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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

MIDWAY: A BATALHA DO PACÍFICO - DUBLADO


A batalha de Midway ocorreu em junho de 1942, apenas seis meses depois do fatídico ataque japonês a Pearl Harbor. Midway mostra as histórias dramáticas dos homens que lutaram bravamente na batalha dando suas vidas por sua pátria. O elenco estrelado por Charlton Heston (Ben-Hur) e Henry Fonda (Era uma vez no Oeste) é garantia de muita emoção e talento em cena. Imperdível.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

REVOLUÇÃO RUSSA - DOCUMENTÁRIO COMPLETO - IMAGENS RARÍSSIMAS



Crédito do Texto: Só História - Disponível em http://www.sohistoria.com.br/ef2/revolucaorussa/

Revolução Russa de 1917

A Revolução Russa de 1917 foi uma série de eventos políticos na Rússia, que, após a eliminação da autocracia russa, e depois do Governo Provisório (Duma), resultou no estabelecimento do poder soviético sob o controle do partido bolchevique. O resultado desse processo foi a criação da União Soviética, que durou até 1991.
No começo do século XX, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois 80% de sua economia estava concentrada no campo (produção de gêneros agrícolas).

Rússia Czarista

Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos para manter a base do sistema czarista de Nicolau II. O czar governava a Rússia de forma absolutista, ou seja, concentrava poderes em suas mãos não abrindo espaço para a democracia. Mesmo os trabalhadores urbanos, que desfrutavam os poucos empregos da fraca indústria russa, viviam descontentes com o governo do czar.
No ano de 1905, Nicolau II mostra a cara violenta e repressiva de seu governo. No conhecido Domingo Sangrento, manda seu exército fuzilar milhares de manifestantes. Marinheiros do encouraçado Potenkim também foram reprimidos pelo czar.
Começava então a formação dos sovietes (organização de trabalhadores russos) sob a liderança de Lênin. Os bolcheviques começavam a preparar a revolução socialista na Rússia e a queda da monarquia.

A Revolução compreendeu duas fases distintas:

  • A Revolução de Fevereiro de 1917(março de 1917, pelo calendário ocidental), que derrubou a autocracia do Czar Nicolau II da Rússia, o último Czar a governar, e procurou estabelecer em seu lugar uma república de cunho liberal.

Czar da Rússia Nicolau II

  • A Revolução de Outubro (novembro de 1917, pelo calendário ocidental), na qual o Partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lênin, derrubou o governo provisório e impôs o governo socialista soviético.

1º presidente do Partido Bolchevique e líder da União Soviética Vladmir Ilitch Ulianov

Lênin

O Governo Provisório e o Soviete de Petrogrado

O Governo Provisório iniciou de imediato diversas reformas liberalizantes, inclusive a abolição da corporação policial e sua substituição por uma milícia popular. Mas os líderes bolcheviques, entre os quais estava Lenin, formaram os Sovietes (Conselhos) em Petrogrado e outras cidades, estabelecendo o que a historiografia, posteriormente, registraria como ‘duplo poder’: o Governo Provisório e os Sovietes.
Lenin foi o primeiro dirigente da URRS. Liderou os bolcheviques quando estes tomaram o poder do governo provisório russo, após a Revolução de Outubro de 1917 (esta sublevação ocorreu em 6 e 7 de novembro, segundo o calendário adotado em 1918; em conformidade com o calendário juliano, adotado na Rússia naquela época, a revolução eclodiu em outubro). Lenin acreditava que a revolução provocaria rebeliões socialistas em outros países do Ocidente.
Ao expor as chamadas Teses de abril, Lenin declarou que os bolcheviques não apoiariam o Governo Provisório, e pediu a união dos soldados numa frente que viesse pôr fim à guerra imperialista (I Guerra Mundial) e iniciasse a revolução proletária, em escala internacional, idéia que seria fortalecida com a propaganda de Leon Trotski. Enquanto isso, Alexandr Kerenski buscava fortalecer a moral das tropas.

