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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Tô fora deste engôdo!!!



O PT e seus lacaios da Teologia da Mentira e os agentes das pastorais burguesas quebram desde o  nascedouro a "democracia de base". Tal feito é a estratégia gramscista de formatação de uma "casta dirigente" e de uma "massa de comandados". IGNORARAM completamente os trabalhadores, incluindo os não sindicalizados. E querem o quê agora? Estão arquitetando a extinção do SUS e a privatização de  portos, estradas, aeroportos, Banco do Brasil, CEF e Correio e outras empresas, sendo recentemente a BR DISTRIBUIDORA com a venda de cerca de 25% das açoes e, QUEREM O QUÊ MESMO? Se fortalecerem para continuarem a golpear o povo, e pior ainda, com o apoio dos movimentos sociais cabrestos, de Ongs picaretas e de lideranças de partidos paridos pelo petismo chacal... São tão mal intencionados que, assim como os milicos e os nazistas agiram, fabricam atentados, levianamente, assaltos e arrombamentos de  sedes e representações do partido, para assim justificarem o recrudescimento do sistema do qual perseguem alopradamente, ainda que levando de roldão os seus aliados de então.  Áh, e o jaguara da CUT ainda fala insanamente em armas nas mãos e entrincheirados, quando sabemos defensores da revolução passiva. Ai está o gramscismo. Desconstruindo todos os adversários. Estão desenterrando defuntos mas esqueceram do Stalin e de Mussolini. O gramscismo é siamês do fascismo. O gramscismo não tem nada a ver com marxismo leninismo, trotskismo ou socialismo, ideologias essas que tem na ação direta a sua ferramenta principal. O gramscismo é uma ideologia ainda em "tubos de ensaios". Sendo os países latino americanos os maiores e primeiros laboratórios desta farsa capitalista burguesa... Um exemplo? Métodos e referências de Paulo Freire colocando vergonhosamente a sétima economia do mundo com a humilhante e destruidora educação, na 81 posição mundial. Ficam idolatrando falsarios de métodos experimentais, de facetas revolucionárias, quando na verdade é apenas uma leitura plagiada dos escritos laboratoriais de Antônio Gramsci. Já estou vendo professores e educadores ventríloquos ou intelectualóides orgânicos me incinerando. Com a crise econômica e política em ebulição, indiscutivelmente à violência que já é gigante irá tornar-se uma tsunami ou, um grande genocídio. Se falarmos em retirada do direito de herança, estatização da propriedade privada incluindo o latifúndio e os meios de produção, rapidamente chamam nos de radicais. O gramscismo é porta fria de capitalista e burgueses com sonhos de comandantes de rebanhos de alienados ventríloquos... outras forças politicas se juntam nesta empreitada desumana  que  lhes colocam historicamente e de fato, em defensores de falácias. Ficam ai fazendo média e arrombando a vida dos trabalhadores, quando apoiam aqueles que lesam as categorias. Desde há muito que se fala: Uma vez petista sempre petista. Sairam do partido petrolão e ficam cheirando as cuecas do Lula. Linhas auxiliares petista, de consultores falcatruas do dinheiro do povo. Os petrolao dando golpe na nação.

 
Derrotar o PT é abrir caminhos para a esquerda, inclusive ao marxismo revolucionário.  A frente de muitos sindicatos existe uma legião de carreiristas, funcionários públicos, professores universitários e outros, que utilizam as massas apenas para garantirem suas benesses. É um direito? Sim, claro que é, mas eu nunca vi manifestações exigindo salario minimo compatível com a dignidade do trabalhador. No Senado e na Câmara, as bancadas que vcs arrotam progressistas fecham fileiras com o governo petrolão que arrocha os trabalhadores. Querem o que mesmo neste dia 20? Manter a máfia fudendo os trabalhadores e dizendo que combatê-la é golpe? E, de boa mesmo, numa linguagem coloquial, que democracia vcs estão defendendo? A burguesa ou a proletária? Os custos ou as consequências de derrotar o PT, somente os proletarios e a história dirão, e nós temos que tentar, até porque o PT não nos representa,  só tem o nome. Somos cerca de 2 milhões de desempregados, num acréscimo de mais 8 milhões de brasileiros na rua da amargura, juntando-se com os outros milhões já existentes. É algo semelhante à toda  população da República do Uruguai, apenas nesta etapa da crise do governo corrupto do Partido dos Trabalhadores.


