica, aos chacais burgueses só interessa a rendição incondicional e o desarmamento para depois deixar que os grupos paramilitares eliminem até o último combatente convertido em “cidadão civil”. Lembremos da Unidade Patriótica na década de 80 e seus milhares de militantes mortos em plena “democracia”!

A libertação do general e dos dois soldados colombianos é um erro político tremendo das direção das FARC, até do ponto de vista do tabuleiro das negociações ora interrompidas em Havana. A guerrilha teria que aproveitar em seu favor a chantagem de Santos e, em resposta, exigir o fim das operações militares das FFAA contra seus combatentes, um cessar fogo bilateral público para retomar os “diálogos” e a liberdade de todos os presos políticos. Mas não...cobra a “coerência” de Santos que sequer aceitou no início uma trégua para iniciar as conversar e assassinou centenas de combatentes das FARC. Timoleón Jimenez afirma ainda no comunicado em que pede “seriedade” a Santos: “Como acontece com a Mesa e o Processo, Santos pactua os protocolos, porém insiste em tomar os prisioneiros pela força, dificultando objetivamente o cumprimento daqueles. Ou seja, viola novamente o acordado. Na realidade, burlou as regras do jogo defendidas pelo governo. O Presidente, com sua suspensão, tomou o tabuleiro onde jogávamos a partida, destruiu a confiança. As coisas não poderão ser retomadas assim. Não mais, É preciso fazer inúmeras considerações”. De fato, depois da libertação dos prisioneiros de guerra neste domingo pelas FARC, as coisas mudarão! O governo Santos saberá que a direção da guerrilha cedeu em um caminho sem volta que levará as FARC aceitar outras chantagens para ao final celebrar os “acordos de paz” a fim de ter a simpatia da “opinião pública” colombiana, dos “democratas” e homens de “esquerda”, os mesmos que votaram “criticamente” em Santos no segundo turno em nome de “derrotar o homem de Uribe” dando um aval a sua política de encurralar as FARC. De nossa parte, como revolucionários marxistas e não paladinos da democracia burguesa nos mantemos incondicionalmente no campo militar da guerrilha mas alertamos que a política de sua direção é um verdadeiro suicídio político e militar, no sentido exato do termo e não como uma mera figura de linguagem! Chamamos a base das FARC e a esquerda anticapitalista e anti-imperialista a se opor a esta política e a reivindicar um outra conduta de sua direção, antes que seja tarde, para que o sangue dos seus heroicos combatentes não tenha sido derramado em vão!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O chamado ao Voto Nulo realmente favorece a direita? Uma resposta classista a Breno Altman


