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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Teologia da Libertação implode o Partido dos Trabalhadores!!!



É lamentável! Dói de verdade mesmo, ver um ex guerrilheiro do mais alto nível de operacionalidade revolucionária, passar por uma situação dessas. Existe um culpado por esta situação que envolve o PT e suas principais lideranças que, na boa mesmo, não alimento simpatias, apenas respeito por sua história passada. 




Trata-se da Teologia da Libertação - Ala progressista da Igreja Católica, que desde a Conferência Episcopal Latino americana que foi realizada na cidade de Puebla no México, no ano de 1972, fez sua opção pelos pobres, na verdade, baseada na estratégia gramscista para a implantação do socialismo. Mas vamos analisar de forma resumida:  

Qual pais do mundo implantou o socialismo pela via capitalista da revolução passiva? Titica de nenhum...

 Onde a Teologia da Mentira enfia as mãos e palpita, vira destruição (sic). É assim nas questões indígenas, da terra, da moradia e do Estado láico. A meta e a estratégia é: Destruir culturas, tradições e religiões, dividir a sociedade em suas problemáticas para logo a seguir surgir com soluções, transformando a sociedade como um todo, num imenso laboratório social, onde o drama maior quem paga são os mais pobres.

Não há a menor possibilidade de o gramscismo converter-se em vitória sobre os escombros sociais. Dúvidas? Vejam então o que ocorre na Argentina, na Venezuela e no próprio Brasil. Os índices de homicídios, da violência e da corrupção caminham lado a lado, destruindo famílias, a moral, a ética, instituições e lideranças sociais. José Dirceu e o PT estão provando do próprio veneno. E a Igreja Católica vai sobreviver?... 


Também não há qualquer possibilidade de vitória com a chamada revolução passiva, tendo como base a hegemonia dentro da estratégia gramscista, senão pela ação direta, e vem ai a versão petista da lei antiterror. Do ponto de vista, estratégico e organicamente militar revolucionário - vide Exercito vermelho/Trotsky, o socialismo só se concretiza com a derrota do exercito da burguesia... Mas, será que os movimentos sociais seriam capazes de impor esta derrota? Não, não seriam capazes por dois motivos simplificados: O desarmamento popular ocorrido, e a doutrinação curricular existentes nos CPORs, NPORs, na ESG, e por último na AMAN. Será que os gramscistas petistas e os integrantes católicos da Teologia da Libertação acreditam insanamente na cooptação das forças armadas neste projeto gramscista de revolução passiva?




A CNBB que na verdade é apenas uma ONG (de católicos excomungados), passa a imagem de representante da igreja católica, quando na verdade é um núcleo político gramscista. 

Antonio Gramsci era marxista, mas nunca foi revolucionário. Companheiro de Leon Trotsky na III Internacional, elaborou suas teses na contra mão da revolucão russa de 1917. Enquanto os bolcheviques pegam em armas, os gramscistas vivem de 171 e de covardias. .. 

Os ensinamentos de Lênin nos diz que devemos ser solidários aos interesses vitais dos trabalhadores, mas isso não significa perdermos o foco do objetivo final que é a revolução socialista e o Estado proletário...




- Pensa num partido esfarelado e a deriva...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Stédile debate com os blogueiros da esquerda: LBI exige ruptura do MST com a política neoliberal do governo Dilma!