No Congresso de Sovietes de toda a Rússia, realizado em 16 de junho, foi criado um órgão central para a organização dos Sovietes: o Comitê Executivo Central dos Sovietes que organizou, em Petrogrado, uma enorme manifestação, como demonstração de força.

O aumento do poder dos Bolcheviques

Avisado que seria acusado pelo Governo de ser um agente a serviço da Alemanha, Lenin fugiu para a Finlândia. Em Petrogrado, os bolcheviques enfrentavam uma imprensa hostil e a opinião pública, que os acusava de traição ao exército e de organização de um golpe de Estado. A 20 de julho, o general Lavr Kornilov tentou implantar uma ditadura militar, através de um fracassado golpe de Estado.
Da Finlândia, Lenin começou a preparar uma rebelião armada. Havia chegado o momento em que o Soviete enfrentaria o poder. Foi Trotski, então presidente do Soviete de Petrogrado, quem encontrou a solução: depois de formar um Comitê Militar Revolucionário, convenceu Lenin de que a rebelião deveria coincidir com o II Congresso dos Sovietes, convocado para 7 de novembro, ocasião em que seria declarado que o poder estava sob o domínio dos Sovietes.
Na noite de 6 de novembro a Guarda Vermelha ocupou as principais praças da capital, invadiu o Palácio de Inverno, prendendo os ministros do Governo Provisório, mas Kerenski conseguiu escapar. No dia seguinte, Teotski anunciou, conforme o previsto, a transferência do poder aos Sovietes.

O novo governo

O poder supremo, na nova estrutura governamental, ficou reservado ao Congresso dos Sovietes de toda a Rússia. O cumprimento das decisões aprovadas no Congresso ficou a cargo do Soviete dos Comissários do Povo, primeiro Governo Operário e Camponês, que teria caráter temporário, até a convocação de uma Assembléia Constituinte. Lênin foi eleito presidente do Soviete, onde Trotski era comissário do povo e ministro das Relações Exteriores e, Stalin, das Nacionalidades.


Líder da União Soviética Josef Stalin

Josef Stalin foi o dirigente máximo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) de 1929 a 1953. Governou por meio do terror, embora também tenha convertido a URSS em uma das principais potências mundiais.
A 15 de novembro, o Soviete ou Conselho dos Comissários do Povo estabeleceu o direito de autodeterminação dos povos da Rússia. Os bancos foram nacionalizados e o controle da produção entregue aos trabalhadores. A Assembléia Constituinte foi dissolvida pelo novo governo por representar a fase burguesa da revolução, já que fora convocada pelo Governo Provisório. Em seu lugar foi reunido o III Congresso de Sovietes de toda a Rússia. O Congresso aprovou a Declaração dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado como introdução à Constituição, pela qual era criada a República Soviética Federativa Socialista da Rússia (RSFSR).

A guerra civil

O novo governo pôs fim à participação da Rússia na I Guerra Mundial, através do acordo de Paz de Brest-Litovsk assinado em 3 de março de 1918. O acordo provocou novas rebeliões internas que terminariam em 1920, quando o Exército Vermelho derrotou o desorganizado e impopular Exército Branco antibolchevique.
Lenin e o Partido Comunista Russo (nome dado, em 1918, à formação política integrada pelos bolcheviques do antigo POSDR) assumiram o controle do país. A 30 de dezembro de 1922, foi oficialmente constituída a União de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A ela se uniriam os territórios étnicos do antigo Império russo.

Significado da palavra czar

A palavra czar, que se pronuncia-se “tzar”, tem suas origens no título de césar  que era concedido aos imperadores romanos, na Idade Antiga.
Na Idade Média, o título de czar era ostentado também por soberanos búlgaros e sérvios.




CAÇADA MORTAL - DUBLADO






Nova York. Matt Scudder (Liam Neeson) é um ex-policial que agora trabalha como investigador privado, muitas vezes agindo fora da lei. Com uma certa relutância, ele aceita ajudar um traficante de heroína (Dan Stevens) que está atrás do homem que sequestrou e matou sua esposa. Não demora muito para que Matt descubra que o procurado já havia cometido este tipo de crime.






domingo, 7 de dezembro de 2014

AGENTE DA KGB Yuri Bezmenov Iludir Era O Meu Trabalho.


