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sábado, 12 de março de 2016

DILMA: NÃO DEIXE A MONTANHA PARIR UM TEMER, OU SEU FRACASSO SERÁ TOTAL!

Texto extraído do Blogue Náufrago da Utopia


Por Celso Lungaretti - Jornalista e escritor



Os ratos da política, assim como os de esgoto, sabem muito bem qual é a hora de procurar comida e quando importa mais garantirem sua sobrevivência. 

Assim, após fartarem-se com o queijo que havia a bordo do Titanic, agora se preparam para abandonar o navio que está afundando a olhos vistos.

É o que se depreende da reaproximação das bancadas de PMDB e PSDB no Senado, selada num jantar que reuniu, na última 4ª feira (09/03), nove caciques dos dois partidos, dentre eles Aécio Neves, José Serra, Renan Calheiros e Tasso Jereissati.

Segundo a imprensa ficou sabendo (e era mais do que previsível), a única discrepância se dá quanto à forma como a presidente Dilma Rousseff será defenestrada: o PSDB prefere a impugnação da chapa pelo Tribunal Superior Eleitoral, que leva à convocação de nova eleição, e o PMDB lucra mais com o impeachment, para que a presidência da República caia no colo do amigo da onçaMichel Temer.

Parece que ainda não resolveram esta questão, mas teriam se despedido dispostos a trabalhar juntos para desatar o nó. O principal já está decidido: partilharão o queijo... quer dizer, o poder.

Se Lênin estivesse vivo e Dilma fosse perguntar-lhe o que fazer?, creio que ficaria com as mãos abanando. Não há mais nada a fazer, pelo menos para salvar o mandato dela.

Sei lá se o Vladimir Illitch teria a humildade de informá-la disto ou sairia pela tangente, com um calaboca do tipo "vá perguntar pro Eduard Bernstein (*), já que agora você joga no time dele!".

Como sou um homem generoso, vou dar à presidente uma dica de como ela ainda pode poupar-se de transpor a porta do fundo como cão escorraçado, mas, pelo contrário, sair atirando, não só para deixar uma última marca no bastião inimigo, como também, e principalmente, para prestar um serviço inestimável ao povo brasileiro, comparável ao suicídio e carta com que Vargas evitou que seu governo fosse herdado pelos ratos da época: 

Dilma, convoque a imprensa para um pronunciamento decisivo e comunique ao País e ao mundo que você está disposta a abrir mão do seu mandato para o bem da Nação, desde que o Michel Temer faça o mesmo.

Argumente que a crise política, econômica e moral é tão profunda que os governantes atuais se deslegitimaram e é hora do poder voltar à fonte do qual emana, o povo.

Que o Brasil precisa novamente ser passado a limpo.

Que os brasileiros devem escolher livremente aquele(a) a quem querem delegar a difícil missão de tirá-los do fundo do poço, ao invés de serem obrigados a engolir um político que, por ação ou omissão, é co-responsável por tudo que tem sido feito de errado e desastroso pelo Governo federal desde 2011.

Exorte publicamente o Michel Temer a agir com o mesmo desapego pelo poder e a mesma disposição de colocar os interesses do povo sofrido acima dos cálculos mesquinhos da política e até das frustrações pessoais, por piores que elas sejam. Bote-o numa saia justa: ele merece!

Parafraseando uma afirmação que tanto nos empolgou lá no comecinho da nossa trajetória, a esta altura do campeonato você não tem mais nada a perder, Dilma, e um passado glorioso a honrar.

O último ato de sua presidência deveria ser coerente com a opção que você fez lá atrás, de arriscar a vida para livrar o Brasil dos exploradores e seus serviçais, fardados ou não.

Então, Dilma, não deixe a montanha parir um Temer, ou seu fracasso será total.
.
(*) primeiro grande revisionista da teoria marxista. Segundo Bernstein, a melhora constante das condições de vida dos trabalhadores sob o capitalismo tornaria a revolução desnecessária.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Uma polêmica com o PT e o PSTU: Com quem a esquerda deve solidarizar-se, com o coronel da PM agredido ou com o militante “Black Bloc” espancado e preso?

Cel Cmdt da repressão contra os trabalhadores e estudantes leva corretivo da milícia popular de auto-defesa/Black Bloc

O PSTU defeca fora do pinico aqui no Brasil, e lá fora senta na benga do Tio Sam, nas questões do oriente médio.

Eu não tenho outra forma de me expressar (Com palavras obscenas, e daí? Faz diferença?). Eu não sou um teórico ou intelectual do marxismo revolucionário, e sim, apenas um militante praticista meio tosco, matuto,   mas guerreiro,  diante de tamanha covardia e falta de caráter ideológico daqueles que se dizem "trotskistas" (partido que, infelizmente militei, como em outros também), enquanto levam as massas populares (das ações espontâneas) aos braços da repressão do aparato militar e assassino do estado burguês,  comandado pela Frente Popular- PT/PCdoB e seus asseclas direitalhas em São Paulo.