  Collor e FHC não era golpe, mas agora qualquer mudança é golpe

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

ARAGUAYA - Conspiração do Silêncio



O exército brasileiro no auge da ideologia da segurança nacional, um partido de esquerda dissidente, militantes aguerridos (a maioria deles ainda jovens e inexperientes), inocentes camponeses e uma região onde a ambição e a miséria disputavam lugar palmo a palmo. É neste cenário que está o Padre Chico (Stephane Brodt), um religioso francês que chegou à região do Araguaia no início dos anos 60. 

A profunda identidade de Padre Chico com as pessoas da região, associada ao seu sentimento religioso e dúvidas existenciais, fazem com que o religioso presencie os eventos ligados à formação da Guerrilha do Araguaia.



sábado, 23 de março de 2013

Aldeia Maracanã: Abaixo a repressão da PM de Sérgio “Caveirão” contra a população pobre em nome das obras da Copa do Mundo! Retomar a ocupação unindo índios, sem-tetos e trabalhadores!



Por Liga Bolchevique Internacionalista

Parabéns PSOL e PSTU!

A Policia Militar e os Bombeiros do Rio de Janeiro agradecem o apoio dos "companheiros" as greves "justas" da categoria...

No final da manhã desta sexta-feira, 22, a Aldeia Maracanã localizada no antigo Museu do Índio, na cidade do Rio de Janeiro, ocupado pelos índios desde 2006 foi brutalmente desocupada pelo Batalhão de Choque da polícia de Sérgio Cabral “Caveirão” (ver vídeo). 

Os índios foram expulsos em uma relação de forças desproporcional, com bombas de gás, spray de pimenta e balas de borrachas por 200 homens do Bope, quando se organizavam pacificamente para se retirar, em um autêntico operativo de guerra contra a população pobre da capital fluminense, a pretexto que “evitar um incêndio” durante um ritual dos índios. 

O índio Michael Oliveira relata: “A gente estava fazendo nosso ritual e a polícia entrou desrespeitando a gente. Me bateram com cacetete, jogaram gás, ao contrário do que foi combinado” (UOL Notícias, 22/3). 

O prédio que os índios ocupavam estava abandonado desde o final dos anos 70, quando deixou abrigar o Museu do Índio e por se localizar ao lado do estádio do Maracanã estava previsto ser demolido como parte das “obras de mobilidade” da Copa do Mundo de 2014, mas diante dos protestos da população o governo decidiu por reformá-lo e erguer um suposto museu esportivo. 

Vários pedidos de “reintegração de posse” foram emitidos pela “justiça” burguesa, mas devido a resistência e mobilização não conseguiram vingar.

 No entanto, pressionada por gordas propinas das grandes empresas, a 8ª Vara Federal Cível do Rio concedeu emissão de posse em favor do governo, cujo parecer foi completamente desfavorável ao movimento de ocupação, afirmando que não mais cabia qualquer recurso. 

Assim, desde as 3 horas da manhã o Batalhão de Choque se utilizando de dois carros blindados (“caveirões”) invadiu a ocupação “Aldeia Maracanã”, atirando balas de borracha e bombas de efeito moral por todo lado.


Esta foi mais uma obra de Sérgio “Caveirão” que entregou uma grande área pública, o entorno do estádio Maracanã, aos tubarões da iniciativa privada, os quais não querem saber se o local comportava moradores pobres e índios. 

O casarão funcionou no local de 1910 até 1978 como propriedade do Estado, que agora quer doá-la a empresários ligados à Copa do Mundo, a fim de construir centros comerciais, um “museu olímpico” e criar zonas de evacuação do público do futebol. 

O museu chegou a ter como diretor inclusive o eminente antropólogo Darcy Ribeiro, mas para as grandes empreiteiras nada disto tem valor histórico-cultural. 

Assim agem os governos de plantão em nome do lucro para as grandes empresas e em nome de “melhorar” a infraestrutura urbana, a primeira coisa que fazem é atacar a população pobre das cidades a serviço das imposições políticas e econômicas da multinacional FIFA. 