Yuri Alexandrovich Bezmenov (rus. Юрий Безменов) ou Tomas David Schuman," nome de fuga", era um ex-agente da KGB, um membro do braço de elite de propaganda da KGB, da Agência de Imprensa Novasti e participou muito do que é chamado de subversão ideológica nos países alvos da URSS, como acompanhar os jornalistas a visitar a União Soviética para se certificar sobre como era a vida lá - particularmente, ocultar o que não pudesse ser visto - e mostrar-lhes sempre o conveniente, só o que pusesse ser apresentado do "paraíso" comunista ao Ocidente. Quando foi designado para ir para a Índia, e tendo conhecimento de uma outra cultura, ele se desiludiu com o comunismo e desertou, fugindo para o Canadá.






sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

VITÓRIA DE PIRRO NA CALADA DA MADRUGADA

O horário avançado não é desculpa: faltou aos parlamentares a iluminação da consciência.


Por Celso Lungaretti - Jornalista e escritor

O que mais me choca no governo do PT é seu pragmatismo tosco e obtuso. Desde a reviravolta na campanha presidencial de 2014 provocada pela morte de Eduardo Campos, o partido aboliu o pensamento estratégico e passou a ser movido pelo imediatismo dos apetites. Principalmente, sua fome avassaladora de poder.

Fez campanha sórdida e falaciosa contra Marina Silva, tornando-a para sempre inimiga. Reforçou, assim, a própria dependência dos apoios que necessita comprar, seja com cargos, seja com liberação de verbas, seja em espécie por debaixo do pano. 

Não dialoga com as forças afins, prefere discutir preço com os que antes eram inimigos e o continuariam sendo se tivessem caráter para tanto. Só que, identificando-se cada vez mais com as práticas podres da política oficial, cava a cova na qual acabará sendo enterrado.

O que começou mal só poderia mesmo acabar pior...
Fez campanha sórdida e falaciosa contra Aécio Neves, como se a esquerda tivesse o direito de ganhar eleições utilizando as mentiras e os abusos de poder característicos da direita. 

Não tem. Pois a esquerda almeja muito mais do que as meras vitórias eleitorais; existe para impulsionar uma transformação profunda da sociedade.  E só conseguirá concretizá-la incutindo esperanças nos explorados e organizando-os para a defesa dos seus direitos, não tangendo-os bovinizados para as cabines de votação.

Voltamos aos tempos em que se ganhavam eleições distorcendo as falas e intenções dos adversários, como em 1945, quando o brigadeiro Eduardo Gomes jamais disse que não precisava dos votos dos marmiteiros, mas a mentira mil vezes martelada acabou passando por verdade, à maneira de Goebbels.

Quase sete décadas depois, foi com mentiras tipo Marina Silva come na mão de uma banqueira e Aécio vai extinguir o bolsa-família que se desqualificaram os principais adversários. Continuamos sendo o país do eterno retorno.

Pior ainda foi o passa-moleque aplicado na esquerda independente (aquela que não oscila na órbita palaciana nem se deixa seduzir por boquinhas), aliciada pela candidatura governamental a golpes de alarmismo.

Vox populi, vox Dei (1)
Reais ou supostos intelectuais parecem ter acreditado candidamente que Marina e Aécio seguiriam o figurino neoliberal na condução da política econômica, enquanto Dilma jamais se avassalaria ao grande capital. 

Ledo engano. O Ministério anunciado para o segundo mandato, em termos ideológicos, arrancaria aplausos entusiásticos de Margaret Thatcher e Ronald Reagan; se alguma restrição houvesse, seria apenas quanto à insignificância pessoal e profissional dos novos titulares. 

Ainda na categoria estelionato eleitoral, era dado como favas contadas que os dois vilões-mores, e apenas eles, entregariam as Pastas da área econômica a representantes de bancos, grandes indústrias e agronegócio. Gente como Joaquim Levy, Armando Monteiro e Kátia Abreu. Só rindo pra não chorar...