Por liga Bolchevique Internacionalista

O “conceituado” jornalista Breno Altman, um dos apologistas de esquerda mais aguerridos na defesa da Frente Popular, nos brindou com um “artigo militante” onde tenta demonstrar que a campanha pelo voto nulo ou mesmo o boicote as eleições favorece objetivamente a vitória da direita e seu dileto candidato, o Tucano Aécio Neves. Os argumentos de Altman “passeiam” desde a aritmética eleitoral até a a razoabilidade política da “importância” em reconduzir o PT ao Planalto e assim evitar o retorno da direita (ou como nós definimos a “nova” direita) ao poder de Estado. Altman define desta maneira a suposta “ajuda” que os “críticos do PT” estariam dando ao PSDB: “Não se imagina que o voto em Dilma, vindo de setores críticos ao petismo, seja aval duradouro ao governo incumbente e eventualmente reeleito. Trata-se de saber, no entanto, se esses eleitores estão ou não dispostos a barrar o avanço da hipótese mais reacionária. Apesar do exemplo de desprendimento das principais lideranças do PSOL, além de outras referências sociais, culturais e políticas, que declararam seu apoio à fórmula presidencial petista, há quem continue a fincar pé no diagnóstico de que são todos farinha do mesmo saco. Mesmo sob o risco, ao votar nulo no dia 26,de estar objetivamente prestando auxílio ao candidato da direita" (Altman,OM,17/10/14). Não vamos neste contraponto as “teses” de Altman cansar o leitor com as já “exauridas” constatações que na verdade foi o governo do PT quem abriu as portas para “auxiliar” a sobrevivência política da velha e corrompida direita, como Sarney, Collor e  Maluf etc...Como diz um velho provérbio mandarim: “A verdade quando é pura  resiste as mais cortantes espadas do pensamento”, e somos obrigados em nome da verdade a reconhecer que Altman tem plena razão em sua “lógica”, afinal qualquer movimento eleitoral que neste momento não deságue em Dilma, favorecerá o triunfo da direita, com a Tucanalha de volta a presidência. Como ainda não consideramos o PT como uma representação política da direita, Altman está certo ao conferir qualquer não apoio eleitoral a Dilma como uma “equação” onde o “X” resulta em Aécio. A “correta” lógica de Altman só não contempla um elemento central para os Marxistas Revolucionários, a questão das classes sociais, onde “direita e esquerda” são a representação política da mesma classe dominante. Se não tapamos “o sol com a peneira” e afirmamos com todas as letras que o voto nulo poderá beneficiar eleitoralmente o PSDB, com muito mais vigor asseveramos que nesta conjuntura posta tanto o PT como o PSDB expressam a “esquerda e a direita” da burguesia nacional, cortada ao meio entre os dois "projetos de poder". A “gerência” estatal do PT se propõe a conduzir a burguesia a conquistar “novos” mercados (já não tão novos assim e um tanto esgotados), por outro lado a “capatazia” Tucana pretende girar a economia para a aliança tradicional com os EUA, que alardeia sua iminente recuperação. Se a opção “gerencial” colocada pelo PT já não é capaz de produzir um “esplendoroso” superávit cambial para o Estado, é mais do que “natural” que setores da burguesia agora apostem no retorno dos Tucanos. Como um militante da Frente Popular (sinônimo de governo burguês), Altman já não raciocina mais com critérios de classe e sim com as representações políticas dos patrões: esquerda versus direita. Simplesmente não leva em consideração que os segmentos mais consistentes da burguesia nacional apóiam o PT, como o Bradesco, o “consórcio” das cinco grandes empreiteiras, investidores de grosso calibre como Abílio Diniz (cotado para o novo ministério de Dilma) e o  “barão” da soja Blairo Maggi (grupo Amaggi) etc... O PSDB não fica muito atrás tendo ao seu lado a famiglia Marinho (Organizações Globo), o “conde” do aço, Jorge Gerdau, ITAÚ  etc...  Podemos atribuir a duríssima polarização que permeia o atual cenário eleitoral a própria divisão “cabeça a cabeça” na “pista de corridas” da burguesia nacional. Poderíamos até mesmo aceitar o “convite” de Altman para estabelecer um bloco com o PT, a ala esquerda da burguesia, mas não no terreno eleitoral e em outra conjuntura, onde a direita burguesa ameaçasse realmente o movimento de massas com um golpe fascista. Por ora a única ameaça concreta é a continuidade da política de “ajuste” neoliberal, que já vem sendo levada a  cabo pelo governo do PT e com a possibilidade da volta do PSDB com certeza se intensificará. Porém o proletariado não pode ser chantageado politicamente pelos “neoliberais de esquerda” para se postar contra os “neoliberais de direita”, é necessário ir além da dicotomia eleitoral burguesa construindo uma alternativa classista para a próxima etapa histórica da luta de classes.

Não estranhamos a reverência que Altman prestou “ao desprendimento das principais lideranças do PSOL” em convocar a militância para apoiar o PT, afinal este partido foi gestado no ventre da política de colaboração de classes e nunca fincou sua referência programática na perspectiva histórica da classe operária. Assim como Altman, o PSOL também pretende utopicamente “democratizar” o capital e não expropriá-lo de forma revolucionária. Por isso as categorias teóricas “pensadas” por ambos, o que também inclui o PT em seu conjunto, não pode admitir a violência de uma classe para subjugar a outra e muito menos reconhecer o Estado como um comitê gestor dos negócios da classe dominante. Os conceitos “reformistas” (no sentido clássico do termo) de Altman são incompatíveis com a luta do proletariado para impor seu próprio poder de Estado (Ditadura do Proletariado), logicamente não pela via eleitoral, e se limitam a necessidade de implementar as chamadas “políticas públicas” de inclusão social. Nesta questão sem sombra de dúvidas o PT se mostrou bem mais competente que os Tucanos, ocorre que a caricatura de um  “Welfare State” tupiniquim nunca foi uma “bandeira” socialista e muito menos proletária.