Trata-se na verdade da manipulação descarada dos dirigentes morenistas, ao afirmarem aos quatros ventos, de que as ações "legítimas" dos Black Blocs, dos anarquistas e da população indignada, e de movimentos sociais fora de seu alcance e domínio, são na verdade ações de criminosos.

Sinceramente, se isso fosse declarado num momento pré-revolucionário, essa cambada de falsetas e revisionistas (na verdade, sociais-democratas, não assumidos) estaria diante de um tribunal popular, sem choro e nem velas...

Por outro lado, é bem esclarecedora, e de uma visão lúcida, essa analise de conjuntura elaborada pela LBI que, a luz dos acontecimentos diários desta sociedade conflituosa e desigual,   onde avança o  fascismo (apoiado e incentivado pelos falsetas), coloca em desnudo a real intenção e o papel histórico de rendição aos ideais da burguesia, aqueles que por muito tempo conseguiram enganar a militância. 
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Por Liga Bolchevique Internacionalista

O protesto ocorrido em São Paulo na noite desta sexta-feira, 25 de outubro, seria “apenas” mais uma manifestação duramente reprimida pela PM na capital paulista com dezenas de feridos e presos não fosse por um “detalhe” que logo ganhou as páginas de todos os jornais e as manchetes da TV pelo país: o coronel da PM Reynaldo Rossi, comandante do policiamento da área centro de São Paulo, foi agredido com pedaços de madeira por alguns manifestantes enquanto os seus comandados com bombas de gás lacrimogêneo, cassetetes e balas de borrachas atacavam duramente o conjunto dos manifestantes na proximidade do terminal de ônibus Parque Dom Pedro II, no centro da cidade.

Segundo ele “Eu me dirigia para o Parque D. Pedro para tomar pé dos primeiros conflitos que foram gerados aí pelos criminosos. Nos deparamos com autores de danos de novos pontos de ônibus.

Tentamos prendê-los. No momento que nós passávamos a conduzi-los, fomos surpreendidos por um grupo de vândalos, criminosos, que passaram a agredir a mim e a meu policial” (G1, 26/10).

 Como revelam as palavras do próprio coronel da PM, uma parte dos manifestantes nada mais fez que reagir em autodefesa contra a agressão policial a seus companheiros, tentando lhes libertar das garras da brutal repressão estatal.

Na luta contra a PM assassina nada mais justo e legítimo que as massas atacarem o inimigo para defender-se!

Assim foi feito, até que Rossi foi socorrido por um PM infiltrado com arma em punho!

O coronel, apresentado pela mídia venal como vítima é, nada mais nada menos, que um dos principais responsáveis pela repressão sobre as manifestações populares no centro de São Paulo, em bárbaras e violentas ações que deixam diariamente centenas de ativistas presos, com pernas, braços e costelas quebradas, alguns até cegos.

Ele “apenas” sentiu (em grau muito menor) os efeitos do que sua tropa assassina faz todos os dias contra os lutadores socais, para não falar dos milhares de trabalhadores que são mortos por sua PM mafiosa nas favelas e bairros da periferia.

Não para a nossa surpresa, o oficial da PM recebeu o apoio da presidente Dilma que declarou: “Presto minha solidariedade ao coronel da PM Reynaldo Simões Rossi, agredido covardemente ontem por um grupo de black blocs em SP” (G1, 26/10), o que confirma mais uma vez que o PT e seu governo burguês não passam de servis instrumentos a serviço da classe dominante contra os explorados e suas lutas.

O PSTU, nas palavras de seu presidente nacional, José Maria de Almeida, poucos dias antes do ocorrido já havia declarado que “É fato que a ação de grupos isolados, como os ‘Black Bloc’s’, jogam água no moinho da repressão.

 Acabam servindo para justificarem, aos olhos da opinião pública, a ofensiva policial contra as manifestações e a criminalização do movimento, jogando contra a massificação dos protestos” (site PSTU, 18/10), em uma política canalha que acaba por justificar a repressão sobre os “Black Bloc”.

 Diante de posicionamentos escandalosos como o da presidente Dilma (PT) e do principal dirigente do PSTU, abrimos junto à vanguarda militante uma polêmica crucial frente às lutas em curso: com quem a esquerda deve solidarizar-se, com o coronel da PM agredido ou com o militante “Black Bloc” espancado e preso?

Desde a LBI nos colocamos incondicionalmente a lado do companheiro “Black Bloc” que após a agressão ao coronel da PM foi espancado e preso.