Vitórias a qualquer preço, conquistadas por diferença mínima em países nos quais a posse e mau uso da máquina governamental têm influência máxima, possuem o inconveniente de desunirem tais nações. É praticamente inevitável que os derrotados, quando acreditam não terem sido licitamente vencidos, tentem reverter o quadro.

Se, ademais, são eles que predominam nos estados pujantes, a encrenca é maior ainda. Como Marx cansou de demonstrar, são os países e/ou regiões com forças produtivas mais desenvolvidas que determinam o rumo que todos acabarão por seguir, não os grotões.

Vox populi, vox Dei (2)
De um jeito ou de outro, o poder econômico, nos países capitalistas, acaba se impondo ao poder político. A alternativa? Em médio e longo prazos, só existe uma: a revolução. No curto prazo, o PT esfalfa-se para retardar o inexorável --sem, contudo, ousar romper o pacto mefistofélico que firmou em 2002, quando se domesticou para que lhe permitissem governar. 

Salta aos olhos que há um grande esquema político sendo montado para impedir a presidenta Dilma Rousseff pela via constitucional. Só falta a definição de qual será o motivo alegado no pedido de impeachment.

O PT acaba de travar batalha insana para evitar que o descumprimento de diretrizes orçamentárias pudesse ser tal motivo. Mas, o vergonhoso resultado da refrega consagrou um casuísmo escandaloso, o efeito retroativo que jamais poderia servir como tábua de salvação para quem não fez a lição de casa no momento certo. Algo tão estapafúrdio que me fez lembrar o causo contado por Sebastião Nery, o nosso grande nome do folclore político. 

O todo poderoso coronel de um cafundó nordestino assistia a um jogo de futebol disputadíssimo e, no apagar das luzes, acontece um pênalti a favor dos visitantes. Os atletas da casa se revoltam, o campo é invadido, o coronel acaba tendo de decidir a questão. E dá o veredito: "O pênalti tem de ser cobrado, sim! Só que a nosso favor..."

Preocupado apenas com as aparências e formalismos legais, o governo não se dá conta dos estragos que a batota fiscal produziu em sua imagem.

Vox populi, vox Dei (3)
Nem percebe que os partidários do impeachment não desistirão, apenas vão escolher outro motivo. Gilmar Mendes tenta prover um, o petrolãooferece infinitas possibilidades. Mas dia, menos dia, esse bloco sairá à rua. Não vai dar pra segurar.

Estancar o processo de impeachment no nascedouro, evitando que ele tramite no Congresso, será a pior solução possível, pois vai tanger os opositores para a via verdadeiramente golpista. Bateriam de imediato na porta dos quartéis.

O melhor será a batalha se travar no terreno da legalidade democrática, ou seja: 
  • que o impeachment vingue e se dê posse a Michel Temer (argh!), como manda a Constituição;
  • ou que o impeachment seja apreciado, votado e rejeitado, o que dará à Dilma a credibilidade para governar que não tem neste momento.
É esta a batalha que o PT deveria travar, ao invés de perseguir sofregamente vitórias de Pirro na calada da madrugada.




quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A LUTA PELA ESPERANÇA - DUBLADO


Jim Braddock (Russell Crowe) era considerado um prodígio do boxe, mas foi obrigado a se aposentar prematuramente devido a uma série de derrotas no ringue. Com os Estados Unidos em meio à Grande Depressão, Jim aceita viver de bicos para poder sustentar sua esposa, Mae (Renée Zellweger), e os filhos. Jim sempre sonhou com a oportunidade de retornar ao mundo do boxe e tem sua chance quando, devido a um cancelamento de última hora, é escalado para enfrentar o 2º pugilista na disputa do título mundial. Para surpresa de todos Jim vence três lutas consecutivas, mesmo sendo bem mais magro que seus oponentes e tendo ferimentos nas mãos. Ele passa então a ganhar o apelido de “Cinderella Man” e se torna o símbolo de esperança dos desprivilegiados da época. Até que precisa enfrentar seu pior oponente: Max Baer (Craig Bierko), o atual campeão mundial dos pesos pesados, que já matou dois lutadores no ringue.





