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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

NÃO PODEMOS APOIAR AQUELES QUE ANESTESIAM A NOSSA GERAÇÃO!!!



Eu não iria comentar, mas após re ler a matéria da Liga Bolchevique Internacionalista, sim, eu li duas vezes para ter um melhor entendimento e opinião. Sou radicalmente contra os ataques que estão sendo efetuados diariamente contra o líder do PCB, o professor Mauro Iasi, e não por ter sido militante do PCB nos momentos mais difíceis do partido que deixei em 1998, mas como cidadão que entendo que o indivíduo tem o direito de opinião, de expressão, ainda que se tratando apenas em recitar um poema que para muitos possam gerar desconforto. Bem, de pouca adianta chorar leite derramado. 

De fato o líder do PCB havia apenas recitado um poema e este foi utilizado do jeito que o diabo gosta. Mas porque não chorar o leite derramado como citei anteriormente? É simples: Se antes de todo este evento, aqueles que se dizem de esquerda tivessem prontamente se posicionado contra as roubalheira (e não adianta justificarem os roubos da direita ou de quem quer que seja), o conjunto da esquerda, hoje, estaria melhor na foto. Cada centavo do erário, cada desvio, propina ou roubo é a grana que falta na educação, na saúde, na moradia e em tantas outras áreas e demandas sociais, inclusive quebrando a economia por conta da fuga de capitais, num país como o Brasil, sem comando e sem regras claras, tanto na democracia como própria economia. Até mesmo uma lei antiterror os petistas aprovaram... 

O assalto ocorrido na Petrobrás foi o ponta pé inicial, ainda que o mensalão tenha deixado muitos eleitores descontentes. Mas ocorre que torna-se mais fácil para os linguarudos, traíras e reacionários, sim reacionários da esquerda amarela, ou alguém tem um entendimento diferenciado das atitudes do PT e de seus apoiadores que insistem em defender o indefensável? 

O PT age como se todo o povo fosse ideologicamente formado no espectro da esquerda, para assim ter um entendimento, independente dos roubos e da corrupção, e que nesta visão asquerosa, o certo seria apoiar as forças progressistas, ainda que envolvida em falcatruas. Mas, isto não vinga e não convence a horda dos alienados e nem mesmo o povo mais esclarecido que tanto servem para serem usados contra a direita como também contra a própria esquerda, que de quebra cultua e se alvora em ser o papai ou mamãe de todos os oprimidos. Na verdade com a queda da popularidade do modo petista de governar, fica visível que o povo apóia apenas aqueles que lhes dão frutos econômicos e bem estar , e não meramente discursos e desilusões... 

O PT com sua política de governabilidade afundaram semelhante ao Titanic. A esquerda brasileira precisa aprender, ainda que tenha os melhores pensadores do país, de que um partido político é e sempre terá de ser maior do que o homem. Os homens se vão e os partidos ficam, e sendo assim, caberia defenderem os programas partidários ao invés de defenderem a corja de vagabundos. E assim o fazem, erroneamente, o conjunto da esquerda. 

O preço desta atitude reflete no crescimento do fascismo e da reação em ambos os lados. O que me deixa abismado é assistir professores universitários, estudantes e tralhadores, defenderem o governo petista, mesmo esses sendo representantes de suas categorias, prejudicadas pelo governo, e sabedores da bancarrota em que estão mergulhando cada vez mais, as universidades, as escolas, os empregos, a seguridade social. O governo petista quer o modelo FMI de previdência social, e não adianta culparem a oposição, porque são governo, e seria hilário. 

Enfim, qual é a moral dos professores universitários (que são líderes de greves) e que sempre apoiaram e apoiam o PT? Pretendem convencer o conjunto da sociedade de que não tem culpa no cartório, e, por conseguinte deixariam de ser os responsáveis indiretos pela destruição das federais? 

É este o panorama que existe no Brasil. Funcionários públicos estatuários ou celetistas, sindicalistas e apoiadores petrolão culpando os outros por aquilo que defenderam e ainda defendem... As pessoas passam, mas os partidos permanecem... O relógio do tempo não anda para trás, e nós vamos ficar defendendo aqueles que anestesiam os sonhos de nossa geração? Pense nisso...

sábado, 19 de setembro de 2015

O destempero usual não é do Ministro Gilmar Mendes, mas sim, de toda uma nação...

