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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

PCdoB, uma legenda transformada em "prostituta política" da burguesia

Por Liga Bolchevique Internacionalista


PCdoB: o fiasco eleitoral dos office-boys“vermelhos” da burguesia

Os resultados das urnas destas eleições municipais deste 07 de outubro revelam o fiasco eleitoral do PCdoB e servem para aferir o nível de degradação política em que se encontram os ex-stalinistas office-boys da burguesia que integram o governo da frente popular. 

O desempenho do PCdoB foi marcado por uma rotunda derrota nos principais municípios do país em que apresentou candidaturas. 

Os desastrosos números do primeiro turno forçaram o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, a lançar um patético balanço no site do partido, que não passa de um verdadeiro embuste para encobrir a crise política que se abateu sobre a legenda, ao afirmar que os resultados foram “favoráveis” se comparados às eleições de 2008: “É a primeira vez que o PCdoB participa no centro da disputa eleitoral com esse tamanho. 

Os resultados mostram um avanço gradativo, mas importante do Partido” (Vermelho, 7/10). Esta “análise” trata-se de uma aberta falsificação política, já que o suposto crescimento do PCdoB em pequenas cidades do interior do Brasil, a custa das mais sórdidas alianças com partidos burgueses representantes das reacionárias oligarquias regionais, busca esconder seu tremendo retrocesso nos maiores e importantes centros urbanos como São Paulo, Fortaleza, Porto Alegre, Florianópolis e Manaus.


Na maior cidade da América Latina, São Paulo, a mais importante concentração operária do país, foi notório o fiasco do PCdoB nestas eleições. Até então possuía duas cadeiras na Câmara dos Vereadores, Jamil Murad e Netinho. Murad, um dos principais dirigentes do partido não conseguiu ser reeleito somando 17.574 votos (0,31% dos votos válidos), retrocedendo em relação a 2008 quando amealhou 28.041 votos.

 Com todas as expectativas voltadas para a eleição do ex-ministro dos esportes do governo Lula/Dilma, Orlando Silva não atingiu o percentual para ocupar uma cadeira na Câmara Municipal, com os 19.739 obtidos (0,35%), mesmo sendo uma das mais conhecidas figuras públicas do partido.

 Na capital paulista, apenas Netinho conseguiu se reeleger com 50.698 votos, muito abaixo de 2008 quando obteve 84.177. Contudo, Netinho não tem qualquer vínculo ideológico-partidário com o PCdoB, uma vez que se trata de um oportunista “pagodeiro” decadente que alugou a legenda para poder desfrutar de uma “boquinha” no Parlamento.



O naufrágio desta política aconteceu também em Fortaleza, quando a candidatura de Inácio Arruda ficou somente na sétima colocação, atrás inclusive do PSOL de Renato Roseno. Inácio, que nos primórdios da campanha eleitoral estava cotado para ser o “vencedor” por ser um “plano B” da oligarquia dos Ferreira Gomes, obteve parcos 22 mil e 880 votos, uma humilhação para quem foi eleito senador em 2006 com quase 2 milhões de votos! 

O caso foi semelhante em Florianópolis, com a candidatura de Angela Albino, apresentada pelo partido como franco-favorita para vencer as eleições, nem sequer passou para o segundo turno, somando apenas 25,03% dos votos válidos contra os 27,37% de Gean Loureiro (PMDB) e 31,68% de César Júnior (PSD). 

Em Manaus a surra das urnas foi acachapante. Vanessa Grazziotin, mesmo tendo o apoio ostensivo de Lula e Dilma, foi para o segundo turno com menos da metade dos votos de seu adversário tucano, Arthur Virgílio, 19,95% e 40,55% respectivamente. 

Mas o “tiro de misericórdia” aconteceu em Porto Alegre, onde Manuela D´Ávila foi esmagada por Fortunati (PDT) eleito já no primeiro turno com 65,22% contra insignificantes 17,76% da “musa” gaúcha, que aliou-se aos setores mais reacionários como o PSD de Kassab.