Para os Marxistas o genuíno sentido político do termo esquerda está relacionado as lutas concretas das massas proletárias e suas organizações revolucionárias, mas para os intelectuais da pequena-burguesia a esquerda ainda deve representar a antiga ala burguesa do parlamento francês, no final do século 17. Deste período até os dias de hoje quando é conveniente para a burguesia tenta-se amalgamar o termo esquerda, fazendo crer que a esquerda burguesa e a proletária tem objetivos "táticos" comuns. Porém quando se trata de reprimir a ação direta do movimento operário com a selvageria do Estado capitalista, estes mesmos "senhores" se apresentam como "democratas" e negam qualquer vínculo político com a esquerda em geral.

O fato de recusarmos o chamado para chancelar eleitoralmente a candidatura do PT "contra a direita", não nos impede de atacar impiedosamente as articulações da "nova" direita (PSDB, PSB e REDE), sempre sob o ângulo da classe operária. Fomos a primeira corrente da esquerda revolucionária a denunciar vigorosamente o embuste da "Operação Marina", quando o próprio PT ainda tentava inutilmente um "diálogo" com a candidata patrocinada pela Casa Branca. Seria oportuno lembrar a Breno que contra a ofensiva reacionária da direita, concentrada na Ação Penal 470, conhecida como "Mensalão", apesar das enormes divergências saímos em defesa dos dirigentes petistas, quando o próprio partido de Lula se acovardava diante do bombardeio da mídia "murdochiana". Agora não se trata de sucumbir a pressão democratizante do "canto suave" de uma "doce Dilma", para que logo após o termino do período eleitoral o governo petista descarregue todo o ônus da crise capitalista sobre os ombros do proletariado e da população mais oprimida socialmente. Os "deuses do sacro" mercado já tem a "promessa" absoluta de que ganhe o PT ou o PSDB seguirão acumulando o capital extraído da mais-valia operária, é esta a contradição fundamental que os Marxistas combatem por abolir.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Prisão dos “Mensaleiros”: O dantesco circo da mídia “murdochiana” a serviço da reação burguesa



Dou minhas mãos à palmatória diante da matéria da Liga Bolchevique Internacionalista - LBI


Com esta colocação eu deixo claro que tal quais outros militantes da esquerda, também cometi erros de avaliação no entendimento político do espectro ético e moral dos líderes do PT, ora presos a mando do todo poderoso e idolatrado Ministro do STF Joaquim “Rede Globo” Barbosa que, apesar dessa minha opinião, não os eximo de "culpa no cartório”.


Conforme algumas matérias por mim publicadas aqui neste e em outros Blogues que sou titular, eu também não deixei por menos a minha indignação com a virada de mesa mostrada pelas lideranças petistas. A bem da verdade, (popularmente falando) e apesar de tudo, como reflete a matéria mais abaixo que transcrevo do Blogue da LBI, a punição dos Jose´s do PT é mais nefasta ao conjunto dos  movimentos populares e a luta socialista do que a eles próprios.

Neste sentido fica registrada neste “post” a minha “mea culpa”.

Ora, como tenho demonstrado seguidamente em minhas matérias, as diferenças que tenho com a Teologia da Libertação é mais do que obvia e justificável, tanto do ponto de vista ideológico com na praticidade das ações por ela desenvolvida que, alicerçadas na imposição religiosa e de metas eleitorais, culmina algumas vezes em ações injustas contra militantes mais a esquerda.

No final dos anos de 1987 eu liderei uma comunidade que estava no epicentro político da luta pela posse da terra, na verdade, na luta pela moradia digna, comunidade esta que tem um histórico de resistência longo e contínuo na cidade de Florianópolis, e coube a eu reorganizar aquilo que seria uma tarefa revolucionária de então.