O Ministro Gilma Mendes do Supremo Tribunal Federal falou tudo aquilo que o povo brasileiro gostaria de falar e ouvir...

               O Crédito do vídeo/reportagem pertence a Rede Globo de Televisão
O destempero usual não é do Ministro Gilmar Mendes, mas sim, de toda uma nação que já está de saco cheio com essa corja de vagabundos. Com discursos progresssistas tipo "pelo social" e divisionistas de "nós e "eles"  a "elite branquela" "pobres e ricos" brancos e pretos" nordestinos e sulistas" etc. a corja petrolão está enriquecendo e afundando o Brasil. O pior de tudo é a transferência do ônus para o povo. O Socialismo é outra coisa e, não tem nada a ver com bandidagem petrolão...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

PARA GULLAR, DILMA PRONUNCIA "DISCURSO DE CRIOULO DOIDO".

Por Celso Lungaretti - Jornalista e Escritor

Gullar: o PT hoje não passa de um partido populista.
O poeta neoconcretista Ferreira Gullar, com a sabedoria dos seus 84 anos, acaba de fazer uma análise quase perfeita da ascensão e queda do PT. Concordo com praticamente tudo e a reproduzo abaixo porque deve ser conhecida e discutida por todos que ainda não desistiram do bom combate.

A única ressalva que faço é a seguinte: ele acerta ao constatar que, "em nenhum dos países onde o comunismo chegou ao poder, o governo foi exercido por trabalhadores", mas daí não se pode inferir automaticamente que uma sociedade igualitária "na prática, tornou-se inviável".

Eu diria que foi o socialismo num só país que se demonstrou inviável, mas continuo acreditando que as coisas serão bem diferentes se uma onda revolucionária varrer o mundo, como acreditavam os marxistas antes do brutal esmagamento da Comuna de Paris, em 1871. 

Mesmo um pouco abalada, a esperança na revolução internacional ainda era forte às vésperas da revolução de 1917, quando a cúpula bolchevique decidiu que, embora a Rússia não estivesse preparada para o socialismo, a tomada de poder se justificava para servir como uma espécie de estopim da revolução européia, à qual se seguiria a mundial.

Sob Stalin, apropriadamente apelidado por Trotsky de "coveiro da revolução", o movimento revolucionário tomou o desastroso atalho de considerar possível e desejável a eclosão de revoluções localizadas. E elas todas, ou foram esmagadas, ou se desvirtuaram.
Stalin, o coveiro da revolução.

Então, sustento ser inexato que a teoria original de Marx e Engels, na prática, tenha se mostrado inviável; apenas deixou de ser testada em escala ampla e com o processo sendo encabeçado pelos países mais industrializados, como ambos prescreveram. Talvez, nas circunstâncias bem diferentes do atual século, ainda o venham a ser. É a esperança que me impregna e que me move. [Mais sobre este assunto aqui.]

Fechado este parêntesis, vamos às lúcidas considerações do Gullar.
"...diferentemente dos demais partidos, o partido revolucionário promete mudar radicalmente a sociedade, alijando do poder os exploradores do povo, isto é, os capitalistas. 
Noutras palavras, o partido de esquerda é essencialmente ideológico, defende a criação de uma nova sociedade, dirigida não pelos patrões e, sim, pelos trabalhadores. Teoria essa que, na prática, mostrou-se inviável, uma vez que, em nenhum dos países onde o comunismo chegou ao poder, o governo foi exercido por trabalhadores.
Esses partidos não existem mais. Os que existem, como o PT, por exemplo, são na verdade partidos populistas, que se apresentam como defensores dos pobres, mas se aliam a setores empresariais, aos quais fazem concessões para se manter no poder.
Porque não podem mostrar-se, diante dos seus eleitores, como realmente são; fazem o jogo dos interesses empresariais, mas discursam como adversários deles.
E, assim, ganham os dois: os capitalistas, que nada têm a temer –consequentemente ganham mais–, e os populistas, que manipulam o descontentamento dos pobres com programas assistencialistas.
Esse foi o discurso do PT, que o manteve desde sempre, enquanto foi possível. Agora, no caso de Dilma Rousseff, a situação encrencou, porque a política governamental adotada, após anos e anos, terminou por levar a economia do país a esta situação crítica, o que a obrigou a chamar alguém para evitar que o barco afunde.
Mas como dizer essa verdade ao país se, até outro dia, durante a campanha eleitoral, afirmava o contrário? E, sobretudo, como dizê-la ao eleitorado petista que, por sua vez, não quer ouvir a verdade? Não pode, claro. Daí o estranho discurso que Dilma [na primeira reunião mantida com os inacreditáveis 39 auxiliares, os quais só não devem ser 40 por receio de comparações com um certo conto das Mil e uma noites...] fez a seus ministros e a seus eleitores.
É que ela vai fazer, neste novo mandato, tudo o que disse que não faria. E acusava Aécio Neves de desejar fazer...
Por isso mesmo, como não pode dizer que não o fará, tampouco que o fará, pronunciou um discurso de crioulo doido (*) quando garantiu que a mudança radical que sofrerá a sua política econômica é apenas a continuação natural daquela que fracassou. Por que, então, demitiu Guido Mantega, o responsável por ela?" 
* referência à hilária paródia Samba do crioulo doido, composta por Sérgio Porto em 1968.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Governo Dilma/Temer anuncia novo processo de privatização com abertura de capital da Caixa Econômica Federal