Os megaprojetos dos governo Dilma (PT), Sérgio “Caveirão” e Eduardo Paes estão despejando verbas públicas a rodo para empresas tipo EBX, Delta e à especulação imobiliária, enquanto expulsam à bala os pobres do entorno das obras da Copa.



Os índios e diversos ativistas que foram dispersos pelo spray de pimenta e repressão desferida pela polícia se reagruparam à tarde na frente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, na Praça XV, no Centro da cidade. 

Para além deste ato, é preciso chamar a solidariedade de todos os sindicatos classistas, denunciando as negociatas feitas por Cabral com o PT e PCdoB, que controla o Ministério dos Esportes. 

O governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral “Caveirão” (PMDB), anunciou recentemente o projeto de privatização branca do Maracanã através da concessão do estádio à iniciativa privada por um período de 35 anos. 

Na transação, o valor estabelecido para o arremate do novo Maracanã é uma verdadeira pechincha, R$ 231 milhões dividido em 33 parcelas anuais de R$ 7 milhões. 

Para se ter uma dimensão desta verdadeira mamata, só com as reformas do Maracanã de 1999 até hoje, incluído a que está em andamento para a Copa do Mundo, já foram gastos cerca de R$ 1,5 bilhão dos cofres (público) do estado. 

O felizardo para receber a doação, garantida pela famigerada PPP (Parceria Público-Privada), está praticamente definido, nada mais nada menos do que o novo barão da burguesia no país, Eike Batista, avalizado plenamente pelos seus parceiros Sérgio Cabral e Dilma Rousseff. 

Ainda como parte do projeto de privatização do Maracanã está prevista a demolição de dois históricos equipamentos esportivos, o Parque Aquático Júlio de Lamare e o estádio de Atletismo Célio de Barros. 

Estão condenados ao mesmo fim uma escola municipal e o prédio do antigo Museu do Índio, que era moradia de comunidade indígena. 

Por sua vez, os comitês populares que vem se formando contra os desmandos da FIFA e da CBF, carecem de uma clareza programática e permanecem reivindicando a realização de uma “outra copa”, como se fosse possível conciliar a atual estrutura mercantil dos esportes com o entretenimento popular do futebol. 

Por este motivo, os marxistas revolucionários devem declarar, sem medo da opinião pública, que nesta copa do futebol mercenário “torceremos” pela derrota de todas as seleções (incluindo a “canarinha”), aliando a denúncia ativa de massas das negociatas estatais da Copa do Mundo, que só levarão mais pobreza e infelicidade ao nosso povo.



Está colocada na ordem do dia, organizar através dos sindicatos, movimento estudantil e popular uma grande manifestação na “Aldeia Maracanã” denunciando a truculência do governo Cabral e a aquiescência do Planalto com a perseguição e criminalização dos movimentos sociais atualmente no Brasil, bem como exigir que os índios tenham de volta as suas moradias no mesmo local do qual foram expulsos. 

Tanto o governo estadual como o federal, é preciso deixar bem claro, estão a serviço da especulação imobiliária e das grandes empreiteiras nacionais e estrangeiras. 

Somente a ação direta das massas exploradas poderá fazer com que o terreno da Aldeia Maracanã seja reocupado, rompendo com o acordo existente entre a frente popular e o governo Cabral de negociações “dentro do campo da legalidade” da justiça burguesa. 

É importante registrar que o PSOL e o deputado Marcelo Freixo também pressionaram pela chamada “desocupação pacífica” do terreno (ver vídeo), minando assim a construção de comitês de autodefesa para resistir à ação policial. 

Em oposição a esta política é necessária a unidade de ação entre os movimentos dos sem-teto, sem-terra e os indígenas, caso contrário cairá no isolamento e fatalmente será derrotado. 

Fica a lição da desocupação do Pinheirinho em São José dos Campos: deixar as decisões políticas para a justiça burguesa é o caminho da derrota do movimento.

segunda-feira, 4 de março de 2013

8 de Março - Dia Internacional da Mulher Trabalhadora: Romper a condição de mercadoria capitalista e assumir a vanguarda da luta pelo comunismo!




Por Liga Bolchevique Internacionalista

Celebramos mais um 8 de Março, dia dedicado à luta internacional das mulheres trabalhadoras, porém traficado pelo mercado capitalista como uma “ode” ao consumismo, a família patriarcal e ao falso igualitarismo entre os sexos. 

