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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Carta de um ex-integrante do MPL aos integrantes do MPL



De minha parte, parabéns ao MPL, mas que não cometam os erros do passado...
De "aparência " não partidária, na pratica era dirigido por lideranças da UJS (PCdoB) que traiçoeiramente levaram as lutas do coletivo da juventude estudantil para apoiarem o Esperidião Amin PP camaleão, antiga ARENA (partido oficial da Ditadura Militar).

Bem, em Floripa todos sabemos que os algozes do transporte coletivo e da mobilidade urbana, que incluía o transporte marítimo, é a dinastia do careca que, contrariando a lei maior impediu a licitação publica prevista em 1999.

Desta forma iniciou-se a revolta das catracas com o seu ápice no ano de 2005. Na época eu fazia o curso de Gestão Imobiliária nas Faculdades Energia (FEAN) e cheguei a participar das manifestações no dia de maior repressão.

Ocorre que mais a frente veio a decepção com os encaminhamentos nas eleições municipais que se apresentaram... 

Neste apoio de jaguaras o slogan era:
 

PCdoB e Amin, antiga ARENA 2008


PCdoB apóia Esperidião Amin do PP, antiga ARENA, no segundo turno da eleição à prefeitura de Florianópolis.

Abaixo esta registrado os enfrentamentos com a Policia Militar de Santa Catarina desde o ano 2000

Parte: 2
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Carta de um ex-integrante do MPL aos integrantes do MPL




Há 10 anos, embalados pela faisca dos movimentos contra o aumento das tarifas de transporte em Salvador (Revolta do Buzu) e em Florianópolis (Revolta da Catraca) foi fundado um movimento, composto em sua grande maioria por jovens, que vem abalando algumas cidades brasileiras e ganhando espaço no cenário internacional.

Uma dessas cidades, São Paulo, é o centro nervoso do capitalismo brasileiro e parte dela representa o que há de mais conservador, segregador e elitista na nossa sociedade.

Em 2005, no Fórum Social Mundial, foi realizado a plenária nacional que fundaria a "carta magna" do Movimento Passe Livre (MPL).

Naquela época não havia as redes sociais de hoje, mas já usufruíamos das publicações abertas na Internet do Centro de Mídia Independente assim como de blogs e home-pages: chegamos a formar núcleos em cerca de 30 cidades brasileiras, realizamos três encontros nacionais, produzimos jornais impressos, produzimos livros ("A Guerra da Tarifa", 2004), tivemos "lideranças" presas e ganhamos passe livre em cidades como Florianópolis e Rio de Janeiro.

Floripa naquela época era nossa São Paulo de hoje, e Marcelo Pomar, Matheus de Castro e Leo Vinícius a tríade que conseguia muito bem "mandar obedecendo", a máxima zapatista que vai de encontro ao principio de horizontalidade do MPL.



Hoje, quase 10 anos depois, não mais como um estudante, vivencio ao meus 28 anos um momento histórico que já está sendo denominado de "Revolta do "Vinagre" ou "da Salada", em referência ao vinagre apreendido pela polícia do Alckmin - polícia que carrega no brasão uma estrela em alusão à ditadura militar.

Posso sentir, daqui, o cheiro de gás lacrimogêneo e o barulho das balas de borrachas atiradas covardemente por essa polícia tucana carregada de ranço ditatorial. É desse cheiro de gás, de vinagre..desse incômodo perturbador que essa carta nasce.

Ela não é dirigida a vocês para ser uma espécie de "luz" entre fumaças brancas e os fogos das barricadas; é dirigida a vocês para falar de alguns erros do MPL da nossa época para que se possa "errar melhor".

Há um poeta que diz: "Tente denovo, erre de novo, erre melhor". Conversando com um amigo que foi preso e torturado na ditadura militar, ele me disse algo parecido com a frase desse poeta. Ele, que já passou 8 anos em um presídio por ser um "subversivo", me falou que não deveríamos ter medo de errar: "Alexandre, a sua geração tem o dever de tentar de novo e até errar.