Minha opinião: Não tem tem jeito mesmo. Já comentei e assim tenho agido inúmeras vezes pelas redes sociais de que o PT tem de ser derrotado, e não importa em que barricada você esteja, inclusive, por ter esta opinião, fui excluído de várias comunidades ou grupos de propriedade de pequenos burgueses, sem qualquer história, como o Vermelho a Esquerda,  da CSP Conlutas Educação (nacional), do PCB, (partido este que militei desde os anos 70 e fui candidato a Vereador em 1992 e como delegado no congresso do racha disputei o Comitê Central), da comunidade do  PSTU Nacional, Socialismo, PCO, Contra a Ignorância Política no Facebook e mais uma dezena de comunidades. Enfim, criam grupos e comunidades para debates e discussão do sexo dos anjos e, contrariados, expulsam aqueles que divergem de suas estratégias canalhas e malfadas... Mas eu não me incomodo, o mundo real é diferente, e eu sou um militante guerreiro da velha  guarda. Vão passar a vida inteira punhetando (sic) o PT para gozo da burguesia chacal e corrupta... O Partido dos Trabalhadores, na verdade desde o seu surgimento e formatação via  CIOLS  e IADESIL, ficou evidente de que nesta árvore ideológica não nascerá o fruto sadio do socialismo e da revolução. Não há teses científicas e acadêmicas que garantam ser o PT o vetor revolucionário que as massas populares esperam e, ou possam confiar. Com as teses mais "furadas", chulas e enganadoras, ex militantes e ex quadros políticos profissionais paridos e desertados (hoje em outros partidos ou movimentos) desta matiz ideológica, encardida e impostora chamada de PT, milhões de brasileiros, militantes ou simplesmente eleitores são convencidos com, ou por essas argumentações e falácias de que o PT é de esquerda e sua derrota significaria a ascensão da direita ao poder. Ah camaradas, iremos passar esta e outras gerações apoiando "chamadas" e "discursos" de falsários, adiando para a eternidade o sonho de um Brasil socialista. Derrotar o PT, pode até ser dolorido para alguns saudosistas e sonhadores, mas é extremamente vital e estrategicamente correto para a demarcação de limites ideológicos e politicamente hegemônico entre as forças marxistas revolucionárias e a burguesia petista junto as massas populares. Contra a burguesia histórica, somos criativos, vorazes e preparados para o combate, tanto ideológico quanto em ações diretas. Ah, não devemos nos preocupar com "chefes" e líderes teóricos paraquedistas, porque  as verdadeiras lideranças surgem em meio as lutas... Não foi a toa o desarmamento popular tão ferrenhamente defendido pelos amarelos petistas... Não, não nos iludamos com o PT. A tarefa histórica é derrotá-lo, colocando-o no seu devido trono ideológico que é o mesmo trono da burguesia. Sem engodos. Não, não podemos ficar patinando na história e fazendo o papel burro de marionetes de teóricos e pensadores acadêmicos, incrustados no Bon Vivant dos seus salários em universidades, sindicatos, ONGs e estatais, brincando de revolução e teses laboratoriais enquanto o povo leva no cu!