Na verdade, na atual fase de decadência da sociedade burguesa, onde vale integralmente a precificação das relações pessoais e sociais, podemos dizer que a mulher se tornou uma das mercadorias mais caras da grande vitrine de ofertas do mercado. 

Os corpos sarados, as loiras burras e esculturais expostas nos BBBs globais para a grande massa ávida por bundas e seios, fazem deste padrão feminino artificial o objeto de consumo mais desejado pelos homens, face à barbarização do modo de produção capitalista.

 Ao lado desse glamour idiotizado e alienante, temos a exploração de parcelas cada vez maiores das trabalhadoras que, via de regra, enfrentam a jornada tripla de trabalho (emprego e casa), sempre com salário menor e alvo de assédio sexual. 

Como se vê, vivemos uma grande contradição quando se fala da mulher no capitalismo. A mulher, o principal objeto de desejo masculino, é ao mesmo tempo, objeto da exploração capitalista justamente porque a questão de gênero está diretamente determinada e dividida pela questão de classe, onde as mulheres burguesas e parte das pequeno-burguesas, a chamada classe média alta, têm interesses opostos aos da mulher proletária. 

O marxismo revolucionário sabe perfeitamente desta distinção de classe marcado claramente a partir do 8 de Março de 1857, quando as operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte-americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve, ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. 

A manifestação foi reprimida com brutal selvageria pelo aparato de repressão do Estado burguês a soldo dos patrões. 

Criminosamente, as mulheres foram trancadas dentro da fábrica e logo em seguida incendiada. 

Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas porque o capitalismo queria matar na gênese este exemplo de luta, enquanto hoje prostitui o significado do 8 de Março para fazer valer a mulher como uma mercadoria de luxo, que deve agregar valor a si mesmo através das mais variadas fórmulas de embelezamento estético.

No Brasil em particular muito se tem falado da chegada da “primeira mulher” à Presidência da República no Brasil. Em campanha pela reeleição, Dilma vem ressaltando que seu gabinete é composto por várias mulheres, que ocupam cargos estratégicos na gestão da frente popular. 

Esta lógica cínica cumpre justamente o papel de encobrir a realidade de que as trabalhadoras e seus companheiros trabalhadores não governam, são representados por mulheres e homens que defendem os interesses da burguesia e do mercado capitalista. 

A figura da mulher que se projeta no mercado de trabalho em condições iguais a do homem se restringe a alguns setores da classe média e da burguesia, já que no mundo real reina a desigualdade, o machismo e a opressão sexual e social. 

Como parte desse engodo é muito difundida a ideia de que o machismo sempre existiu e que graças à incorporação das mulheres cada vez mais no mercado capitalista o sexo feminino se emancipa gradualmente desta opressão. 

Uma prova disto seria o fato de mulheres ocuparem postos de mando elevados na sociedade burguesa. Nada mais falso! Dilma, por exemplo, mantêm o papel criminoso que o Brasil desempenha no comando da ocupação das tropas da ONU sobre o Haiti, onde as mulheres têm sido as maiores vítimas de agressões, massacres e estupros. 

Ao lado disso, privatiza a previdência do funcionalismo público, corta verbas para creches do orçamento para bancar o superávit primário e se alia aos setores mais reacionários contra o direito ao aborto.

Para dividir a classe operária nas últimas décadas, o conceito da luta de classes deu lugar à luta de gêneros, muito patrocinada no Brasil pelo governo da frente popular sob a farsa da “defesa das mulheres”. 

A cor vermelha reivindicada historicamente pelas comunistas Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alexandra Kollontai, militantes revolucionárias que criaram o Dia Internacional da Mulher Proletária em 1910, foi substituída pela cor lilás para afastar, até em sua simbologia, a luta pela emancipação da mulher da luta pelo socialismo. 

Em nome do combate à exclusão e opressão recomendam a integração maior da mulher ao mercado de trabalho para serem exploradas pelos capitalistas, apresentando esse processo como uma “conquista”. 

Contra a violência cada vez mais sofrida que cresce com a exploração, reivindicam a criação de organismos coercitivos dentro do Estado capitalista (delegacias de mulheres e a Lei Maria da Penha). 

Esta visão acaba sendo a “lógica” da esquerda, que vende sempre a mulher como um dócil objeto de consumo a ser protegido pela lei e pela polícia!