Passado alguns meses de minha ascensão política e o destaque que havia recebido pela mídia local, não tardou e logo apareceram os igrejeiros tentando encapar uma luta do qual (no meu entendimento e a história provou) estava bem encaminhada (sem individualismo) para aquilo que todos que ali residiam e lutavam, tinham como objetivo, ou seja, permanecer no local defendendo a posse da terra.

Ora, os ongueiros e igrejeiros não conseguiram assumir as rédeas de nossa luta porque simplesmente tinham ocultos outras estratégias de luta (eleitoral e privada que havíamos percebido) que contrariava o nosso núcleo marxista ali existente e atuante.

Como militante, eu não tinha que estar aceitando, mesmo que em nome de um suposto coletivo (da ONG) que pretendiam organizar (defendiam uma política habitacional fictícia e eleitoreira), e eles traziam no seu bojo um candidato a vereador previamente definido em suas entranhas burocráticas.

Durante uma reunião na sede do CAPROM a nossa Presidenta do Conselho Fiscal da Associação de Moradores do Bairro comentou informalmente de que eu seria candidato a Vereador e trabalhava para isto (o que não era verdadeiro, eu apenas insinuei a outro companheiro que um bom trabalho levaria essa possibilidade para qualquer pessoa, inclusive ele mesmo). Ora, aquela informação caiu como bomba nas intenções da ONG CAPROM, e gerou uma ira sem precedentes dentro do movimento.  

Por conta desta resistência natural de um marxista leninista, eu fui objeto planejado de um atentado orquestrado traiçoeiramente durante um encontro de dois dias na Escola Rural do Município de Palhoça na grande Florianópolis, que incluía, além da eliminação física (tentaram sem sucesso, na época, conforme registro em B.O no ano de 1989, tenho cópia) e também uma campanha interna (em nível de movimento) de desmistificação de minha liderança junto a minha própria comunidade e as demais, como se fossemos propriedade de padres e ongueiros carreiristas. Ora, eu vinha de uma luta contínua contra a ditadura militar desde os anos 70.

 Aquilo ali se estabeleceu como uma luta feroz de caráter nitidamente fascista para eleger um candidato petista (eu militei no MDB e estava no PCB) a qualquer custo, e isso ficou evidente... 

Bem, se eu quisesse revidar o atentado que sofri, tê-los-ia explodidos aos ares facilmente, mas como não fiquei com seqüelas e por conta do nosso objetivo final, dei por encerrado qualquer ato de vingança que eventualmente nascesse em minha cabeça.

Ademais, eu nunca soube exatamente o autor daquele atentado ocorrido num evento programado pela ONG CAPROM e o setor progressista da igreja católica comandada pelo Padre Vilson Groh, e, portanto, não estaria cometendo injustiças, mesmo tendo sido vítima de um atentado do qual sobrevivi.

Quem me conhece de muitos anos na intimidade e no próprio movimento hippie, desde o RS e SP, sabe perfeitamente que sou um velho comunista e ex-militar desertor do exército, que tentei asilo político na embaixada da França no ano de 1982 (juntamente com minha ex-companheira que ainda vive ali na comunidade de Areias do Campeche) justamente por estar sendo caçado pelo exercito, e eu sempre participei na organização das categorias e das comunidades, em apoio as greves e manifestações, desde os primórdio dos anos 70, das diretas já, das greves do ABC que se espalharam pela capital paulista, dos quebra- quebra nos anos 80 em SP, e eles apenas haviam me conhecido através de pessoas (amigos íntimos da quase freira e professora), pois eu havia chegado no bairro no inverno de 1987, mas que no ímpeto de crescimento da ONG,  e de sã consciência ninguém os referendaria justamente por serem na época oriundos do mal que mais aflige a juventude deste país, e infelizmente faziam parte da diretoria e dos quadros da ONG, além de terem um histórico de jagunçadas e despejos de moradores em imóveis que eram capatazes.