A presidente Dilma anunciou que seu governo realizará a abertura de capital da Caixa Econômica Federal (CEF) em torno de 20% a 25%, para gerar um aporte financeiro ao Tesouro Nacional na ordem de R$ 15 a R$ 20 bilhões. Embora sem data definida para o início do processo de abertura do capital da Caixa, o simples anúncio desse projeto já abriu um debate no movimento de massas acerca do caráter privatizante da medida e do próprio governo Dilma. Ela prometeu demagogicamente, durante a campanha eleitoral, fortalecer os bancos públicos, atribuindo qualquer iniciativa de privatização do setor ao seu oponente, o PSDB. No entanto, os ataques aos trabalhadores continuam pelas mãos do governo do PT. Passadas as eleições e a demagogia eleitoral da burocracia sindical chapa branca da CUT-CTB que, em nome do perigo do retorno da direita, chantageou os trabalhadores pressionando-os a votar no PT, deparamo-nos com amargas medidas de ajustes fiscais (inflação crescente, demissões, ataque aos direitos e conquistas sociais contidas nas pensões e nas aposentadorias, a exemplo da minirreforma da previdência que mexeu no acesso ao seguro-desemprego e outros benefícios do INSS), colocando sobre nossos ombros o peso da crise capitalista. Agora, vão atacar ainda mais as estatais, iniciando o processo de privatização da CEF, a exemplo do que fizeram com o Banco do Brasil e a Petrobras, reduzindo o controle acionário do Estado em benefício das empresas privadas.



A CAIXA NÃO É DO POVO ENQUANTO ESTIVER SOB O CONTROLE DELES!



A história dos 154 anos do funcionalismo da CEF é produto de muita luta e greves históricas em defesa de direitos e conquistas sociais, em oposição aos diversos governos burgueses corruptos, a serviço do capital financeiro. Não se confunde com a podridão institucional daqueles que se beneficiam e promovem desmandos administrativos, escândalos de corrupção, perseguições políticas, assédio moral, arrocho salarial e pacotes privatizantes. Historicamente, apesar do papel social amplamente divulgado pelos governos de plantão, primordialmente os bancos públicos têm beneficiado o parasitismo financeiro dos grandes grupos econômicos através dos subsídios, financiamentos, operações fraudulentas, em tenebrosas transações.


O todo poderoso mercado já impôs um conceito privatizante nas relações de trabalho no interior das estatais. Na CEF, por exemplo, piorou as condições de trabalho dos seus 100 mil funcionários e segregou várias atividades: vendeu a Datamec, em 1999, sua empresa de informática; serviços lotéricos foram repassados para uma empresa privada (Gtech), durante o governo FHC; realizou a segregação de clientes de baixa renda cujo atendimento foi direcionado para os correspondentes bancários e aumentou a terceirização de pessoal durante as gestões petistas. No entanto, a despeito de tudo isso, a CEF é o terceiro maior banco do país com R$ 1 trilhão de ativos, só perdendo para o Banco do Brasil (R$ 1,3 trilhões) e o Itaú (R$ 1,1 trilhão).



Abertura de capital gradual e privatização de uma empresa estatal são medidas neoliberais que atendem aos interesses do mercado; são apenas diferentes na forma e no ritmo do processo. O ingresso de setores privados associados a uma estatal como a CEF significa a adoção de uma orientação estratégica de mercado, cuja gestão de pessoal, planejamento, negócios e resultados visam uma maior lucratividade dos acionistas, comprometendo o tipo de serviço/produto de caráter social e público prestado à população: PIS, FGTS, financiamento da casa própria, poupança, penhor, programas sociais como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida etc. Enfim, as demandas sociais ocupariam um lugar secundário, diante da transformação da CEF enquanto agente público. Também, o enxugamento, a reestruturação e o saneamento administrativo, que geralmente precedem esse tipo de privatização, indicam uma política de precarização de serviços, perdas de conquistas e direitos dos empregados da instituição.



