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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Ferreira Gomes preparam sua entrada no PT, os ACM fazem o mesmo no PDT: Por que as oligarquias reacionárias aderiram aos partidos da “esquerda socialista”?



Em um país onde um draconiano ajuste neoliberal contra os direitos dos trabalhadores é operado pelo governo do PT, que ainda se proclama socialista em dias de festa, não chega a ser estranho que as oligarquias mais reacionárias sintam-se à vontade para ingressar em partidos que se reclamam de “esquerda”. Nos últimos dias vem circulando na imprensa que ACM Neto, prefeito de Salvador e herdeiro político do prócer da ditadura “Toninho Malvadez”, o falecido e odiado chefe da oligarquia baiana que comandou a Arena, o PDS e depois o PFL no estado, vai trocar o falido DEM pelo PDT fundado por Leonel Brizola e hoje dirigido pelo canalha mercenário Carlos Lupi. Como primeiro passo da mudança, ACM aquinhoou a Secretaria de Trabalho da prefeitura aos pedetistas e orientou os deputados do DEM a votarem no candidato do PDT ao comando da Assembleia Legislativa baiana, Marcelo Nilo, que acabou eleito contra a vontade do PT. Lupi não disfarça “São sinais de que o prefeito nos quer ao lado dele”. Brizola, que chegou a presidir a Internacional Socialista, deve estar se remoendo no túmulo ao ver seu velho partido nacionalista burguês ser traficado por Lupi em negociatas com figuras sinistras do calibre do seguidor político de “Malvadeza”, eminente apoiador da ditadura militar. Ele, como Ministro das Comunicações do governo Sarney, foi responsável direto por entregar para a Rede Globo centenas de concessões públicas de TV para fortalecer as oligarquias regionais que sustentaram os militares genocidas e na “redemocratização” foram premiadas para controlarem representações estaduais televisivas em parceria com a familgia Marinho, tão denunciada por Brizola como um máfia midiática anti-povo. Esse deslocamento de ACM Neto muito se assemelha ao que vem operando há algum tempo a oligarquia Ferreira Gomes. Abrigada temporariamente no PROS, os irmãos Cid e Ciro já controlam o PT do Ceará e aguardam o melhor momento de migrar para o partido de Lula, alimentando o sonho de Ciro se candidatar a presidente da república. Para consolidar esta ponte, a oligarquia cearense elegeu como governador do Ceará um fiel representante seu dentro do PT, o “laranja” Camilo Santana e encontra-se em negociações avançadas para embarcar na anturragem neopetista. A indicação de Cid Gomes para o Ministério da Educação faz parte desse projeto de poder. Com a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara dos Deputados, em que um dos coordenadores de sua campanha vitoriosa foi o deputado Miro Teixeira, do PROS-RJ, ficou claro que os Ferreira Gomes não tem qualquer controle da legenda “prosaica”, o que reforça o rumo ao PT a ser sacramentado no próximo período. Para a chamada “esquerda petista” que se proclama socialista e até mesmo revolucionária ou os “nacionalistas” do PDT que juram fidelidade ao trabalhismo de Brizola fica a patética tarefa de aceitar passivamente os novos “companheiros” representantes das reacionárias oligarquias dos Ferreira Gomes e dos ACM, inimigos históricos dos trabalhadores, de qualquer traço de soberania nacional e, obviamente, do socialismo!