Bem, eu não precisaria estar falando, por serem águas passadas...

No decorrer da luta após eu ter retirado a comunidade do movimento até então erigido, provamos que estávamos certos desde os primórdios de nossa luta.

A área em litígio foi desapropriada para fim social (Comunidade de Areias do Campeche, no sul da Ilha), naquilo que a Teologia da Libertação, oculta na ONG CAPROM (“Centro de Apoio e Promoção do Migrante”, mas que não aceitava no seu imaginário ter de apoiar candidatos não nativos da ilha se eventualmente surgissem) sempre diziam e aconselhavam “Vocês tem de negociarem com o Esperidião Amim ARENA_PDS_PP” e, ele nunca vai deixar vocês ficarem ali nessa área porque vale muita grana, ali estão projetado vários condomínios fechados e a prefeitura não vai pagar e, o melhor é vocês aceitarem uma permuta e blá blá blá...

Era uma vontade gigante de apresentarem para a cidade algum resultado concreto em relação ao conflito urbano pela posse da terra, naquele lugarzinho escondido em frente ao mar que é chamado de Areias do Campeche, e que não contava com a participação de quadros do PT, formado basicamente por artesãos hippies e migrantes do interior do estado.

 Com isso, politicamente, a ONG esperava dar um PLUS na inserção junto ao próprio meio político partidário e nas comunidades afligidas.  

Na verdade a permuta em questão era retirar os moradores da área frente para o mar e realocar numa área de mangue em um bairro distante do mar (estamos numa ilha) que não tinham estrutura para novos moradores, e inclusive a comunidade local se posicionava através da mídia contra a nossa eventual transferência para o bairro deles, pasme...

E, ninguém tira da minha cabeça que o único objetivo de tentativa de encampamento da nossa comunidade foi plantar um candidato, como de fato ocorreu, ou seja, e transformaram em líder Sem-Teto, um economista (funcionário público estadual, do Tribunal de contas do Estado), na verdade, uma ação orquestrada naquilo que conhecemos nos bastidor como político profissional.  

Diante desses fatos, ainda assim predomina a estratégia e a obrigação de todo marxista em apoiar os interesses vitais dos trabalhadores, mesmo partindo da Igreja católica, a qualquer tempo, ainda que por sua participação nas lutas permanentes de viés capitalista, que chamam de “resgate da cidadania”, permitindo assim o clareamento no entendimento dos direitos a que tem os vários segmentos sociais, principalmente os marginalizados diretamente pelo estado burguês do qual a própria igreja católica (anticomunista) participa.

Enfim, é uma vertente de pensamento atuante nos movimentos sociais de massa que precisa ser acompanhada com cautela pelos marxistas-revolucionários a qualquer tempo, para não sofrer manipulação ideológica do tipo nacional-desenvolvimentismo e suas congêneres social-democratas...

Por último gostaria de dizer que apesar dessa opinião necessária e vital na luta de classes, eu sempre estarei fazendo criticas ao que considero um instrumento a serviço do capital e do imperialismo internacional, naquilo que a igreja católica e sua matiz de libertação mentirosa fazem através de suas ações nos movimentos sociais de massa que inclui camponeses, índios, sem teto e outros...

Os relatos desses episódios encontram-se ainda inacabados, mas acessíveis no Blogue:  http://tijoladasnamentira.blogspot.com/ e, estão disponíveis na internet desde junho de 2011 com mais de 16 mil visitas, e até agora, nenhum deles (já leram, obviamente) se posicionou contra...

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Prisão dos “Mensaleiros”: O dantesco circo da mídia “murdochiana” a serviço da reação burguesa


Por Liga Bolchevique Internacionalista

Pela gravidade dos acontecimentos iremos iniciar este editorial pelo o que poderia ser seu final.


Sim, são presos políticos sim! Dirceu, Genoino e Delúbio são presos políticos deste regime da democracia dos ricos, que assim como antigo regime militar é apenas a forma política que se expressa institucionalmente a ditadura do capital.