Declaramos publicamente que sua reação assim como dos demais “mascarados” foi justa e legítima na luta por libertar os lutadores que estavam sendo presos quando atacaram o coronel Rossi.

 Exigimos a liberdade imediata de todos os ativistas presos pela PM! O trabalhador comerciário Paulo Henrique Santiago dos Santos, de 22 anos, suspeito segundo a polícia de participar da agressão ao coronel, foi indiciado por tentativa de homicídio e associação criminosa.

No total, 92 pessoas foram detidas na região central de São Paulo, sendo que 69 delas foram encaminhadas ao 1º DP, seis para o 2º DP, 10 para o 8º DP, e outras sete para o 78º DP. Sete pessoas foram indiciadas por dano qualificado, formação de quadrilha e arremesso ou porte de material explosivo no 8º Distrito Policial, no Belém. Junto com eles, foram apreendidos outros três menores, que foram levados à Fundação Casa.

Longe de acusar estes lutadores como “grupos isolados que são funcionais a repressão policial” como faz o PSTU ou de declarar que “Agredir e depredar não fazem parte da liberdade de manifestação.

São barbáries antidemocráticas. Violência deve ser coibida” (G1, 26/10) como vociferou Dilma (PT), os marxistas leninistas defendem como legítimo o direito de autodefesa dos trabalhadores em suas manifestações justamente para responder a violência policial.

No PT, não somente Dilma saiu a condenar os “Black Bloc”.

A Esquerda Marxista (EM), tida como representante da ala mais à esquerda do partido, também se somou a este coro reacionário, apesar de tentar dar uma justificativa “teórica” a sua posição sob a cortina de fumaça de se colocar contra a repressão estatal em geral: “A Esquerda Marxista sempre rechaçou, sem hesitar, as prisões e a repressão brutal da polícia nos atos contra os Black Bloc’s e outros manifestantes.

Contudo, a repressão policial é dada, a polícia obviamente é inimiga dos trabalhadores.

A questão é: o que conseguimos, quais nossos avanços quando a enfrentamos a repressão em QUALQUER situação e de modo desorganizado? Para onde levam as quebradeiras? A LUGAR NENHUM E NÃO AVANÇAMOS EM NADA! Sempre deixamos claro que DISCORDAMOS dos métodos da horizontalidade, da ação direta e quebra-quebras...

Uma manifestação é um ato coletivo e ações de terrorismo individual, como os ‘quebra-quebras’ tendem somente a desestabilizá-la e fazê-las perder seu caráter de transformação social”. (Luta pelo Transporte, relatos e reflexões, 26/10)

Tanto a EM como o PSTU insistem em falsificar a realidade para, no fundo, condenar a radicalização dos protestos e impedir a unidade de ação dos trabalhadores com os “Black Bloc”, anarquistas e outras agrupamentos classistas.

Desde a LBI nos colocamos publicamente em defesa dos “Black Blocs” diante dos virulentos ataques direitistas do PSTU e EM, que de forma abominável os acusam de “provocar a violência policial” quando, na verdade, os “Black Bloc” são parte do movimento de rebeldia da juventude.

Como leninistas dizemos claramente que tais “críticas”, próprias do mais arraigado pacifismo pequeno-burguês, não fazem parte da tradição do marxismo revolucionário.

Como genuínos trotskistas, mesmo se delimitando com o limitado programa anarquista dos “Black Blocs”, jamais condenamos suas ações quando voltadas a atacar o Estado burguês, pelo contrário, na medida de nossas forças militantes sempre estivemos em “frente única” com estes companheiros para responder aos ataques policiais e questionar a ordem capitalista no vivo campo de batalha.

Nossa crítica leninista a este setor anarquista sempre partirá do mesmo campo da batalha e nunca para justificar a repressão estatal, como se a PM necessitasse dos desvios “ultra-esquerdistas” dos “Black Blocs” para atacar o conjunto do movimento de massas.

O leninismo delimitou-se historicamente do anarquismo sempre pela esquerda e nunca denunciando os métodos da conspiração e clandestinidade na organização de ações, próprios do Partido Bolchevique.

Também não passa de uma grosseira falsificação do trotskismo a tese empunhada pela EM e o PSTU (na verdade um misto de espontaneísmo sindical e oportunismo) de que somente as “massas” poderiam radicalizar ações contra o Estado burguês, negando a possibilidade de destacamentos avançados da classe preparem ações como sabotagem e ataques militares contra “símbolos” do capitalismo.