Todo este quadro partidário onde caciques burgueses direitistas se descolam para legendas que se dizem que “esquerda” está diretamente explicado pelas facilidades que esse movimento projeta na divisão do botim estatal e, particularmente, na relação parasitária com o governo Dilma. ACM Neto, por exemplo, nas hostes do PDT terá ampla possibilidade de chantagear a “gerentona” petista por mais verbas para Salvador a fim de favorecer sua oligarquia em negociatas bilionárias em troca de apoio no Congresso Nacional. A recente eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, com Eduardo Cunha do PMDB derrotando de forma humilhante o candidato do PT, Chinaglia, demonstrou o caminho que os “aliados” (e que aliados!!!) do Planalto devem seguir até o fim do mandato de Dilma. Abocanhar mais espaços nos ministérios em detrimento ao PT e impor um pauta ultradireitista no parlamento. O próprio PDT não conformou formalmente o bloco parlamentar de apoio a Chinaglia e grande parte de seus deputados votaram em Cunha, com o aval da anturragem dilmista comandada por Mercadante. Com ACM Neto na legenda fundada por Brizola esta prática se aprofundará, ainda mais em um quadro onde Dilma leva a cabo um ajuste fiscal e monetário neoliberal que o velho “Toninho Malvadeza” aplaudiria com o seu célebre sorriso macabro! Vale ressaltar que com a vitória de Cunha na Câmara de Deputados, o PMDB sai fortalecido e torna o Planalto refém de sua vontade, além de prover mais força a legendas como o PDT, que com a presença de ACM Neto tencionará o governo ainda mais a direita. Por sua vez, esse quadro desidrata o projeto de Kassab e seu PL, já que o fortalecido Cunha irá barrar a ida de parlamentares para o novo partido que o ex-prefeito de São Paulo desejava criar para dar sustentação do Planalto. Se antes, legendas como PMDB, PDT, PP e PR temiam o risco de ter parte dos seus quadros engolidos pelo futuro PL agora esta perspectiva mudou e a tendência é que as legendas existentes se mantenham firmes nesse jogo de poder parlamentar, como PDT ganhando musculatura.

Como já afirmamos anteriormente, no momento em que Ciro orientou seu grupo regional a sabotar a então candidatura presidencial de seu companheiro de partido, Eduardo Campos (PSB), os Ferreira já preparavam uma manobra “estratégica” em direção a não somente apoiar a reeleição de Dilma mas fundamentalmente fertilizar o terreno para ingressar no PT. Na ruptura com o PSB em 2013 ainda não estavam postas as condições políticas para os irmãos Ferreira “assinarem” a ficha de filiação do PT, alugaram temporalmente uma legenda oca, o PROS. Mas nem mesmo no minúsculo e inexpressivo PROS os Ferreira conseguiram impor uma hegemonia nacional. A única possibilidade de Ciro manter viva sua obsessão política em disputar (e ganhar) a Presidência da República seria ingressar em um partido com raízes históricas no movimento social deste país. As alternativas se encurtaram entre o PDT e o PT, já que a permanência na legenda de aluguel do PROS está com os dias contados. Nesse sentido, os caminhos entre ACM Neto e Cid Gomes podem inclusive se cruzar. Com o reforço do PDT via o ingresso do prefeito de Salvador no “trabalhismo neoliberal” também não está descartada a ida dos Ferreira Gomes para este partido de aluguel. Ainda que a preferência da oligarquia cearense seja o PT, o quadro político de instabilidade do governo Dilma pode levar os irmãos Gomes para o PDT para trabalhar com mais “autonomia” por um candidatura presidencial de Ciro. Como muita água ainda vai “rolar debaixo da ponte” até as próximas eleições presidenciais, o certo é que ambas as oligarquias reacionárias migram para a “esquerda” convertida ao capital a fim de ter viabilizado seu controle direto dos negócios estatais bilionárias e seu projeto político nacional de poder.

Segundo circula nos bastidores da política burguesa, ACM Neto não foi ainda para o PDT porque deseja fazer uma saída organizada com peso político para melhor negociar com Lupi e sua quadrilha. Junto com o prefeito baiano, o presidente estadual da legenda e deputado federal diplomado, José Carlos Aleluia, conhecido por seu discursos inflamados e reacionários que destilam ódio de classe, típico dos coronéis nordestinos, declarou “Meu projeto atual é muito vinculado ao projeto do prefeito, vamos analisar o que é mais conveniente. Todos os vereadores, deputados estaduais e federais estão afinados com ACM Neto”. Em resumo, toda a oligarquia ACM e sua escória reacionária vão ingressar no PDT e codirigi-lo com o calhorda Lupi. Do velho nacionalismo burguês de Jango, Darcy Ribeiro e Brizola não restou muita coisa, apenas um oportunista PDT sem o menor perfil ideológico, povoado por máfias sindicais, carreiristas e oligarquias regionais sem a menor história política. Com Lupi e Manoel Dias tornando o PDT uma legenda de aluguel, podemos abstrair que o fenômeno social do “nacionalismo” hoje se encontra muito mais alinhado com o neoliberalismo “de esquerda” do que com as grandes causas nacionais do nosso povo, hoje uma sigla oca ultracorrompida que nada tem a ver com o velho nacionalismo burguês de Brizola e Darcy Ribeiro. Ao lado do PDT, a evolução neoliberal do PT é o sintoma político mais evidente que já não existe qualquer traço classista nas fileiras destes partidos, configurando-se programaticamente como legendas capitalistas no espectro da política burguesa do Brasil que estão de braços abertos até para filhotes da ditadura e coronéis políticos reacionários.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O que é "Social-Democracia"?