 Até mesmo onde o PCdoB era governo, como em Olinda, por muito pouco não foi alcançado pela candidata do PMDB, Izabel Urquiza, quem obteve 40,44% contra 50,45% do “comunista” Renildo Calheiros da inusitada coligação “Frente Popular de Olinda”. 

Este só “venceu” a disputa porque sua coligação englobou quase todo o arco de partidos burgueses da região, como o próprio PSDB, tanto que recebeu o apoio direto do seu presidente nacional da legenda, o tucano Sérgio Guerra. Por fim, o partido perdeu a prefeitura de Aracaju que controlava por um acordo com o PT do governador Marcelo Deda.

 O atual prefeito, Edvaldo Nogueira, do PCdoB, apoiou um candidato do PSB, porém este foi fragorosamente derrotado por João Alves Filho, do DEM, com uma vantagem de mais de 20% para o representante das oligarquias reacionárias!



A crise na qual mergulhou o PCdoB decorre do fato não conseguir se cacifar como uma legenda burguesa com peso político como o PSB. Na verdade, hoje nos locais em que não concorreu sob as asas protetoras do PT, ocupou a função de mais um partido “nanico”, perdendo espaço à esquerda pela ascensão do PSOL nas eleições de outubro. 

Não é para menos, pois desde as denúncias contra o ex-ministro do esporte Orlando Silva, acusado de intermediar negociatas com empreiteiras e multinacionais em obras da Copa do Mundo se valendo de ONGs, não consegue superar sua crise interna. 

Situação piorada com a total desmoralização de Aldo Rebelo, responsável por aprovar o “novo” Código Florestal junto a bancada ruralista do Congresso Nacional em nome do agronegócio e dos latifundiários. 

Aldo, por demonstrar ser de inteira confiança perante a direita mais recalcitrante, foi alçado ao lugar de Orlando Silva para fazer a “faxina” contra seu próprio partido no ministério e dar continuidade às mamatas da Copa do Mundo de futebol e das Olimpíadas de 2016 na condição de office-boy das grandes corporações e empreiteiras.

 O ocaso do PCdoB é, sem dúvida, produto da imensa ofensiva ideológica do imperialismo pós-queda do Muro de Berlim e destruição da URSS. Sem qualquer referência política no comunismo, sua atual direção integrou-se de mala e cuia à “democracia” capitalista, deixando de ser um partido estalinista para transformar-se numa legenda de aluguel disponível a qualquer burguês que se interessar em comprá-la. 

Nem mesmo o nome “comunismo” espanta a classe dominante, porque não há a menor relação ideológica entre este partido e um programa revolucionário. 

Os “comunistas” do PCdoB, não é de hoje, sempre estiveram a serviço da burguesia e das oligarquias regionais mais reacionárias, tanto que apoiaram Sarney, Tasso Jereissati, Collor, Jader Barbalho e Renan Calheiros já época da mal-chamada “Nova República”.

 A política do PCdoB de aliar-se com as mais diversas frações da burguesia e a defesa das instituições do Estado capitalista não são nenhuma novidade e desnudam a total decomposição moral e política de um partido corrompido ideologicamente, plenamente adaptado ao projeto de colaboração de classes da frente popular. 

Como se vê, a legenda do PCdoB está pagando um alto preço por ser uma verdadeira “prostituta política” da burguesia.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

"PCB" Em resposta ao convite do PCdoB:


Caro leitor, 
Mesmo que esta nota do PCB tenha sido publicada no mês passado, ainda assim eu a considero um fator histórico de importância vital para que os vários setores e a militância dos movimentos sociais possam ter um breve, mas objetivo  discernimento do real papel do PCdoB no cenário político nacional. Na verdade, um verdadeiro vira casacas contra revolucionário de viés capitalista.
Ora, eu faço essa publicação (na verdade, uma transcrição desse documento vital) pelo fato de eu ter sido militante do PCB de 1989/1998, inclusive de ter contribuído na condição de candidato a Vereador no ano de 1992. 