A “esquerda” revisionista como PSOL e PSTU e seus satélites como a LER-QI, além obviamente da própria frente popular (PT, PCdoB), sempre defende as “mulheres” (independente do caráter de classe) em geral via rígida aplicação da “Lei Maria da Penha” e as delegacias especializadas, tudo isso sem nenhum critério de análise marxista. 

Quando uma mulher é assassinada ou agredida, ainda que seja burguesa ou faça parte de seu submundo, esta esquerda “feminista” sem os menores princípios de classe, reivindica que o Estado capitalista intervenha como resolução policial para estes casos, configurando um campo completamente distante da luta de classes e do marxismo revolucionário. 

O mais escandaloso é que os que ontem defenderam a criação das delegacias da mulher para encarcerar os “operários machistas” hoje são devotos da reacionária “Lei Maria da Penha”, revelando assim a ausência de qualquer independência de classe na questão feminista. 

O que estes vestais defensores das “mulheres em geral” não dizem é que a mulher é encarada pelo sistema capitalista como uma mercadoria de consumo e quanto mais se adequar aos padrões de beleza capitalista mais se incorpora valor “agregado” a esta “mercadoria”, isto é, quanto mais bela pelos padrões ocidentais, mais alto o valor do “produto” no leilão de seres humanos. 

Não à toa, disseminam-se em todo o mundo academias e clínicas estéticas, onde o culto ao corpo é a tônica e entendido como mais uma “necessidade” criada para o consumo de um produto. 

O proletariado deve denunciar esta questão como parte das barbaridades próprias do capitalismo senil a ser liquidado pela ação consciente da classe trabalhadora, com independência diante da burguesia e seus agentes, sejam de que sexo e cor forem.

Como se vê cotidianamente nos noticiários, no seio das relações privadas da “high society” e da classe média “alta” engendram-se todo um arco de podridão: interesses meramente materiais e econômicos em detrimento de laços afetivos e/ou de camaradagem. 

A falsidade, agressões, belicosidade, espancamentos e assassinatos são as normas imperantes. 

Em suma, relações típicas de uma sociedade em profunda decomposição, uma excrescência que a cada dia ganha terreno em uma época de intensa ofensiva imperialista sobre os povos do planeta onde se perdeu qualquer referência política no socialismo.

 A ruptura com esta concepção de mundo burguesa só será possível através da violenta ação da classe operária contra seus algozes capitalistas, sejam eles homens ou mulheres, através da revolução socialista, a partir da qual pela necessidade de todo um coletivo, os interesses mesquinhos e podres oriundos da velha sociedade de classes serão extintos. 

Os revolucionários defendem consignas democráticas pela igualdade de direitos entre os sexos, mas não mentem para as trabalhadoras dizendo que terão seus sofrimentos derivados da opressão e da exploração de classe solucionados dentro do capitalismo e menos ainda disseminam ilusões de que o aprimoramento do aparato repressivo capitalista trará melhor sorte para elas.

A luta pela libertação da mulher da opressão do machismo capitalista pressupõe um combate sem tréguas a todas as ilusões no movimento das mulheres trabalhadoras no Estado burguês, suas leis e seu aparato repressivo, guardião da ordem social justificada pela ideologia burguesa e o machismo que dela faz parte. 

Toda saída para o problema da opressão feminina por dentro da democracia burguesa, como defendem o reformismo e o revisionismo do trotskismo, conduz à divisão do proletariado entre gêneros distintos, ao recrudescimento e ampliação do aparato repressivo estatal contra os trabalhadores. 

Em outras palavras, o feminismo burguês é contrarrevolucionário porque divide o proletariado, enfraquece sua luta e fortalece a repressão de seus inimigos de classe. 

Para combater o governo Dilma e colocar abaixo o modo de produção capitalista é necessário construir um movimento operário feminino classista que coloque a mulher trabalhadora como vanguarda da luta sem quartel contra o regime opressor dos homens e mulheres burguesas, representado neste momento pelo governo do PT. 

Trata-se da unidade do conjunto da classe trabalhadora sob um programa revolucionário para derrotar a barbárie capitalista. 