Social-Democracia é uma ideologia política de esquerda surgida no fim do século XIX por partidários do marxismo que acreditavam que a transição para uma sociedade socialista poderia ocorrer sem uma revolução, mas por meio de uma evolução democrática.

A ideologia social-democrata prega uma gradual reforma legislativa do sistema capitalista a fim de torná-lo mais igualitário, geralmente tendo em meta uma sociedade socialista.

 O conceito de social-democracia tem mudado com o passar das décadas desde sua introdução.

 A diferença fundamental entre a social-democracia e outras formas de socialismo, como o marxismo ortodoxo, é a crença na supremacia da ação política em contraste à supremacia da ação econômica ou determinismo econômico sócio industrial. Isto ocorre desde o século XIX.

Historicamente, os partidos social-democratas advogaram o socialismo de maneira estrita, a ser atingido através da luta de classes.

 No início do século XX, entretanto, vários partidos socialistas começaram a rejeitar a revolução e outras idéias tradicionais do marxismo como a luta de classes, e passaram a adquirir posições mais moderadas.

 Essas posições mais moderadas incluíram uma crença de que o reformismo era uma maneira possível de atingir o socialismo.

 No entanto, a social-democracia moderna desviou-se do socialismo, gerando adeptos da idéia de um Estado de bem-estar social democrático, incorporando elementos tanto do socialismo como do capitalismo.

Os sociais-democratas tentam reformar o capitalismo democraticamente através de regulação estatal e da criação de programas que diminuem ou eliminem as injustiças sociais inerentes ao capitalismo, tais como Bolsa Família e Opportunity NYC.

 Esta abordagem difere significativamente do socialismo tradicional, que tem como objetivo substituir o sistema capitalista inteiramente por um novo sistema econômico caracterizado pela propriedade coletiva dos meios de produção pelos trabalhadores.

Atualmente em vários países, os sociais-democratas atuam em conjunto com os socialistas democráticos, que se situam à esquerda da social-democracia no espectro político.

No final do século XX, alguns partidos social-democratas, como o Partido Trabalhista britânico, o Partido Social-Democrata da Alemanha e o Partido da Social-Democracia Brasileira começaram a flertar com políticas econômicas liberais, originando o que foi caracterizado de "Terceira Via". Isto gerou, além de grande controvérsia, uma grave crise de identidade entre os membros e eleitores desses partidos.

HISTÓRIA

Pré-Segunda Guerra Mundial
Muitos partidos da segunda metade do século XIX se definiam como sendo sociais democratas, tais como a Associação Geral dos Trabalhadores Alemães, o Partido Social Democrata dos Trabalhadores da Alemanha (que se fundiram para dar origem ao Partido Social-Democrata da Alemanha ou SPD), a Federação Social Democrata Britânica e o Partido Operário Social-Democrata Russo.

 Na maioria dos casos, estes partidos eram declaradamente socialistas revolucionários, visando não só introduzir o socialismo, mas também a democracia em nações com poucas instituições democráticas.

A maioria destes partidos era influenciada pelas obras de Karl Marx e Friedrich Engels, que na época estavam trabalhando para influenciar a política européia continental em Londres.

O movimento social democrata moderno se concretizou através de uma ruptura no movimento socialista no início do século XX. Em linhas gerais, esta ruptura se originou na divisão de crenças entre aqueles que insistiam na revolução política como pré-condição para atingir o socialismo e os que defendiam que era possível e desejável atingir o socialismo através de uma evolução política gradual.

Muitos movimentos relacionados, como o pacifismo, o anarquismo e o sindicalismo começaram a irromper em todo o mundo na mesma época; estes grupos eram, muitas vezes, formados por indivíduos que se separaram do movimento socialista preexistente e mantinham uma série de objeções diferentes ao marxismo ortodoxo.