Mas agora não podem e não devem repetir os mesmos erros", me confessou.

Hoje sou psicólogo, continuo no ativismo, mas sinto-me um pouco, como ex-membro do Movimento Passe Livre, numa posição parecida com essa do meu amigo ao ver integrantes do MPL, de 19 anos, dando entrevistas, furando o cerco midiático tão difícil pra gente naquela época e realizando um grande movimento histórico. É de se orgulhar ver, em meio ao nervosismo da voz desses companheiros, a contundência de suas decisões e a firmeza de seus posicionamentos.

Pois bem, estou um pouco por fora da conjuntura do MPL nesse exato momento e nem quero fazer análises que surgem aos montes nesse momento...queria mesmo dizer para não repetirem alguns erros nossos que possibilitaram a dissolução do nosso núcleo daqui. A primeira coisa é: saibam diferenciar os oportunistas e os discursos conservadores que tentam se apropriar do povo na rua.

Desconfiem de quem aparece, de uma hora pra outra, com novas bandeiras como o generalizado "combate à corrupção", de "ódio aos políticos e a política" e coisas do gênero. Tirando os jovens que estão iniciando suas militâncias agora, desconfiem de nacionalismo exacerbado e das figuras que não tem e nunca tiveram próximos de movimentos sociais.

Em tempos de primaveras árabes até a Revista Veja já estampou em sua capa a imagem do "V de Vingança" trazendo implicitamente um discurso conservador e golpista. É contra o conservadorismo e pela revogação do aumento da tarifa que o MPL deve lutar.

Como comentou o colega Marcelo Pomar, agora no seu post na rede social, a pauta é clara:

Por um Transporte Público, Gratuito e de Qualidade; Contra o Estatuto do Nascituro e Redução da maioridade Penal; Pelo direito à Memória, Verdade e Justiça contra os crimes da Ditadura Militar; pela Reforma Agrária e Urbana; pela igualdade ampla e irrestrita entre homens e mulheres; pela livre orientação sexual; e pelos Direitos Humanos contra a barbárie da repressão na cidade, no campo, e contra os indígenas.

Nunca, nunca esqueçam isso...

Não se prendam e se desgastem em disputas internas: agora há pouco vi uma matéria pontuando que o "serviço secreto da PM" havia dito que tal partido recrutava alguns militantes. Uma matéria boba e banal com o único objetivo de partir a unidade que vocês tem conseguido. As disputas são normais e até saudáveis em um movimento, mas não devem ser o foco.

E ninguém mais que vocês mesmos para saberem quais seus reais objetivos. Atentem-se, obviamente para seus princípios, mas não deixem que virem dogmas ou fundamentalismos. Apartidarismo não quer dizer anti-partidarismo: companheiros de partidos são importantes também na luta e na hora que o bicho pega, quando menos se espera, estão ao seu do lado.

Outra coisa: não se apaixonem por si mesmos. A história está sendo redesenhada. Mas acreditem: o difícil é manter a luta depois que a "fumaça baixar"...é ai que reside o verdadeiro desafio da luta revolucionária e dos movimentos sociais.

Por fim, nesse exato momento estou me dirigindo às ruas, daqui de Fortaleza-CE, para participar de uma manifestação em apoio ao ato de vocês e contra a repressão da polícia militar de São Paulo e do Rio de Janeiro. Estamos em solidariedade incondicional ao movimento e, talvez, iniciando uma mobilização de proporções não vistas há muito tempo...Mas essa mobilização deve ser abaixo e à esquerda, deve saber olhar pra trás, não repetir os mesmos erros do passado e sempre pensar: amanhã vai ser maior!

Estamos vencendo!