Portanto, neste 8 de Março devemos lutar pela superação do machismo que nasceu com a propriedade privada, do feminismo policlassista e da mercantilização das relações pessoais, que só será plenamente realizada com a abolição do modo de produção capitalista, por meio da revolução socialista, destruindo qualquer forma de opressão contra as mulheres trabalhadoras e a exploração de classe.


 A abolição da propriedade privada é o elemento sine qua non para a libertação da mulher e o combate de classe pelo comunismo!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Gean Loureiro 15 - Prefeito de Florianópolis/SC


Defender e apoiar os interesses vitais dos trabalhadores e dos estudantes é uma tarefa revolucionária de todos os marxistas!

Ora, eu coloco essa chamada acima pelo fato de ter sido questionado por um militante, que não vem ao caso nominar...

Mas enfim, eu diria que no passado não muito distante, fomos todos integrantes daquilo que se chamava de Frente Popular.

Bem, esta frente era formada por vários partidos que incluía o PCB,PPS,PT,PSB,PDT,PCdoB,PSDB, e o MSR (Movimento Socialista Revolucionários de tendencia prestista).

 Eu gostaria de lembrar que muitos dos lideres atuais de outros partidos que incluem o PSOL, PSTU e outras tendencias, até então estavam abrigadas dentro destes partidos, quer seja como lideres de suas correntes, como também, meros militantes ofuscados pela quantidade de estrelas emergentes nesses partidos.

 Na verdade, os interesses vitais de antes, no  meu entendimento não diferem dos de hoje, exceto os de interesses eleitorais que muito se discute sem rumo ou resultado algum...

Eu gostaria de deixar explícito que não me incomodo com falácias eleitoreiras que se agigantam diante de uma realidade concreta chamada de mobilidade urbana...

Por que penso assim?

Simplesmente porque eu vivi e vivencie de corpo presente as dificuldades, e também as condições abastadas ou suficientes de algumas pessoas que hoje se tornaram lideres ou mesmo personalidades políticas em seus partidos, quer seja pelos rachas em decorrências de pragmatismos políticos/partidários ou da própria ideologia, mas que em síntese não era um problema que concretamente poderia lhes afligir enquanto estudantes ou acadêmicos. Tratasse do bolso de cada um...

O passe livre estudantil é uma necessidade que vai além da própria ideologia, sendo assim, a questão de apoiar ou não a candidatura do Gean Loureiro significa também apoiar ou não  a Tarifa Zero que, para os catarinenses passa a ser uma conquista revolucionária...

Vale lembrar das dezenas de prisões de estudantes e militantes que ao longo dos anos participaram desta luta que hoje se avizinha como um fato concreto de realização...
Tem caráter eleitoreiro? Pode ser, mas nesta altura das eleições, que diferença faria senão pela própria conquista?

É também em respeito a esta luta passada que decidi apoiar a candidatura de Gean Loureiro.

Por outro lado, é interessante observar que, mesmo havendo diferenças ideológicas, ainda assim este apoio não se inviabiliza neste momento, até porque, semelhante aos partidos acima referidos, o desembarque neste apoio se dará de forma natural como assim  fizeram o PSTU e o PSOL durante o governo primeiro de Lula da Silva quando os acontecimentos tomaram um rumo diferente...

Interesses temporais é a especialidade de alguns políticos...

Tarifa Zero!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

PC do B apoiará Gean Loureiro... Será?

Segundo a imprensa da capital catarinense, o PCdoB declara neste segundo turno apoio incondicional ao candidato Gean Loureiro para a prefeitura da capital.

http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/politica/eleicoes-2012/noticia/2012/10/pc-do-b-de-florianopolis-decide-apoiar-candidatura-de-gean-loureiro-3925329.html

Já o PT prefere apoiar o mensalão...


Aleluia, Aleluia...


O povo unido...

Tarifa Zero para todos os estudantes da capital dos catarinenses...

Que este exemplo sirva para unir os trabalhadores e estudantes em outras cidades do Brasil, para fazer desta conquista um direito universal a todos os estudantes brasileiros...