No arco da chamada “esquerda Trotsquista”, desde o “moderado” PSTU até o “radical” MNN não faltaram artigos para afirmar que os “mensaleiros” petistas mereceram a prisão decretada pelo STF (órgão máximo constitucional da justiça criado para proteger a burguesia) porque se tratavam de dirigentes corruptos que fizeram aprovar a reforma neoliberal da previdência e outras iniciativas do mesmo “gênero” no governo Lula.


Teriam assim, segundo os revisionistas, passado para o outro lado abandonando o “socialismo”.


Desde a LBI afirmamos em “alto e bom som” que os antigos dirigentes do PT até 2005 (quando foram afastados em virtude do escândalo midiático do “Mensalão”) se degeneraram bem antes do início governo Lula e que de “socialistas” não tinham mais nada há mais de trinta anos.


Dirceu se integrou ao regime bastardo da democracia burguesa no Brasil (em pleno governo do general Figueiredo) quando anistiado em 79 defendeu, em conjunto com uma gama de intelectuais ex-guerrilheiros, a democracia como valor universal.


A partir daí na companhia dos sindicalistas do ABC, Dirceu fundou o PT rejeitando a tese Marxista-Leninista do socialismo científico, advogando a implantação da social democracia no país para executar as “reformas necessárias” para desenvolver um capitalismo mais dinâmico e “avançado socialmente”.


Genoino Neto rompeu com o PCdoB em 80, no qual participou da guerrilha do Araguaia, para empreender a fundação do PRC que viria a se dissolver no PT no início da década de 90 como tendência “Democracia Radical”.


O projeto programático do PRC nunca foi revolucionário, apesar da formalidade nominal, quando ganharam a prefeitura de Fortaleza em 1985 pelo PT (elegendo Maria Luiza que depois viria a romper com Genoino e ingressar no PRO) governaram para os empresários locais, reprimindo a luta dos trabalhadores do município que tiveram salários arrochados e perdas de várias conquistas adquiridas.


A capital Fortaleza passou a ser o primeiro “laboratório” do que seriam os futuros governos estaduais e nacional do PT, ou seja, gerências da crise capitalista voltadas a atender as demandas da burguesia.


Mas se Dirceu e Genoino já há muito tempo não representam os interesses sociais do proletariado, executando no governo central do PT uma plataforma neoliberal em sintonia com as oligarquias dominantes, nem por isso “merecem” ser encarcerados pelo principal foco da reação política no Brasil, a fascistizante aliança entre o PIG e os sinistros ministros do STF.


Se foram presos, e isto deve ficar absolutamente cristalino, não foi em função do crime de corrupção, no caso específico do “Mensalão” cobrança de comissões de grandes empresas prestadoras de serviços para o estado desviadas para o “caixa 2” do PT, foram submetidos a este dantesco circo midiático da reação em razão de seu passado militante (socialista ou não pouco importa à burguesia) e o mais importante para depurar o PT e ajudar a impor no partido a uma nova direção totalmente “afinada” com o governo Dilma.


Não é demais lembrar que Dirceu seria o candidato do PT à presidência da república em 2010, quando foi “abatido por fogo amigo” na crise do “mensalão”. Agora as hienas abjetas do PIG comemoram as prisões dos dirigentes do PT como um símbolo no marco histórico da “moralidade pública”, como se não fossem uma matilha de corruptos e sonegadores associados aos piores traficantes e bandidos capitalistas deste país.


Em completa harmonia com o espetáculo ilusionista do PIG a “oposição de esquerda” (PSOL e PSTU) exige a “faxina completa” pelo STF apontando que a vez agora é do “Mensalão mineiro” e do “Propinoduto” Tucano, nunca assistimos tanto entusiasmo e confiança na “suprema” justiça patronal como esta demonstrada pelos canalhas do PSTU.


Como Marxistas Revolucionários jamais defenderíamos que os degradados reformistas do PT (que se privilegiaram materialmente sob o governo da frente popular) fossem entregues aos “modernos” cárceres do fascismo, para quem sabe tirar algum dividendo eleitoral.