Os sociais democratas, que fundaram as principais organizações socialistas da época, não rejeitavam o marxismo. 

Um número significativo de indivíduos no movimento social democrata queria revisar alguns dos raciocínios de Marx, a fim de promulgar uma crítica menos hostil ao capitalismo.

 Eles argumentavam que o socialismo deveria ser atingido através da evolução da sociedade, ao invés da revolução. De fato, Marx havia declarado ser possível estabelecer o comunismo ou socialismo por uma revolução pacífica e democrática em alguns países. 


Essa idéia também foi avançada por Friedrich Engels e, principalmente, por Karl Kautsky.

 O revisionismo também buscava alterar alguns pontos teóricos básicos do marxismo, principalmente devido à influência do darwinismo e de Immanuel Kant.

Esta visão era fortemente condenada pelos socialistas revolucionários, que argumentavam que qualquer tentativa de reformar o capitalismo estava fadada ao fracasso, uma vez que os reformistas seriam gradualmente corrompidos e, eventualmente, se transformariam em capitalistas eles próprios.

Apesar das diferenças, os reformistas e os socialistas revolucionários permaneceram unidos durante a Segunda Internacional até a eclosão da Primeira Guerra Mundial.

Uma opinião dissonante sobre a legitimidade da guerra provou ser a gota d'água desta união tênue.

Os socialistas reformistas apoiavam seus respectivos governos nacionais na guerra, um fato que foi visto pelos socialistas revolucionários como as traições definitivas contra a classe trabalhadora.

Os socialistas revolucionários acreditavam que esta postura traiu o princípio de que os trabalhadores de todas as nações deveriam unir-se na derrubada do capitalismo, e lamentaram o fato de que geralmente as pessoas de classes mais baixas é que são as enviadas para lutar e morrer na guerra.

Discussões amargas surgiram dentro dos partidos socialistas, como por exemplo, entre Eduard Bernstein, líder socialista reformista, e Rosa Luxemburgo, líder dos socialistas revolucionários, dentro do SPD na Alemanha.

Eventualmente, após a Revolução Russa de 1917, a maioria dos partidos socialistas do mundo se viram fraturados.

 Os socialistas reformistas mantiveram o nome de social democrata, enquanto que os socialistas revolucionários começaram a chamar a si mesmos de comunistas, formando o movimento comunista moderno.

 Estes partidos comunistas logo formaram uma internacional exclusiva deles, a Terceira Internacional, conhecida mundialmente como Comintern.

Na década de 1920, as diferenças doutrinárias entre os sociais democratas e os comunistas de todas as facções (marxistas ortodoxos, como os bolcheviques) tinham solidificado. Estas diferenças só se tornaram cada vez mais dramáticas com o passar dos anos.

Pós-Segunda Guerra Mundial

 

Após a Segunda Guerra Mundial, na seqüência da cisão entre os social-democratas e comunistas, outra divisão surgiu no âmbito do próprio movimento social democrata.

 Os que acreditavam que ainda era necessário abolir o capitalismo (sem revolução) e substituí-lo por um sistema socialista democrático através da via parlamentar se opunham àqueles que acreditavam que o sistema capitalista poderia ser mantido, mas precisava de uma reforma drástica, como a nacionalização das grandes empresas, a implementação de programas sociais (educação pública, sistema de saúde universal, e assim por diante) e a redistribuição parcial de riqueza através da criação de um estado de bem-estar permanente baseado na tributação progressiva.

Eventualmente, a maioria dos partidos social democratas se viram dominados pela última visão e na era pós-Segunda Guerra Mundial abandonaram por completo o compromisso de abolir o capitalismo.

Por exemplo, em 1959, o SPD aprovou o Programa Godesberg, que rejeitou a luta de classes e o marxismo.

Enquanto os termos "social democrata" e "socialista democrático" continuaram a ser utilizados de forma indiscriminada desde então, até a década de 1990, no mundo anglófono, pelo menos, os termos ainda denominavam, respectivamente, adeptos da visão de que não era mais necessário implementar o socialismo e de que ainda era necessário implementar o socialismo.

Na Itália, o Partido Socialista Democrático Italiano, fundado em 1947, deu as bases para aquilo que ficaria mais tarde conhecido como "Terceira Via"; uma aliança dos sociais democratas com os partidos de centro.