Trotsky comentando a conduta terrorista de um jovem anarquista, Grynszpan, que atacou uma embaixada nazista, afirmou o seguinte: “Todas nossas emoções, nossa simpatia estão com os vingadores sacrificados, ainda que eles são incapazes de descobrir o caminho correto.” (Em defesa de Grynszpan, L. Trotsky).

O mais vergonhoso na conduta do PT, seja da presidente Dilma seja da sua ala “esquerda” (EM) assim como do PSTU, é que sua posição acaba por reforçar a criminalização do conjunto do movimento de massa e principalmente de seus setores mais radicalizados que não se subordinam à institucionalidade burguesa e o respeito à sacrossanta propriedade privada, jogando água no moinho da repressão estatal, para perseguir os “Black Bloc”.

Segundo a nota da PM “Desde o início da Manifestação foi percebida a presença de integrantes “Black Blocs” que gritavam palavras de ordem contra a PM, bem como tentavam provocar os PMs a alguma reação violenta para fins midiáticos.

 No Parque Dom Pedro os ‘Black Blocs’ passaram das palavras à ação e iniciaram um confronto com os policiais militares, neste episódio eles agrediram, de forma covarde, o Cel PM Reynaldo Simões Rossi, comandante do policiamento da área centro e seu auxiliar, roubando a pistola calibre .40 e o rádio comunicador do Oficial”.

Da mesma forma age a mídia venal afirmando que “O tumulto começou no início da noite, após uma passeata pacífica convocada pelo Movimento Passe Livre (MPL) que percorreu ruas da região central de São Paulo. Mascarados danificaram 15 caixas eletrônicos, colocaram fogo em um ônibus e destruíram os vidros de outro.

Vários coletivos foram pichados e grades e bilheterias, quebradas.

O terminal precisou ser fechado por causa da confusão”.

 Há nitidamente uma convergência de posições entre o diz a PM e a mídia com o que expressam o PT e o PSTU, todos acusando os “Black Bloc” como responsáveis pelos seus atos “isolados” ou de “vandalismo” pela repressão estatal!

As acusações caluniosas do PT e do PSTU contra os “Black Blocs” ajudam na perseguição política e repressiva aos companheiros simplesmente porque parte de uma crítica própria do pacifismo pequeno-burguês que sempre busca isolar as ações mais radicalizadas das massas e de seus setores de vanguarda, condenando-as como “métodos que não constroem o movimento” simplesmente porque não estão ancoradas nos acordos podres que a Conlutas faz com a CUT e as demais centrais “chapa branca” para impor marchas “ordeiras e pacíficas” e atos de lobby ao parlamento burguês.

É a conduta desta “esquerda” que ajuda a repressão policial e não o contrário! Sua “delimitação” não tem nada de progressista porque acaba jogando os trabalhadores e a população em geral contra os setores mais radicalizados que se lançam contra o aparato de repressão e atacam as instituições burguesas assim como os símbolos do grande capital!

Somente os canalhas completamente adaptados à democracia burguesa, poderiam construir o amálgama de acusar combativos manifestantes de “provocadores da repressão policial” quando todo militante honesto sabe que é a polícia que infiltra P2 para tentar “legitimar” suas barbaridades, valendo-se da ajuda da grande mídia para criminalizar os “radicais”.

Não por acaso, estas mesmas correntes do PT (EM, O Trabalho) e o PSTU defendem o apoio do movimento de massas às reacionárias greves apresentando os policiais como “trabalhadores da segurança pública”.

Só seitas completamente deformadas podem ignorar o ABC do marxismo e conceber agentes da repressão como meros “trabalhadores”.

A LBI caracteriza os policiais como membros de um “destacamento especial de homens armados” do Estado burguês para garantir a ordem capitalista e a propriedade privada.

Por isso, apoiar as greves reacionárias das polícias significa apoiar suas reivindicações que exigem melhores condições de trabalho (armamento, equipamentos, salários, etc.) para que possam exercer sua função “especial” de assassinar e torturar a população pobre, além de reprimir as mobilizações das massas exploradas.

Ao contrário de subordinar as organizações de massas à reacionária greve policial, como fazem os reformistas de todos os matizes, é necessário impulsionar nas lutas em curso a formação de comitês de autodefesa e milícias operárias, educando o proletariado e a juventude para a necessidade da destruição do aparato repressivo do Estado burguês, única via que poderia inclusive forçar uma ruptura revolucionária na hierarquia militar.

Por esta razão, a LBI é a favor de construir nas manifestações milícias de autodefesa e não nos opomos a que no curso da luta se ocupem prédios públicos e, muito menos, condenamos que se destruam bancos, estas são ações que expressam o ódio de classe contra o capitalismo.

A grande batalha a ser travada é prover essas ações no marco da adoção de um programa revolucionário, mas este debate programático em nada significa condenar as ações dos “Black Blocs”.