Fortaleza, 17 de junho de 2013

Alexandre de Albuquerque Mourão (alexzapa) - (Centro de Midia Independente, Coletivo Aparecidos Políticos)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Gean Loureiro 15 - Prefeito de Florianópolis/SC


Defender e apoiar os interesses vitais dos trabalhadores e dos estudantes é uma tarefa revolucionária de todos os marxistas!

Ora, eu coloco essa chamada acima pelo fato de ter sido questionado por um militante, que não vem ao caso nominar...

Mas enfim, eu diria que no passado não muito distante, fomos todos integrantes daquilo que se chamava de Frente Popular.

Bem, esta frente era formada por vários partidos que incluía o PCB,PPS,PT,PSB,PDT,PCdoB,PSDB, e o MSR (Movimento Socialista Revolucionários de tendencia prestista).

 Eu gostaria de lembrar que muitos dos lideres atuais de outros partidos que incluem o PSOL, PSTU e outras tendencias, até então estavam abrigadas dentro destes partidos, quer seja como lideres de suas correntes, como também, meros militantes ofuscados pela quantidade de estrelas emergentes nesses partidos.

 Na verdade, os interesses vitais de antes, no  meu entendimento não diferem dos de hoje, exceto os de interesses eleitorais que muito se discute sem rumo ou resultado algum...

Eu gostaria de deixar explícito que não me incomodo com falácias eleitoreiras que se agigantam diante de uma realidade concreta chamada de mobilidade urbana...

Por que penso assim?

Simplesmente porque eu vivi e vivencie de corpo presente as dificuldades, e também as condições abastadas ou suficientes de algumas pessoas que hoje se tornaram lideres ou mesmo personalidades políticas em seus partidos, quer seja pelos rachas em decorrências de pragmatismos políticos/partidários ou da própria ideologia, mas que em síntese não era um problema que concretamente poderia lhes afligir enquanto estudantes ou acadêmicos. Tratasse do bolso de cada um...

O passe livre estudantil é uma necessidade que vai além da própria ideologia, sendo assim, a questão de apoiar ou não a candidatura do Gean Loureiro significa também apoiar ou não  a Tarifa Zero que, para os catarinenses passa a ser uma conquista revolucionária...

Vale lembrar das dezenas de prisões de estudantes e militantes que ao longo dos anos participaram desta luta que hoje se avizinha como um fato concreto de realização...
Tem caráter eleitoreiro? Pode ser, mas nesta altura das eleições, que diferença faria senão pela própria conquista?

É também em respeito a esta luta passada que decidi apoiar a candidatura de Gean Loureiro.

Por outro lado, é interessante observar que, mesmo havendo diferenças ideológicas, ainda assim este apoio não se inviabiliza neste momento, até porque, semelhante aos partidos acima referidos, o desembarque neste apoio se dará de forma natural como assim  fizeram o PSTU e o PSOL durante o governo primeiro de Lula da Silva quando os acontecimentos tomaram um rumo diferente...

Interesses temporais é a especialidade de alguns políticos...

Tarifa Zero!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

PC do B apoiará Gean Loureiro... Será?

Segundo a imprensa da capital catarinense, o PCdoB declara neste segundo turno apoio incondicional ao candidato Gean Loureiro para a prefeitura da capital.

http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/politica/eleicoes-2012/noticia/2012/10/pc-do-b-de-florianopolis-decide-apoiar-candidatura-de-gean-loureiro-3925329.html

Já o PT prefere apoiar o mensalão...


Aleluia, Aleluia...


O povo unido...

Tarifa Zero para todos os estudantes da capital dos catarinenses...

Que este exemplo sirva para unir os trabalhadores e estudantes em outras cidades do Brasil, para fazer desta conquista um direito universal a todos os estudantes brasileiros...