Desde o final da década de 1980, com a queda do Muro de Berlim, vários partidos sociais democratas tradicionais adotaram a "Terceira Via", tanto formalmente quanto na prática.

No Brasil, o Partido da Social Democracia Brasileira surge como um partido de "Terceira Via" propriamente dito, desconectado de sindicatos ou outros movimentos trabalhistas, diferentemente dos partidos sociais democratas tradicionais.


Os sociais democratas modernos são, em geral, a favor de uma economia mista, o que é capitalista sob vários aspectos, mas defendem explicitamente o suprimento governamental de certos serviços sociais.

Muitos partidos sociais democratas trocaram seus objetivos tradicionais de justiça social para questões como direitos humanos e preservação ambiental.

 Nisto, estão enfrentando um desafio crescente dos Partidos Verdes, que vêem a ecologia como fundamental para a paz, exigindo uma reforma da fonte de capital e promovendo medidas de segurança para garantir um comércio que não fira a integridade ecológica.

 Em países como a Alemanha, a Noruega e a Suécia, os Verdes e Sociais Democratas cooperam em alianças chamadas de "vermelha-verde".

Na eleição de 2010 no Brasil, os verdes demonstraram ainda não serem capazes de impor a sua identidade.

Em diversos estados do país se apresentaram divididos após o primeiro turno. Importantes lideranças declararam apoio a Dilma Roussef, petista e outros enxergaram na eleição de Serra (frustrada) a possibilidade de um governo dentro do seu programa.


Definição
      

A Internacional Socialista definiu a social-democracia como forma ideal de democracia representativa, que pode solucionar os problemas encontrados numa democracia liberal, enfatizando os seguintes princípios para construir um estado de bem-estar social: primeiro, a liberdade inclui não somente as liberdades individuais, entendendo-se por "liberdade" também o direito a não ser discriminado e de não ser submisso aos proprietários dos meios de produção e detentores de poder político abusivo.             



      Segundo, deve haver igualdade e justiça social, não somente perante a lei mas também em termos econômicos e socioculturais, o que permite oportunidades iguais para todos, incluindo aqueles desfavorecidos física, social ou mentalmente. 



Finalmente, defende-se ser fundamental que haja solidariedade e que seja desenvolvido um senso de compaixão pelas vítimas da injustiça e desigualdade. 



Críticas
Para Lênin, o revisionismo era uma das manifestações de um capitalismo burguês e reacionário, pois negava a revolução e a democracia proletária em troca de uma democracia burguesa que apenas mascara a luta de classes e, portanto, as idéias socialista e igualitárias de Marx e Engels.

Os pensadores Kautsky e Eduard Bernstein, principais teóricos da social-democracia, foram duramente atacados por Lênin, que os acusou de deturparem a teoria marxista e traírem o movimento proletário, sendo que o primeiro foi considerado "renegado" pelo revolucionário russo.

O filósofo e pensador Walter Benjamin considerou a social-democracia duplamente culpada pela ascensão do nazismo na Alemanha, pois ela menosprezou o movimento fascista emergente na Europa, definindo-o como um simples espasmo do capitalismo já declinante.

Outro erro da social-democracia, para Benjamin, foi criticar o comunismo como um movimento que precipita as revoluções, criando atritos e desarticulando os dois partidos de esquerda que, unidos, poderiam fazer frente ao avanço nazista na Alemanha.

Brasil

No Brasil, apenas um partido político – o Partido Democrático Trabalhista (PDT) – integra a Internacional Socialista, órgão que reúne partidos identificados como representantes da ideologia social-democrata em todo o mundo.

 O principal líder do PDT, Leonel Brizola, fundou o partido após ter perdido na Justiça o direito de usar a sigla do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) – partido de Getúlio Vargas extinto após o golpe de 1964 – para Ivete Vargas, sobrinha de Getúlio. 

O PTB também se define como representante da social-democracia, apesar de ser considerado atualmente um partido de centro-direita.

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) é o único partido do país a trazer a nomenclatura social-democracia em sua legenda.

É representante da terceira via, atuando em defesa de uma proposta social-democrata de menor controle estatal sobre a economia.