 Se houve algumas ações incorretas, como atacar lotações ainda ocupadas por trabalhadores, estas estão subordinadas à dinâmica geral do movimento de massas, correta no combate frontal aos “monumentos” da classe dominante.

Somente revisionistas do pior naipe podem afirmar que “A repressão é acionada em função das ações isoladas e radicalizadas”... de um setor que está do nosso lado na barricada da luta de classes!

A escandalosa posição do PSTU e da EM não representa a posição clássica do trotskismo, tanto que o velho bolchevique novamente no livro “Aonde Vai a França?” escreve: “Necessitamos de autodefesa de massas e não de milícia, nos dizem freqüentemente.

Mas, o que é ‘autodefesa de massas’? Sem organização de combate? Sem quadros especializados? Sem armas? Transferir para as massas não-organizadas, não-equipadas, não-preparadas, entregues a si mesmas, a defesa contra o fascismo, seria representar um papel incomparavelmente mais baixo que o de Pôncio Pilatos.

Negar o papel da milícia é negar o papel da vanguarda. Nesse caso, para que um partido? Sem o apoio das massas, a milícia não é nada.

Mas, sem destacamentos de combate organizados, as massas mais heroicas serão esmagadas, em debandada, pelos grupos fascistas. Opor a milícia à autodefesa é absurdo.

A milícia é o órgão da autodefesa”. Na verdade, a política do PSTU e da EM tem com base a negação de construir de um partido conspirativo, que organize as massas para a tomada do poder pela via da violência revolucionária, daí preventivamente isolar e atacar dentro do movimento qualquer setor que questione na prática sua estratégia pacifista pequeno-burguesa completamente adaptada ao regime burguês democratizante!

O que chama mais atenção é que enquanto condenam os “Black Blocs” no Brasil por quebrarem algumas vidraças de bancos, concessionárias de carros e lojas de luxo, quando se trata de apoiar os “rebeldes” mercenários na Síria ou anteriormente na Líbia chegam até mesmo a pedir, como o PSTU, que o imperialismo lhes forneça armas e apoiam inclusive os bombardeios da OTAN a população civil!

Em resumo, quando se trata de uma luta anticapitalista nada de “radicalismo”, porém quando apóiam abertamente forças reacionárias no Oriente Médio estes mesmos revisionistas!

O episódio envolvendo a legítima agressão de “Black Blocs” ao chacal coronel Rossi vai ser cinicamente usada como pretexto para ampliar a pressão da classe dominante pela militarização do regime político.

Tanto que o oficial da PM agredido, já em pleno Jornal Nacional neste sábado (26/10), vociferou: “Estou me sentindo como todos os policiais que se feriram até hoje, sentimento de dever cumprido, mas com uma clareza muito grande que só uma mudança legislativa e um conjunto de ações que transcendam as ações de polícia vão poder resolver esse problema.

Não é o homem que está sendo atingido ali, é o estado de direito. É o estado que está ali”. A tarefa colocada neste momento, onde a burguesia abertamente desencadeia uma nova onda repressiva contra o movimento de massas, é redobrar as mobilizações e cobrir de solidariedade todos os segmentos que estão na luta, independente de nossas diferenças programáticas.

Desde a presidente Dilma e o governo petista do Rio Grande, passando pelos tucanos em São Paulo até chegar à máfia do PMDB no Rio de Janeiro, há um acordo geral de criminalizar os militantes de esquerda e ativistas sociais como “formadores de quadrilha”.

É necessário que o movimento discuta sua própria forma de autodefesa contra a PM, os nazifascistas e infiltrados ao invés de fugir deste debate para depois facilmente “carimbar” os Black Blocs de “vanguardismo inconsequente”.

Como vemos, o debate sobre o “Black Blocs” é bem mais profundo, ele está ligado à estratégia do movimento de massas para derrotar a burguesia e a necessidade da construção de um partido leninista conspirativo com influência de massas para tomar o poder e impor a ditadura do proletariado contra a antiga classe dominante.

Enquanto o PT, inclusive sua ala “esquerda” e o PSTU alimentam o pacifismo pequeno-burguês e condenam os “Black Bloc”, a esquerda classista e os genuínos trotskistas devem apoiar todas as ações que ajudam a avançar na consciência de classe e na denúncia da democracia burguesa, travando um debate desde a trincheira de luta acerca de quais são os melhores caminhos a seguir no combate de classe pela liquidação do modo de produção capitalista.

Por isto nos colocamos incondicionalmente ao lado do militante “Black Bloc” espancado e preso por agredir o coronel da PM e exigimos sua liberdade imediata, assim como de 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Justiça fulmina a nova falácia do Governo Alckmin




Infelizmente alguns artigos merecem e precisam ser lidos pelo povão.