Em tempo: Parece que o PT estadual orienta o partido a apoiar o candidato Gean Loureiro do PMDB, enquanto isso o PT da capital sugere neutralidade...




quinta-feira, 21 de junho de 2012

[Não tem dinheiro pra tarifa zero?] Peugeot terá R$ 4,8 bilhões para fábrica




A PSA Peugeot Citroën assinou um acordo com o Estado do Rio de Janeiro para usar uma linha de crédito de R$ 4,8 bilhões, que está disponível por até 50 anos, com carência de 30 anos para pagamento.
Os recursos serão usados na construção de uma segunda fábrica no Estado, ampliação das instalações já existentes em Porto Real (RJ) e desenvolvimento de produto.
O anúncio foi feito nas últimas 14 linhas (eventos subsequentes) das demonstrações contábeis anuais publicadas pelo grupo francês no Diário Oficial do Rio de Janeiro no dia 6 de junho, véspera do último feriado.
O grupo PSA Peugeot Citroën não se pronunciou, até o fechamento desta edição, sobre a linha de crédito e sobre os resultados financeiros.
A empresa (Peugeot Citroën do Brasil Automóveis Ltda.) fechou 2011 com lucro líquido de R$ 148,3 milhões, queda de 31% em relação a 2010, e receita de vendas de R$ 6,60 bilhões, 7% acima.
O decreto do governador, datado de 13 de dezembro, foi aprovado na Assembleia Legislativa, autorizando a operação.
Segundo informou ao Valor a Secretaria do Desenvolvimento do Estado, trata-se de um incentivo financeiro previsto no chamado programa de atração de investimentos estruturantes (Rioinvest), criado em 1997, e sob o qual estão todos os grandes investimentos feitos no Rio nos últimos anos.
No caso da PSA, o incentivo prevê o financiamento de parte do ICMS que seria cobrado sobre a segunda fase de modernização do parque industrial. Na prática, segundo a assessoria da secretaria, a empresa paga 20% do valor do ICMS que incide sobre esta ampliação e financia os 80% restantes.
O programa permite usar o recurso até 50 anos, respeitando o limite de crédito equivalente ao valor do investimento a ser feito. O pagamento do financiamento se daria ao longo dos 20 anos finais do prazo, passados os 30 anos de carência. A Secretaria de Desenvolvimento informa que, na maior parte dos casos, as empresas têm antecipado o pagamento da dívida.
A montadora informa nas demonstrações contábeis que sobre o crédito utilizado incidirão juros de 1% ao ano e comissões que podem chegar a 1,5% do valor utilizado.
As características da segunda fábrica do grupo, que será erguida utilizando parte desses recursos não são detalhadas no demonstrativo. Especula-se no setor que o grupo se prepara para ter operação conjunta com General Motors, a partir da aliança mundial acertada em março, por meio da qual a GM ficou com participação de 7% no grupo francês. A montadora americana estaria, com isso, tentando reforçar presença na Europa.
Inicialmente, a parceria visa compartilhar plataformas de veículos, componentes e módulos e criar uma joint venture de compras para produtos e serviços em escala mundial, com volume total de compras de aproximadamente US$ 125 bilhões por ano. Cada empresa continuará a comercializar seus veículos de maneira independente. Segundo informações que circularam no mercado, a América do Sul poderia ser a primeira região a ter uma fábrica compartilhada pelas duas marcas.
O grupo francês inaugurou a fábrica em Porto Real há 11 anos. A instalação é responsável pela maior parte dos automóveis e motores vendidos no Brasil e na Argentina, onde há outra fábrica do grupo. As vendas das duas marcas no Brasil alcançaram 176 mil veículos, o que representou uma participação de 5,2% no mercado. Com 108 mil unidades vendidas em 2011, o grupo tem fatia de 13% no mercado argentino.
As poucas demonstrações financeiras publicadas pela indústria automobilística no país, que tem o quinto maior mercado de veículos do planeta, são insuficientes para dar um quadro exato da situação financeira do setor. Mas servem, quando somados aos dados revelados nos resultados publicados no exterior, para mostrar que as operações dessa indústria na América do Sul são rentáveis. O quadro positivo na região pode, de certa forma, ajudar a compensar os tempos de vacas magras em mercados como a Europa.