Sinto-me também honrado de ter recebido o apoio massivo da companheira Marlene Soccas, durante os debates e embates internos no partido, fato esse que me tornou vencedor como candidato do PCB para aquele pleito eleitoral. Os motivos dos embates foram em decorrência do aparecimento de um candidato (não marxista) que representaria naquela eleição os acordos espúrios entre a cúpula dirigente do partido, formada por professores da UFSC, entre esses o presidente do partido e, o presidente do Sindicato dos Professores (APUFSC) com o grupo "Prestista" então chamado na época de MSR (Movimento Socialista Revolucionário) também formado por professores da UFSC. Marlene Soccas é uma lutadora e histórica comunista, foi integrante da VPR e, é ex presa política e foi torturada nas operações clandestinas desenvolvidas pelo aparato repressor da ditadura militar conhecidos como OBAN (Operação Bandeirantes) e Operação Barriga Verde, sendo essa ultima relatada no livro do jornalista, escritor e historiador Celso Martins com o titulo de "Os quatro cantos do Sol" 

Veja no link abaixo:


Segue a nota do PCB:
Recebemos a informação de que será realizado no mês de maio na Câmara de Vereadores de Criciúma um ato de comemoração de aniversário do PCdoB, e seriam convidados os camaradas Amadeu da Luz e Marlene Soccas para serem homenageados.
Em primeiro lugar gostaríamos de esclarecer que os camaradas acima citadosnunca militaram no PCdoB, inclusive hoje se colocam em um campo totalmente oposto ao referido partido. O PCdoB há muito tempo, deixou de ser um Partido Comunista de verdade, mantendo um nome que não coresponde, nem á ideologia, nem à prática dos comunistas. Deveria, sim, retirar o nome de “Comunista” de seu Partido.
O PCdoB atua hoje como linha auxiliar da burguesia, numa relação promíscua e contrarrevolucionária com o capitalismo.  Aliado ao Governo Dilma que só tem feito acelerar o crescimento capitalista no país, em detrimento do povo trabalhador que segue tendo seus direitos básicos negados, como a reforma agrária, a saúde, a educação, o transporte público de qualidade, etc.
O PCdoB é o partido que defende o nefasto Código Florestal, aliando-se aos ruralistas em defesa desta legislação que anistia os grandes latifundiários e ataca o meio-ambiente. É o partido que dirige as obras da Copa do Mundo, que tem favorecido meia-dúzia de grandes monopólios capitalistas, invertendo bilhões de dinheiro público para a construção de estádios, ao mesmo tempo em que desocupa milhares de casas de trabalhadores e criminaliza os movimentos que tem defendido uma Copa do Povo.
O PCdoB é o partido que no seu afã eleitoreiro fecha apoio com setores mais conservadores do cenário político brasileiro. Como é o caso da aliança com o PSDB nas eleições da prefeitura de Olinda, a possível aliança com o PP (herdeiro da Ditadura Militar, com vários membros que defendem as torturas praticadas contra os militantes que lutaram contra este regime, inclusive bravos e heróicos companheiros do PCdoB). Além da aliança com o PMDB na cidade de Criciúma, composta por lacaios do capital, como Pinho Moreira e Romanna Remor.
Os camaradas Amadeu e Marlene não compactuam com estas posições políticas e refutam qualquer homenagem que parta do PCdoB. Não aceitamos a falsificação da história como vocês vêm tentando fazer com outras grandes figuras históricas do movimento comunista que nunca militaram no PCdoB, como o caso de Luis Carlos Prestes e Carlos Marighela.
O PCdoB enquanto dissidência do PCB surgiu no ano de 1962, tendo comemorado este ano, no dia 18 de fevereiro, 50 anos de existência.
Criciúma, maio de 2012.
Base Roberto Cologni
PCB/SC