Em tempo: Parece que o PT estadual orienta o partido a apoiar o candidato Gean Loureiro do PMDB, enquanto isso o PT da capital sugere neutralidade...




sexta-feira, 22 de junho de 2012

"PCB" Em resposta ao convite do PCdoB:


Caro leitor, 
Mesmo que esta nota do PCB tenha sido publicada no mês passado, ainda assim eu a considero um fator histórico de importância vital para que os vários setores e a militância dos movimentos sociais possam ter um breve, mas objetivo  discernimento do real papel do PCdoB no cenário político nacional. Na verdade, um verdadeiro vira casacas contra revolucionário de viés capitalista.
Ora, eu faço essa publicação (na verdade, uma transcrição desse documento vital) pelo fato de eu ter sido militante do PCB de 1989/1998, inclusive de ter contribuído na condição de candidato a Vereador no ano de 1992. 


Sinto-me também honrado de ter recebido o apoio massivo da companheira Marlene Soccas, durante os debates e embates internos no partido, fato esse que me tornou vencedor como candidato do PCB para aquele pleito eleitoral. Os motivos dos embates foram em decorrência do aparecimento de um candidato (não marxista) que representaria naquela eleição os acordos espúrios entre a cúpula dirigente do partido, formada por professores da UFSC, entre esses o presidente do partido e, o presidente do Sindicato dos Professores (APUFSC) com o grupo "Prestista" então chamado na época de MSR (Movimento Socialista Revolucionário) também formado por professores da UFSC. Marlene Soccas é uma lutadora e histórica comunista, foi integrante da VPR e, é ex presa política e foi torturada nas operações clandestinas desenvolvidas pelo aparato repressor da ditadura militar conhecidos como OBAN (Operação Bandeirantes) e Operação Barriga Verde, sendo essa ultima relatada no livro do jornalista, escritor e historiador Celso Martins com o titulo de "Os quatro cantos do Sol" 

Veja no link abaixo:


Segue a nota do PCB:
Recebemos a informação de que será realizado no mês de maio na Câmara de Vereadores de Criciúma um ato de comemoração de aniversário do PCdoB, e seriam convidados os camaradas Amadeu da Luz e Marlene Soccas para serem homenageados.
Em primeiro lugar gostaríamos de esclarecer que os camaradas acima citadosnunca militaram no PCdoB, inclusive hoje se colocam em um campo totalmente oposto ao referido partido. O PCdoB há muito tempo, deixou de ser um Partido Comunista de verdade, mantendo um nome que não coresponde, nem á ideologia, nem à prática dos comunistas. Deveria, sim, retirar o nome de “Comunista” de seu Partido.
O PCdoB atua hoje como linha auxiliar da burguesia, numa relação promíscua e contrarrevolucionária com o capitalismo.  Aliado ao Governo Dilma que só tem feito acelerar o crescimento capitalista no país, em detrimento do povo trabalhador que segue tendo seus direitos básicos negados, como a reforma agrária, a saúde, a educação, o transporte público de qualidade, etc.
O PCdoB é o partido que defende o nefasto Código Florestal, aliando-se aos ruralistas em defesa desta legislação que anistia os grandes latifundiários e ataca o meio-ambiente. É o partido que dirige as obras da Copa do Mundo, que tem favorecido meia-dúzia de grandes monopólios capitalistas, invertendo bilhões de dinheiro público para a construção de estádios, ao mesmo tempo em que desocupa milhares de casas de trabalhadores e criminaliza os movimentos que tem defendido uma Copa do Povo.
O PCdoB é o partido que no seu afã eleitoreiro fecha apoio com setores mais conservadores do cenário político brasileiro. Como é o caso da aliança com o PSDB nas eleições da prefeitura de Olinda, a possível aliança com o PP (herdeiro da Ditadura Militar, com vários membros que defendem as torturas praticadas contra os militantes que lutaram contra este regime, inclusive bravos e heróicos companheiros do PCdoB). Além da aliança com o PMDB na cidade de Criciúma, composta por lacaios do capital, como Pinho Moreira e Romanna Remor.
Os camaradas Amadeu e Marlene não compactuam com estas posições políticas e refutam qualquer homenagem que parta do PCdoB. Não aceitamos a falsificação da história como vocês vêm tentando fazer com outras grandes figuras históricas do movimento comunista que nunca militaram no PCdoB, como o caso de Luis Carlos Prestes e Carlos Marighela.
O PCdoB enquanto dissidência do PCB surgiu no ano de 1962, tendo comemorado este ano, no dia 18 de fevereiro, 50 anos de existência.
Criciúma, maio de 2012.
Base Roberto Cologni
PCB/SC