 Entre suas ações enquanto governo estiveram a privatização de alguns setores estatais, o fortalecimento das agências reguladoras, a redução de gastos públicos, a defesa do direito à propriedade intelectual e a implementação do Bolsa Escola no âmbito federal.

 O PSDB foi responsável, também, no Governo FHC, pelo maior programa de Reforma Agrária da História do Brasil. [carece de fontes]

 Por influência de Brizola, o PSDB foi rejeitado na Internacional Socialista, sob a alegação de que se aliara à direita (PFL) para governar.

O maior rival do PSDB no cenário político brasileiro é o Partido dos Trabalhadores (PT). Partidos de origem semelhante, se distanciaram na prática política. Ao contrário do PSDB, o PT, ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), nasceu com ampla base operária.

Histórico defensor do socialismo por vias democráticas, a atuação do PT no governo federal, onde faz a defesa de maior controle estatal sob a economia e de programas de assistência social como o Bolsa Família, fez com que especialistas identificassem o PT como um partido social-democrata, apesar da resistência de membros do partido de se auto-intitularem como tal.

 De fato, durante os últimos anos do governo Lula cresceu novamente a força do grupo dentro do partido que ainda defende a "utopia socialista" como objetivo final de sua luta.

Os quatro partidos citados acima estão entre os seis maiores do país, com mais de um milhão de filiados cada.

 Há também outros partidos menores que se auto-declaram representantes da social-democracia, como o Partido Popular Socialista (PPS).

Cresce em importância o Partido Socialista Brasileiro (PSB), que na eleição de 2010 elegeu 6 dos 27 governadores do Pais.

Fonte: Wikipédia (Enciclopédia Livre da Internet).

domingo, 29 de julho de 2012

Eleições democráticas em Camboriú!



O que é o Partido Democrático Trabalhista? Como surgiu, e qual a sua historia?

Nesta postagem comentarei talvez minimamente as origens deste partido, que de fato eu não tenho nada a ver, mas, confesso, eu vi surgir, acompanhei a sua trajetória, sua luta, sua história. 

Deixo claro que tenho no PDT, como também tenho em outros partidos, vários amigos que, eu diria, de várias matizes ideológicas, quer seja de direita ou de esquerda.

Ora, eu tomo a liberdade de comentar sobre este partido, pelo fato de estar acompanhando alguns acontecimentos desde quando cheguei aqui em Camboriú, na verdade, proveniente de Florianópolis.

Bem, como a minha companheira é de uma família tradicional e centenária da cidade, semelhante às tantas outras dezenas aqui existentes, fica mais fácil justificar essa minha inteiração referente aos eventos políticos dos últimos quatro anos.

Na verdade, essa minha ingerência peculiar neste assunto, se explica na minha condição de militante político, porém, ressalvo de antemão, com extrema isenção nas avaliações que por ora faço e, também pela minha condição de jornalista profissional devidamente registrado no Ministério do Trabalho.

No meu entendimento, o fato anterior aos acontecimentos vigentes, principalmente aqueles comentados a boca pequena (ao pé dos ouvidos) em rodas de moradores (sic), direciona o assunto para os ocorridos contra a sede da prefeitura da cidade (atiraram contra a fachada do prédio, ninguém sabe a autoria), ainda nos meses passados e, mais recentemente, ainda nesta semana que finda, ocorreu um incêndio dito pela policia em suas avaliações preliminares, ser de perfil criminoso, ou seja, alguém ali ateou fogo no veiculo particular do Prefeito em exercício da cidade.

Trata-se na verdade do nosso vice-prefeito que exerce essa tratativa por conta do pedido de licença efetuado pela prefeita Luzia Mathias Coppi/PSDB.


Bem, todos nós sabemos, e, é de conhecimento público que o ex- Prefeito Edinho tem contra si duas ações promovidas pelo ministério publico estadual. Sendo uma criminal e outra política, aliás, eu faço essa distinção, pelo fato de não ser portador de uma matéria que possa constranger ou difamar o ex-prefeito, que, mesmo eu sendo jornalista, ainda assim, nesta e tão somente nesta, eu não sou o porta-voz de injustiçados e tampouco da justiça, é obvio. Portanto deixo claro essa minha posição.