Na verdade, são artigos muito importantes para a juventude e parcela da militância, e que às vezes são jogados de escanteio por entendimentos alienígenas a aqueles que no futuro formariam os próprios movimentos.

Quer seja pela formação adquirida ao longo do processo de construção da cidadania (termo popular muito utilizado pela Teologia da Libertação), ou mesmo através da informação correta passada pelos meios alternativos como os Blogues. Porque não?

Eu me refiro (que me perdoem) aos critérios (ou regras) criados pelo CMI (Centro de Mídia Independente) que, na verdade, às vezes passa a imagem de ser um representante oculto da chamada Teologia da Libertação (no meu entendimento, Teologia da Mentira), ao menos aqui no Brasil tem essa similaridade e metodologia...

Ora, o foco central do CMI é unicamente nas informações específicas dos movimentos, que em síntese não podem, ou raramente é tolerado, serem avaliados como uma "janela" dos acontecimentos políticos ligados as ações de partidos políticos, quer seja do governo ou fora deste. 

Qualquer matéria que mencione com mais profundidade esse contesto já entra na "guilhotina" mesmo que seja sem vínculo partidário ou mesmo de propaganda que, é na realidade a maior preocupação do Centro de Mídia Independente...

Na chamada seção de "Artigos Escondidos" existe uma infinidade de jóias preciosas do ponto de vista literário e político, como esta curta, mas objetiva matéria do Jornalista e escritor de Celso Lungaretti que coloca no campo das idéias demonstrando com muita propriedade de quem tem a idade e a vivencia do próprio período de exceção (Ditadura Militar e o  AI-5), na realidade, essa aberração tendenciosa de fascistização pelo qual vem caminhando a vários anos o governo de Geraldo Alckmin com a anuência oculta do governo Dilma Rousseff... 

Da LBI, de militantes sociais históricos, de petistas, de avulsos e de anarquistas, ali na seção “Artigos Escondidos” existe um "caminhão" (sic) de artigos de caráter político e ideológico interessantes pela suas origens revolucionárias, um adendo crucial na formação de novos quadros... 

É uma pena, como se diz popularmente, que essa literatura de conteúdo social – cientifico não chegue como deveria para aqueles que dela mais precisam...

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Por Celso Lungaretti 10/10/2013 às 21:43


"...as 'otoridade' parecem considerar brandas demais as leis realmente aplicáveis e fazem verdadeiros contorcionismos para enquadrarem nossos 'indignados' em outras que possibilitem condenações mais pesadas..."


O Governo Alckmin, que já deveria ter sido encerrado pela via do impeachment por haver cometido crimes gravíssimos na desocupação do Pinheirinho (vide aqui:  http://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2012/06/confirmado-pm-matou-idoso-na-barbarie.html), tentou agora enquadrar participantes de manifestações de protesto na Lei de Segurança Nacional, um entulho autoritário retirado da lixeira da História pelo delegado titular do 3º distrito policial, Antônio Luis Tuckumantel --cuja nostalgia pelos instrumentos jurídicos dos regimes de exceção foi, aberrantemente, compartilhada pelo Ministério Público! 

As viúvas da ditadura não nascem, brotam. Como as ervas daninhas. 

Segundo Gustavo Romano, mestre em direito pela Universidade Harvard, as 'otoridade' parecem considerar brandas demais as leis realmente aplicáveis e fazem verdadeiros contorcionismos para enquadrarem nossos 'indignados' em outras que possibilitem condenações mais pesadas. Daí a forçação de barra carioca (considerá-los membros de organizações criminosas) e a paulista (fingir que protestos corriqueiros constituiriam formidável ameaça à segurança nacional). 

Sobre a última falácia, ele argumenta: 

"Os manifestantes estão tentando mudar o regime vigente (artigo 16) ou impedir o exercício dos poderes da União ou dos Estados (artigo 18)? Vale lembrar que uma referência frequente às manifestações é a ausência de uma agenda clara. Se não está claro qual o objetivo, como dizer que atenta contra a segurança nacional? 

Mas ainda que decidamos que a LSN é aplicável, há o problema de se devemos usá-la para ajustar nosso relógio democrático. A atual LSN surgiu em 1983, na última ditadura, e é uma variação de outras leis do governo Vargas e reinventadas nos anos 1960 e 70. Todas tiveram o objetivo de suprimir movimentos que ameaçassem o ditador de plantão. 

E é essa sua linhagem histórica que nos obriga a ponderar se o uso de uma lei criada para proteger ditaduras é a melhor solução na preservação da democracia". 

O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que NÃO, ao determinar nesta 4ª feira (9) a libertação do casal Luana Bernardo Lopes e Humberto Caporalli. 