Como Lenin nos ensinou, somente os organismos independentes do proletariado (Tribunais Populares) devem julgar e condenar a conduta de “companheiros que em algum momento cruzaram nossa rota”, sejam estes “anarquistas, sociais-democratas ou populistas de esquerda”.


Supostamente enojado com a “traição” cometida por Dirceu e Genoino, que no governo Lula comandaram as alianças com as principais frações políticas da burguesia brasileira,o PSTU escreveu sobre: “As duas prisões de José Dirceu” (ver sítio do PSTU), a primeira em 1968 no congresso da UNE em Ibiúna seria uma clara prisão política, já agora a segunda não passaria da prisão de um “corrupto” que “caiu” porque se misturou aos porcos capitalistas.


Segundo os Morenistas prisões autenticamente políticas na atualidade seriam somente a das dezenas de manifestantes que são criminalizados pela mídia “murdochiana” como “vândalos”. Como o governo Dilma apoia as prisões dos ativistas de “Junho” (embora por ironia o próprio PSTU também justifique as detenções dos Black Blocs) Dirceu e Genoino seriam representantes do estado repressor não cabendo nenhuma defesa destes pela “esquerda socialista”.

Mais além da lógica moralista burguesa do PSTU, tomemos alguns exemplos históricos para aclarar a posição correta dos Leninistas diante de uma situação similar.


 No golpe de 64 o governador Miguel Arraes, dirigente do antigo PSD que integrava o governo Jango, foi preso pelos militares no próprio Palácio das Princesas, sede do governo que foi cercado por mais de 24 horas. A esquerda comunista saiu às ruas do Recife corajosamente em sua defesa, exigindo sua liberdade imediata, seria então o velho Arraes um representante dos trabalhadores? Lógico que não, Arraes era um político burguês, que no governo de Pernambuco reprimiu com violência as Ligas Camponesas lideradas por Francisco Julião.


Seria o caso de questionar se a defesa de massas feita pela liberdade de Arraes (que acabou sendo expulso do país pelos militares) foi correta ou não.


 Mas foi o próprio dirigente camponês Julião (posteriormente organizou a guerrilha rural no Nordeste) que respondeu corretamente esta questão: “Lutamos intransigentemente pela liberdade do governador para que depois os próprios camponeses possam julgá-lo” (Crônicas da luta Armada).


Na Argentina pouco antes do golpe militar de 76, em pleno governo peronista de Isabelita, dirigentes do Partido Justicialista (principalmente Montoneros) foram perseguidos e mortos por membros do próprio governo integrantes do PJ.


Tratava-se de uma depuração política operada pela burguesia no interior do partido governista (criando um clima conservador e anticomunista na Argentina), em preparação ao golpe militar que ocorreria logo depois.


Perguntamos então que se diante do fascismo e da “Triple A” não defenderíamos os dirigentes perseguidos do PJ, apesar de pertencerem ao mesmo partido do “obscuro” governo de Isabelita Perón? Pela lógica do Morenismo a esquerda sequer poderia defender a liberdade dos milhares de dirigentes do Partido Socialista Chileno, encarcerados pelo golpe pinochetista em 73, por terem participado (em vários níveis) do governo burguês Social-Democrata de Salvador Allende.

Somente muito tolos ou “idiotas úteis” podem crer que o processo judicial do “Mensalão”, que agora culmina com a prisão dos dirigentes do PT, tem alguma coisa a ver com o combate a corrupção neste país.


 A começar pelo próprio STF, onde o balcão de negócios de venda de sentenças funciona à luz do dia, passando pela mafiosa Rede Globo e seus “patrocinadores” que escoam o dinheiro roubado da nação para os paraísos fiscais, até chegar à embaixada dos EUA em Brasília que comanda esta “orquestra”, o último dia 15/11 representou um marco na escalada reacionária destes setores contra o movimento de massas.


A burguesia a partir desta nova correlação de forças surgida com a hegemonia dos “justiceiros” do STF sentirá mais firmeza para desatar uma ofensiva global contra o conjunto da esquerda, tendo como referência a inação e covardia do próprio Partido dos Trabalhadores na defesa de seus dirigentes. Capítulo a parte foi a cretina postura política da presidenta Dilma e seus ministros, que pareciam até comemorar o linchamento público de seus antigos “companheiros”.