Como qualquer outro cidadão, eu sei desde há muito tempo dos entreveros divulgados pela imprensa nanica e pelos grandes jornais, afinal, freqüento esta cidade desde 1996 e resido aqui desde 2008,.

Sendo assim, sei também que o ex-prefeito é, mesmo, e, apesar do que pesa sobre si, um cidadão que fora considerado um bom prefeito. 

E, mesmo tendo contra si, outras acusações que não cabe a um jornalista ficar esmiuçando a torto e a direito (popularmente falando) como se um juiz fosse. Quem é que não tem telhado de vidro?

Neste caso, eu comento com toda desenvoltura a capacidade e o discernimento que uma pessoa, (e, por favor, não me tache de defensor de algures ou partes em pendengas jurídica ou política), de que um político que fora bem sucedido nas urnas nas eleições de outrora, que também é bem quisto por uma boa parcela da comunidade Camboriuense, iria sujar a sua reputação com atitudes chulas como essas que nominei mais acima.



Ora, um político da envergadura eleitoral e popular como o ex-prefeito de Camboriú, não perderia tempo com essas ínfimas mazelas, que no fundo mesmo, são apenas ações de efeitos psicológicos para deleite do nada com o nada que, certamente esta sendo patrocinada por pessoas com interesses em atingir um ou outro candidato.

 Politicamente falando, a fila anda e o tempo cobra os erros que venhamos a cometer.

Esse fato se verifica nos resultados das urnas em qualquer pleito eleitoral do qual venhamos a participar.


 De fato mesmo, quem sai perdendo é a cidade de Camboriú que, pasmem, fica sendo vista no cenário nacional como terra de pistolagem política, sem que isso seja um fato verdadeiro.

Por outro lado, fica evidente a grande responsabilidade que todos nós temos em relação a preservação do processo eleitoral e democrático que engrandece  os novos tempos pós ditadura militar.


E, ademais, estamos em Santa Catarina, um dos estados mais próspero e feliz do país, mesmo com as contradições existentes no campo da justiça social.

Contrariando o zum -zum característico, e, logo após os últimos acontecimentos, precisamos entender que acima de falácias, existem partidos políticos sérios e comprometidos com a democracia e o desenvolvimento econômico e social da cidade, neste caso, o PDT é um partido que poderemos chamar como sendo  um dos navios capitânias desta empreitada histórica, que é, fazer de Camboriú uma cidade de justiça social.



O PDT - Partido Democrático Trabalhista, é um partido político brasileiro de centro-esquerda e de ideologia trabalhista, fundado por políticos e intelectuais brasileiros no final da década de 1970, logo após o início do processo de abertura política da ditadura militar. Seu número eleitoral é o 12. 

 O PDT é o único partido brasileiro a integrar a Internacional Socialista.
É o partido de origem da atual presidente Dilma Rousseff, que o trocou pelo Partido dos Trabalhadores no ano 2000, pelo convite do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e amigo do fundador do partido Leonel de Moura Brizola.

É, com efeito, uma das legendas de situação do atual governo, estando à frente do Ministério do Trabalho e Emprego.

O trabalhismo do PDT
Com a anistia política e o fim do bipartidarismo no final dos anos 1970, Leonel Brizola, ainda no exílio, resolve reunir políticos e intelectuais progressistas para a re-fundação do trabalhismo na vida partidária nacional. 

É nesse sentido que um congresso é realizado na cidade de LisboaPortugal culminando ao final com a redação de um documento que ficou conhecido como Carta de Lisboa, e que é considerada como sendo da fundação do PDT.

Nesse momento, o trabalhismo que viria a ser adotado pelo PDT sofre uma certa mutação. Tendo maior contato com os ideais socialistas e social-democratas do Estado do bem-estar social dos países europeus durante a segunda metade do século XX, políticos que viriam a formar a liderança do PDT, resolvem patrocinar uma evolução no conceito trabalhista, considerando-o como sendo uma forma democrática de se chegar ao socialismo, o que não existia no trabalhismo defendido nas décadas anteriores.

Essa evolução pode ser confirmada pelo seguinte trecho da Carta de Lisboa:
“Analisando a conjuntura brasileira, concluímos pela necessidade de assumirmos a responsabilidade que exige o momento histórico e de convocarmos as forças comprometidas com os interesses dos oprimidos, dos marginalizados, de todos os trabalhadores brasileiros, para que nos somemos na tarefa da construção de um Partido Popular, Nacional e Democrático, o nosso PTB (antigo). Tarefa que não se improvisa, que não se impõe por decisão de minorias, mas que nasce do encontro do povo organizado com a iniciativa dos líderes identificados com a causa popular.