Reinaldo Azevedo, o blogueiro da Veja que pateticamente se ufana de haver tido a ideia de jerico de pedir a aplicação da LSN ("Porque eu defendo, sim, o enquadramento dos terroristas nessa lei. Na verdade, fui o primeiro a tocar no assunto, ainda no dia 14 de junho"), espumou de raiva --vide em  http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-lei-de-seguranca-nacional-e-os-vandalos-ou-uma-questao-de-vergonha-na-toga/. 

O governador Geraldo Alckmin, ao constatar a indignação com que seu balão de ensaio foi recebido pela cidadania, fingiu que não era com ele: 

"Eu não sou professor de direito, nem advogado. Mas acho que não [seja necessária aplicação da LSN]. O que acontece é baderneiro cometendo crime". 

Será que a duplicidade foi uma das orientações que ele recebeu do Opus Dei?

Texto disponível no site do Centro de Mídia Independente (na seção "Artigos escondidos" e também no Blogue Náufrago da Utopia

domingo, 6 de outubro de 2013

Dilma Rousseff X Aécio Neves, um embate histórico no segundo turno das eleições presidenciais de 2014, e que poderá surpreender. Acredite se quiser!



Por Carlos Alberto

Contrariando a lógica de alguns especialistas e comentaristas políticos, minha avaliação e humilde previsão são de que com o “repúdio” da elite em relação ao registro da “REDE de insustentabilidade” (este foi o motivo de ser rejeitada pela nata da burguesia) que, sob a falsa “batuta” de Marina Silva e a tutela enrustida do Banco Itaú e seus “colaboradores” (não por acaso) ongueiros, agentes financeiros, ambientalistas de araques, latifundiários e representantes do agronegócio entre outros, o que vimos é realmente uma avenida aberta para a ascensão de Aécio Neves “prognosticamente factível” ao Palácio do Planalto. 

Pensar que com a rasteira política e jurídica recebida pela “REDE” de Marina Silva levaria Dilma a uma reeleição fácil é no mínimo desconsiderar fatores sazonais e estratégicos ocultos pela janela da história, que se abrem escancaradamente a favor dos Tucanos e das forças políticas, realmente interessadas na troca de cadeiras do Palácio do Planalto.

Este autêntico jogo de xadrez travestido de acasos da legalidade e da transparência jurídica é na verdade uma forte e eficiente estratégia com objetivo traçado para ser alcançado por aqueles que na história recente foram alijados (eu diria, momentaneamente) do poder pela suposta via democrática, ou seja, pela democracia burguesa e suas mazelas em pleno exercício...

Pra quem não conhece Aécio Neves, talvez tenha dificuldades em prever (conheci-o  durante as eleições de 2006 em SC e, não precisamos ser videntes) essa possibilidade que está sendo costurada por mãos escondidas da compreensão popular, que em síntese, é representada pelo capital maior em parceria siamesa de sobrevivência com o STF, dúvidas? Nenhuma!

Sendo assim, vale observar que todo este evento “REDE” e Marina Silva, fazem parte dessa estratégia pútrida e bem arquitetada...

Na verdade isso ai funciona como uma corrida ciclística, onde alguns corredores são colocados estrategicamente a frente dos demais “pelotões” para que na arrancada final o verdadeiro líder e vencedor se apresente...

A “adesão” fingida de Marina Silva ao pragmatismo político do PSB de Eduardo Campos, antecipado por um leilão virtual de sua candidatura natimorta ao palácio do planalto e, que foi oferecida aos partidos capengas de lideranças, com densidade eleitoral exigidas pelo jogo político vitorioso, objetivamente se junta de forma a ser despercebida em nível de Brasil, as correntes conservadoras dos quadros transladados do antigo gerente histórico (e ex presidente nacional) do PFL, o ex Senador Jorge Bornhausen e sua troupe maquiavélica (carioca de nascimento e radicado em SC) que tem como comandante “Títere” o seu filho Paulinho Bornhausen (Deputado Federal)...

Em Santa Catarina o PSB é a vala comum da podridão dos herdeiros ideológicos da ditadura militar...

Para este embate histórico está escalado antecipadamente o mineiro “mauricinho” que é um exímio debatedor e um excelente “orador”, portador contumaz de argumentos singelos e objetivos que o povão gosta de ouvir (abomina literalmente o discurso ideológico e classista), esses, quesitos eleitorais indispensáveis que realmente interessam ao povo humilde que tão bem e, estrategicamente o ex-governador sabe se dirigir.

 Aécio Neves é um cara que já vem há muito tempo sendo preparado para este embate histórico com o PT e, é o melhor representante da burguesia para este momento “turvo” moralmente exposto, e que, incrivelmente, e popularmente falando, está com a “cola limpa”.