A principal liderança nacional do MST, João Pedro Stédile, debateu com os blogueiros da esquerda na noite desta quinta-feira, 21 de janeiro, por ocasião do lançamento do novo sítio da entidade camponesa na internet. A atividade foi promovida pelo "Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé", dirigido pelo jornalista Altamiro Borges, ex-Secretário de Comunicação do Comitê Central do PCdoB. Em um auditório completamente lotado no centro de São Paulo Stédile expôs a política "oficialista" do MST frente a nova conjuntura aberta com a reeleição do governo Dilma, afirmando que o movimento assume a posição de “autonomia saudável”, segundo suas palavras, atacando o "aquilo que não é bom e apoiando o que está correto". Para Stédile a atual ministra da Agricultura (Katia Abreu) deveria "ter vergonha de integrar um governo do PT" e que a presidente Dilma estaria atuando de forma mais "conservadora em função da crise econômica mundial". O coordenador do MST admitiu em tom de autocrítica um refluxo do movimento de massas, em particular das ocupações de terra, a partir do segundo mandato de Lula, lançando a proposta da necessidade da organização de uma Frente de Esquerda dos movimentos sociais para "defender nesta atual etapa direitos ameaçados". Candido Alvarez, editor-chefe do Blog da LBI, interveio neste importante debate para os rumos da esquerda, destacando que a "vergonha" era o governo do PT convidar latifundiários, oligarquias e banqueiros para o ministério e não o inverso! Alvarez estabeleceu uma rigorosa delimitação com a estratégia de atrelamento estatal do MST, disfarçada de "autonomia saudável". Em relação a constatação política dos rumos mais "conservadores" do segundo mandato de Dilma, justificada por Stédile em razão da crise econômica mundial, o dirigente da LBI afirmou que a opção do PT em assumir uma plataforma neoliberal mais "agressiva", dando adeus a retórica vazia do "neodesenvolvimentismo" não significa apenas uma contingência forçada pela conjuntura mundial. A via neomonetarista adotada pelos governos do PT representa uma opção de classe, no caso segmentos do capital financeiro que controlam de fato o Estado burguês do qual Dilma apenas gerencia. Porém a direção do MST, assim como a do MTST, declara que é necessário adotar uma política "defensista" diante da ofensiva neoliberal em curso, embora não pretendam romper com o governo do PT. Para colocar efetivamente em marcha esta orientação é necessário sim organizar uma frente social de esquerda para lutar, na senda da ação direta, superando as ilusões no governo da Frente Popular e neste Congresso de parlamentares corruptos, como disse Stédile no debate: "É necessário pôr o povo na rua", mas também é preciso apontar o norte estratégico desta caminhada popular! Com o atrelamento das entidades de massas ao governo nossa luta será derrotada desde a gênese. A proposta de organizar uma Frente de Esquerda é importante, desde que seja para combater a ofensiva imperialista e suas "gestoras" tupiniquins. Nós da LBI, apesar das enormes divergências políticas, convocamos "humildemente" o MTST, MST e centrais sindicais da esquerda para em unidade de ação preparar uma verdadeira jornada nacional de luta direta contra as "reformas" neoliberais do governo Dilma, construindo assim um verdadeiro poder popular!


Candido Alvarez (LBI) delimita com a política "oficialista" do MST 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

CPT e MST afirmam que novos conflitos podem acontecer no Pará


Por Leonardo Sakamoto 
A Comissão Pastoral da Terra e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra divulgaram nota, nesta quarta (27), afirmando que a violência pode aumentar se as negociações envolvendo governo, empresas e movimentos sociais não avançarem no Pará. Eles informaram que não abrem mão das cinco fazendas em que 1300 famílias do MST estão acampadas nas regiões Sul e Sudeste do Estado. “Não aceitaremos despejos em nossas áreas, intimidações e prisões, bem como a criminalização das lideranças e do movimento.”
O pano de fundo foi o conflito na fazenda Cedro, em Eldorado dos Carajás (PA), quando trabalhadores rurais foram feridos a bala por seguranças particulares na última quinta (21). A área está sob a responsabilidade da Agropecuária Santa Bárbara, que tem entre seus acionistas o banqueiro Daniel Dantas.
José Batista Afonso, da coordenação nacional da Comissão Pastoral da Terra em Marabá, afirma que os feridos estavam se reunindo na porteira da fazenda para um ato contra a grilagem de terras, o trabalho escravo e o uso excessivo de agrotóxicos, como parte das ações paralelas à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Nesse momento, os seguranças atiraram contra eles. Segundo Batista, 12 pessoas deram entrada no Hospital de Eldorado dos Carajás, entre elas uma criança.
O MST informa que, tempos atrás, chegou a ser proposto um acordo judicial perante a Vara Agrária de Marabá, através do qual os movimentos sociais desocupariam as fazendas Espírito Santo, Castanhais e Porto Rico. Com isso, outras três (Cedro, Itacaiunas e Fortaleza) seriam desapropriadas para o assentamento das famílias. Segundo o movimento, os trabalhadores desocuparam as três fazendas, mas o Grupo Santa Bárbara tem se negou a assinar o acordo
Para as instituicões, o conflito “poderá se estender para outros acampamentos do movimento caso o Incra nacional não dê resposta positiva à pauta apresentada na sexta-feira à Ouvidoria Agrária e Superintendência [do Incra] de Marabá”. De acordo com a nota, para assentar as 1300 famílias, é necessário enfrentar interesses fundiários da Vale, do Grupo Quagliato e da Santa Bárbara.
“Nos últimos dois anos, o Movimento manteve as famílias acampadas e participou de mais de uma dezena de audiências na Vara Agrária e com a Ouvidoria Agrária Nacional, cumprindo com sua parte nos acordos. Durante todo esse tempo, o grupo do banqueiro Dantas vem, cada vez mais, expandindo suas propriedades na região a custa de desvio do dinheiro público contando com a conivência do Incra e da Justiça.” O MST afirma que a Santa Bárbara não cumpriu com sua parte no acordo judicial e que não irá se retirar da fazenda Cedro.