Nós, Trabalhistas, assumimos a responsabilidade desta convocatória, porque acreditamos que só através de um amplo debate, com a participação de todos, poderemos encontrar nosso caminho para a construção no Brasil de uma sociedade socialista, fraterna e solidária, em Democracia e em Liberdade.”

“Art. 1 – O Partido Democrático Trabalhista – PDT – é uma organização política da Nação Brasileira para a defesa de seus interesses, de seu patrimônio, de sua identidade e de sua integridade, e tem como objetivos principais lutar, sob a inspiração do nacionalismo e do trabalhismo, pela soberania e pelo desenvolvimento do Brasil, pela dignificação do povo brasileiro e pelos direitos e conquistas do trabalho e do conhecimento, fontes originárias de todos os bens e riquezas, visando à construção de uma sociedade democrática e socialista.”

Como podemos ver o PDT é um partido comprometido com o bem estar social.
É por isso que temos a certeza de que, mesmo o então prefeito Edson Olegário (Edinho) tendo saído do PSDB por motivos pessoais, ainda assim será um candidato leal aos princípios pedetista, na busca da igualdade social com democracia.

Não podemos cair na conversa ou no lamaçal daqueles que querem transformar um direito democrático, do qual possuímos, em um inferno psicológico patrocinado por pessoas que apenas almejam tumultuar as relações entre partidos políticos e cidadãos.

Vamos lutar por isso democraticamente e deixar que as instituições competentes resolvam os problemas que eventualmente temos na nossa individualidade.

Camboriú terá sim, as melhores e mais calmas eleições de todos os tempos.

Fonte auxiliar: Wikipédia


sábado, 28 de julho de 2012

As eleições em Camboriú serão as mais tranquilas de sua história!



As eleições municipais na cidade de Comboriu serão as mais tranquilas de todos os tempos!

Por que?

     Eu diria que a historia de lutas do PDT no Brasil e, logo após a sua fundação por Leonel Brizola e dezenas de militantes históricos, incluindo aí intelectuais e ex exilados políticos, faz deste partido uma referencia na defesa da democracia e na busca constante da justiça social, mesmo sendo o PDT um partido que oscila entre o Socialismo Democrático e a Centro-Direita.

Pra mim que conheci o Brizola, Glênio Perez e Alceu Colares lá no Rio Grande do Sul, não terei dificuldades em fazer esses comentários...

      Por ser um partido de cunho nacionalista e trabalhista, o PDT abomina todo e qualquer ato de violência eleitoral e política.

     Não devemos jamais esquecer da chamada "legalidade" dos anos 60, período em que essa premissa foi exercitada e defendida pelos trabalhistas liderados por Leonel Brizola.

     Estarei fazendo algum comentário sobre este tema que se afirma, no meu entendimento, por um ato tido como suspeito (começo a acreditar ser uma inverdade) de um atentado político (?), contra o Vice-Prefeito de Camboriu, Milton Antonio PSDB conforme esta reportagem do Jornal Linha Popular (local)



Carro de prefeito em exercício é incendiado

POSTADO POR LINHA POPULAR JULHO - 25 - 2012 - QUARTA-FEIRA

Carro estava estacionado no Monte Alegre (Foto: Divulgação/LP)
Na noite de ontem, o carro de Milton Antonio da Silva, prefeito em exercício de Camboriú, pegou fogo no distrito do Monte Alegre. Ele estava em uma reunião política quando o fato ocorreu. Nesta manhã, Milton prestou depoimento na delegacia do bairro. O delegado Alan Pinheiro de Paula confirmou que o incêndio foi criminoso. Informações completas sobre o caso na edição impressa de sexta-feira, do Linha Popular.



... Teremos sim uma eleição pautada pelo exercício pleno da cidadania e do respeito a nossa cidade.

Eis aqui as razões históricas neste sentido...

Sem exageros de minha parte, estarei comentando este assunto ainda neste sábado ou no domingo á noite.

 Aguardem...