 Sendo assim, é a bola da vez da burguesia conservadora rumo ao planalto, conforme os critérios éticos e moralistas exigidos pela ótica popular...

Mais do que nunca, as denuncias de corrupção do governo de Dilma Rousseff que, aliadas aos do governo Lula da Silva, neste caso tendo o mensalão como carro chefe, faz inegavelmente um grande e suculento “bandejão” para o paladar dos moralistas e dos frustrados com aquilo que esperavam do governo popular, incluindo ai setores populares e classistas, que juntamente com a classe média, no auge das conquistas obtidas historicamente e, auferido ao longo dos anos, e inegavelmente se delicia com o novo padrão de vida, hoje está temerária de perder seu status.

 Neste jogo oculto do tabuleiro político, o papel do STF em postergar sob a argumentação do exercício do estado de direito (dos “mensaleiros”) o amplo e inesgotável direito de defesa (fictício), tem como fundamento estratégico maior, a manutenção da corrupção petista no universo pensante e permanente da população, ou seja, os corruptos ainda estão sendo julgados, não se esqueçam disso e blá blá blá...

Ingênuos são os que torcem pela absolvição daqueles que há muito tempo deixaram de ser revolucionários para aderirem ao capitalismo e ao ganho fácil em cima da penúria social popular, fato esse, que se tivesse ocorrido a algum tempo atrás, seguramente seria menos explorado politicamente...

Por outro lado, o chamado PIG finge-se de morto, passando a fazer uma mea culpa pública por erros do passado e a divulgar de forma inteligente e cotidiana o que interessa aos ouvidos da população...

 Na verdade, a manipulação descarada, hoje se encontra reprimida a pequenas mudanças para os novos tempos...

A questão da reforma agrária, da construção de usinas, Belo Monte, entre outras, da transposição dos Rio São Francisco, inacabada e em estado caótico e de decomposição, por abandono e  superfaturamento, essas, obras e projetos, são publicamente  criticados pelos setores progressistas da igreja católica, (na verdade, pela Teologia da Mentira, um dos sustentáculos na edificação do PT juntamente com o  sindicalismo classista de resultados). 

Essas obras, desde o seu planejamento inicial tornaram-se politicamente uma faca de dois gumes, que gerados pelo centralismo político, afiliado do fisiologismo resultaram na má gestão e na execução irresponsável desses empreendimentos discutíveis para os interesses populares, e passam obrigatoriamente a fazerem parte dos ingredientes que compõem o discurso da burguesia para o pleito que se avizinha.

O programa recente do PSDB já deu mostras sutis do que vem pela frente...

Com a constante quebra de compromissos assumidos em campanha, entre as mais “intrigantes” para o conjunto dos movimentos sociais estão os das privatizações do pré sal, da Petrobras, dos aeroportos, das rodovias, da saúde (através dos convênios nebulosos com o setor privado, do abandono na questão indígena, da educação, por ora representado pela terceirização e desvio de dinheiro público para as universidades particulares, que também aliados ao fisiologismo político (autêntico jogo mafioso) na proliferação de ministérios sem estruturas físicas e financeiras mínimas, e sem projetos concretos, apenas para atender demandas partidárias da chamada base governista, levam ao “bandejão” eleitoral, todos os ingredientes que o tornam suculento para um banquete eleitoral...

Contrariando a lógica convencional, as manifestações do mês de junho, os quebra-quebra (na linguagem burguesa) que ocorrem esporadicamente sem o comando efetivo das centrais sindicais estão apenas alimentando com fagulhas a ambição dos conservadores rumo ao Palácio do Planalto...

A falta de uma estratégia política do campo popular e democrático sob a batuta efetiva dos partidos de esquerda e com um programa revolucionário mínimo torna este prognóstico assombroso por uma realidade a ser vivida...

Marina Silva cooptada ainda no governo Lula, cumpriu sua tarefa histórica para a burguesia, até porque, os chamados 20 milhões de votos recebidos pela candidata de aparência matuta e enganosa, não lhes pertencem mais.

Afinal, era na sua grande maioria votos de protesto diante da corrupção emergente no governo Lula pelo qual ajudou a denunciar com ampla divulgação pelo PIG, colocando-se como  salvadora da pátria.

A grande “tacada” da burguesia nacional protagonizada com o advento da rejeição no registro da “REDE” trata-se na verdade,  do incremento do grande revés eleitoral que se avizinha na contra-mão dos prognósticos convencionais...

Aécio Neves é de forma despercebida, que caminha na sombra dos ultimos acontecimento, o maior adversário de Dilma Rousseff, e com chances reais de vitória!

Acredite se quiser!