O REI DOS LADRÕES - DUBLADO


Janosik é um lendário personagem da Europa Central. Como líder de um bando de foras da lei, este ladrão da montanha roubava dos ricos e ajudava os pobres. Está recente versão da aclamada diretora polonesa Agnieszka Holland.




segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

FARC promete libertar general: Mais uma concessão imposta na armadilha montada pelo chacal Santos via negociações da “paz dos cemitérios”





Por Liga Bolchevique Internacionalista

Os militantes revolucionários pelo mundo vem acompanhando com muita atenção os chamados “diálogos de paz” entre as FARC e o governo do facínora Santos. O mais recente episódio que ampliou ainda mais a polêmica em torno das negociações foi a suspensão unilateral das conversações em Havana por parte do governo colombiano até que as FARC libertem o general Rubén Alzate e dois soldados que lhe faziam segurança, tomados como prisioneiros de guerra em uma região controlada pela guerrilha no Departamento de Chocó, Oeste do país, quando estes espionavam acampamentos da insurgência. Diante da exigência de Santos, a direção das FARC resolveu que os militares serão libertados neste domingo, 30 de novembro. Depois de anunciar a decisão, do qual a LBI discorda frontalmente, Timoleón Jimenez, Comandante do Estado Maior Central das Farc-EP, lançou um comunicado traduzido pelo PCB para o português (partido que defende a política da guerrilha) intitulado “Sejamos sérios, Santos” em que reclama da forma como agiu o governo: “Colocar como condição para a retomada do processo suspenso arbitrariamente que a contraparte faça rápida entrega de seus prisioneiros de guerra equivale a um sequestro do processo de paz pelo Presidente. E responder, como fizeram seus críticos, que colocam em destaque a importância de acordar um cessar-fogo bilateral para evitar esse tipo de sobressalto, coloca em manifesto que o processo de paz não é mais que um simples instrumento em uma estratégia final de guerra” (site PCB, 27.11). Aqui, somos os trotskistas da LBI que questionamos: “Sejamos sérios, FARC”! Aceitar negociações de paz que sequer tem como pré-condição uma trégua bilateral, ter centenas de combatentes assassinatos pelo exército durante os dois anos de “diálogos” (e que diálogos!) e agora ceder à chantagem do chacal Santos para a libertação dos três militares não são condutas nada sérias e que servem desgraçadamente para demonstrar o que afirmamos desde o início do processo saldado pela esquerda como um "avanço": o governo Santos montou uma armadilha para as FARC que está sendo vítima da política de “paz dos cemitérios”.

As FARC e o PCB podem argumentar que a guerrilha negocia com o governo para demonstrar um “gesto de boa vontade” ao povo colombiano em busca pela paz. Ocorre que esta pressão democrática tem como objetivo a liquidação física da guerrilha, que se encontra fragilizada desde o assassinato de seus principais comandantes a mando do próprio Santos quando era ministro da defesa de Uribe e já na condição de presidente. Apesar de todas as demonstrações do verdadeiro objetivo de Santos, Timoleón Jimenez reafirma a política suicida da guerrilha “Ainda hoje insistimos em mostras de paz, em gestos contundentes que demonstrem nossa vontade de reconciliação. Um exemplo é o fato de termos recebido o enviado do Presidente, mesmo após ter nos insultado publicamente e suspender o processo de paz em violação aberta ao acordado. Outro, é termos prosseguido com as negociações apesar do Presidente ter ordenado o assassinato de nosso Comandante Alfonso Cano”. As palavras do dirigente das FARC falam por si mesmas...Desde a LBI não negamos o direito das FARC negociarem com o governo Santos, mas os objetivos e as condições dos “diálogos” são absolutamente inaceitáveis, estão levando a direção da guerrilha a desmoralização enquanto as FFAA assassinam seus heroicos combatentes. Somente irá existir “paz” na Colômbia com o fim dos grupos paramilitares, a liquidação do latifúndio, a expropriação da burguesia e a tomada do poder pelos trabalhadores da cidade e do campo, neste atual regime isto é absolutamente impossível por mais esforços que faça a direção da guerrilha!