Uma ácida lição que todo militante de esquerda deve apreender dos acontecimentos em curso, e bastante enfatizada por nós da LBI desde o início do governo Lula em 2003, é que a chegada de um partido ao governo central pela via eleitoral de forma alguma representa a “tomada do poder” ou mesmo o controle total das instituições do Estado capitalista.


O poder estatal não está em jogo nas eleições burguesas, apenas a “gerência” do Estado burguês é posta em disputa a cada eleição e mesmo assim de forma muito pactuada. Isto explica o fato de que o próprio presidente do STF e atual carrasco do PT foi indicado ao cargo pelo então presidente Lula, mais do que uma questão de personalidade desequilibrada ou mera “cooptação” Tucana, Joaquim Barbosa sabe muito bem que deve servir aos interesses maiores das classes dominantes e que neste episódio exigiam em uníssono a “cabeça” dos dirigentes petistas.


 Esta mesma dinâmica se aplicaria aos outros ministros do STF, inclusive aqueles que nutrem simpatia política pelo PT.

É absolutamente verdadeiro afirmar que Dirceu e Genoino, como principais dirigentes do PT, foram artífices de uma guinada programática ainda mais direitista do partido, seja antes das eleições de 2002 ou durante o primeiro mandato de Lula.


Também é correto sustentar que os dirigentes da “Articulação”, como os burocratas sindicais da CUT, tiveram uma mudança substancial em seu nível de vida durante o governo do PT, afinal administravam negócios bilionários em nome do Estado e recebiam “ilegalmente” muito bem por isto.


O mito criado em torno da suposta “vida monástica” de Genoino é totalmente falso, se não aparenta sinais externos de riqueza é porque tem na figura do irmão, o líder do PT na Câmara José Guimarães, o seu real “caixa 2”.


Guimarães é hoje um dos nomes mais poderosos do Ceará onde controla a maioria dos cargos estatais, está associado à oligarquia dos Ferreira Gomes e possui um patrimônio pessoal milionário, sua meteórica carreira política é produto direto da influência do irmão mais velho Genoino que o trouxe para o PT.


Quanto a Dirceu nunca fez questão de esconder seu alto padrão de vida, degustando vinhos de R$ 5 mil a garrafa (Pera Manca) e pilotando motocicletas importadas. Mas seria muita ingenuidade supor que um governo burguês de Frente Popular fosse comandado por pobres “vestais”.


A corrupção estatal é parte indissolúvel do regime capitalista e só poderá ser extirpada definitivamente pela demolição violenta (revolucionária) do conjunto de suas instituições, não há reforma “ética” possível no marco do Estado burguês. “Reivindicar” que este venal STF proceda agora a “apuração da corrupção Tucana”, como fazem os revisionistas, é no mínimo uma grande “mãozinha” no sentido de ajudar a legitimar esta reacionária farsa.

É necessário desenvolver uma ampla campanha de massas, galvanizando todos os segmentos de esquerda que se colocam contra a bárbara ofensiva repressiva do capital, que nesta conjuntura se expressa tanto na prisão dos Black Blocs, dos ativistas de “Junho” e dos ex-dirigentes petistas “fichados” por esta mídia corporativa como “mensaleiros”.


Em particular convocamos a militância de base do PT, que se indignou com o silêncio de Lula, para somar forças na ação direta pela liberdade de todos os presos políticos deste autocrático regime democrático-burguês.


A classe operária mesmo não reconhecendo o PT como um partido seu, deverá saber diferenciar seus inimigos principais e seus possíveis aliados circunstanciais, que neste caso se materializa na militância de base do partido e da CUT.


Somente a mobilização permanente, com os métodos revolucionários da ação direta do proletariado, será capaz de libertar todos os presos políticos das masmorras do Estado capitalista.


Ilusões disseminadas na defesa de em um suposto “estado de direito” no quadro desta república dos novos “barões” do capital só servirá para o movimento de massas acumular mais derrotas e retrocessos como estes que estamos assistindo.