Temos plena consciência das enormes dificuldades (políticas e militares) que atravessam a guerrilha. Seus “governos amigos” de Cuba e da Venezuela são fiadores das conversações e fazem imensa pressão para que estas cheguem a “bom termo”, o que na prática significa o desarmamento das FARC e sua integração a “democracia”, política aceita pela direção da guerrilha como declara Timoleón Jimenez “Aí concentram as FARC o núcleo do processo de paz. Que sejam desmontadas todas as formas de violência política em nosso país, tanto a oficial e como a insurgente. Que sejam reconhecidas as responsabilidades correspondentes ante o mundo, a nação e as vítimas. Que se faça até o impossível para ressarcir estas últimas. Porém, que sejam abertas definitivamente as portas do exercício da oposição política a todas as correntes, com plenas garantias, sem excluir ninguém, pacífica e legalmente”. Aqui trata-se da tentativa de estabelecer um acordo mais amplo entre os governos da centro-esquerda com o próprio imperialismo ianque e o governo colombiano, mas modestamente alertamos como militantes trotskistas que defendem incondicionalmente as FARC da ofensiva assassina de Santos e Obama (apesar das divergências com a política da direção da guerrilha) que não é possível chegar a um pacto com o imperialismo na atual etapa histórica, aos chacais burgueses só interessa a rendição incondicional e o desarmamento para depois deixar que os grupos paramilitares eliminem até o último combatente convertido em “cidadão civil”. Lembremos da Unidade Patriótica na década de 80 e seus milhares de militantes mortos em plena “democracia”!

A libertação do general e dos dois soldados colombianos é um erro político tremendo das direção das FARC, até do ponto de vista do tabuleiro das negociações ora interrompidas em Havana. A guerrilha teria que aproveitar em seu favor a chantagem de Santos e, em resposta, exigir o fim das operações militares das FFAA contra seus combatentes, um cessar fogo bilateral público para retomar os “diálogos” e a liberdade de todos os presos políticos. Mas não...cobra a “coerência” de Santos que sequer aceitou no início uma trégua para iniciar as conversar e assassinou centenas de combatentes das FARC. Timoleón Jimenez afirma ainda no comunicado em que pede “seriedade” a Santos: “Como acontece com a Mesa e o Processo, Santos pactua os protocolos, porém insiste em tomar os prisioneiros pela força, dificultando objetivamente o cumprimento daqueles. Ou seja, viola novamente o acordado. Na realidade, burlou as regras do jogo defendidas pelo governo. O Presidente, com sua suspensão, tomou o tabuleiro onde jogávamos a partida, destruiu a confiança. As coisas não poderão ser retomadas assim. Não mais, É preciso fazer inúmeras considerações”. De fato, depois da libertação dos prisioneiros de guerra neste domingo pelas FARC, as coisas mudarão! O governo Santos saberá que a direção da guerrilha cedeu em um caminho sem volta que levará as FARC aceitar outras chantagens para ao final celebrar os “acordos de paz” a fim de ter a simpatia da “opinião pública” colombiana, dos “democratas” e homens de “esquerda”, os mesmos que votaram “criticamente” em Santos no segundo turno em nome de “derrotar o homem de Uribe” dando um aval a sua política de encurralar as FARC. De nossa parte, como revolucionários marxistas e não paladinos da democracia burguesa nos mantemos incondicionalmente no campo militar da guerrilha mas alertamos que a política de sua direção é um verdadeiro suicídio político e militar, no sentido exato do termo e não como uma mera figura de linguagem! Chamamos a base das FARC e a esquerda anticapitalista e anti-imperialista a se opor a esta política e a reivindicar um outra conduta de sua direção, antes que seja tarde, para que o sangue dos seus heroicos combatentes não tenha sido derramado em vão!