No capitalismo, o caráter das finanças do Estado burguês nunca foi ou será público e o papel social de suas estatais serve ao mercado. O Estado burguês e sua gerência política, governo Dilma, acumula recursos financeiros para induzir e potencializar a economia de mercado, inclusive pela via das estatais, utilizando-se dos instrumentos de política monetária, por meio da flexibilização das taxas de juros e da contenção, ou não, do acesso ao crédito, gerando facilidades para as grandes empresas. Como um verdadeiro comitê gestor dos negócios capitalistas, os recursosdo Estado, longe de serem públicos, pertencem de fato aos grandes conglomerados empresariais, controlados pela elite capitalista.



DENUNCIAR O CARÁTER NEOLIBERAL DO GOVERNO DILMA E A COVARDIA DA BUROCRACIA SINDICAL CHAPA BRANCA DA CUT-CTB.



Em resposta a mais esse ataque do governo da Frente Popular contra os trabalhadores, a burocracia sindical governista da CUT-CTB continua a manter o movimento operário e popular completamente paralisado pelo pacto social responsável por blindar o governo Dilma e garantir a estabilidade do regime. Limita-se a meras declarações de cunho retórico e promovem atos midiáticos em defesa da CEF como os realizados, no último dia 12/01, quando do 154º aniversário da empresa. Não há manobra que esconda o caráter venal dessas direções que são incapazes de defender nossas conquistas de forma consequente. Por isso, é conivente com os ataques do governo Dilma de privatização dos bancos públicos.



Diante do real “papel social dos bancos públicos, que é beneficiar e financiar o grande capital, a trincheira de luta dos trabalhadores é oposta à do governo neoliberal de Dilma e de seus ministros sindicais de plantão. É preciso defender a reivindicação histórica dos trabalhadores que a burocracia tratou de convenientemente abandonar: a defesa dos bancos públicos a partir da estatização sob o controle dos trabalhadores.



É necessário, portanto, romper a camisa de força, imposta pela burocracia governista às mobilizações dos trabalhadores. Somente organizados a partir de uma política de independência de classes é que os trabalhadores poderão construir um polo de resistência aos ataques do governo e à paralisia das direções sindicais, capaz de unificar as lutas para derrotar essa ofensiva neoliberal capitaneada pelo PT. Nesse sentido, propomos a realização de um encontro nacional de base dos empregados da CEF para organizar um plano de lutas contra o ataque em curso.


TENDÊNCIA REVOLUCIONÁRIA SINDICAL (TRS)
AUGUSTO CÉSAR – FUNCIONÁRIO DA CEF
HYRLANDA MOREIRA – FUNCIONÁRIA DO BRADESCO
MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA (MOB)

domingo, 21 de dezembro de 2014

ASSISTIR SALVADOR ALLENDE


Em 11 de setembro de 1973, um golpe militar de Estado  abate a revolução do Chile eliminando o presidente eleito Salvador Allende. O diretor Patricio Guzmán ressuscita o presidente deposto, figura carismática levada ao suicídio e cuja ditadura tratou de apagar a memória. 

Como é recordado nos primeiros momentos do filme, já não ”resta nada, ou quase nada, de Salvador Allende”. Somente um pedaço de óculos quebrado e alguns papéis encontrados sobre seu corpo sem vida. Em uma homenagem emocionante, Guzmán rende a esta personalidade farol do século 20 uma homenagem ao mesmo tempo íntima e distante, propondo uma reflexão sincera sobre certo ideal político.

terça-feira, 11 de março de 2014

Uma importante lição da vitória dos garis do Rio de janeiro: Superar suas direções pelegas e impor aos patrões as reivindicações do povo explorado!


Por Liga Bolchevique Internacionalista


No último sábado, 8, depois de oito dias de greve os garis da cidade do Rio de Janeiro, em meio a uma dura batalha contra a direção da Comlurb, os pelegos do sindicato, o prefeito Paes, a repressão policial, a Justiça burguesa e os ataques da Rede Globo, obtiveram uma importante vitória em suas reivindicações como há muitos anos nenhuma outra categoria de trabalhadores havia conseguido no país até então. A quase totalidade dos sindicatos “chapa branca” postula “aumentos” abaixo da inflação ou próximos a zero para não se indispor com a burguesia nacional. Na contracorrente da conjuntura nacional, de recrudescimento do regime político e de cruzada reacionária rumo à fascistização às vésperas da realização da Copa do Mundo, os garis conseguiram que Eduardo Paes recuasse em sua intransigência e aceitasse as reivindicações dos trabalhadores, um aumento de 37%, vale-refeição de R$ 20, 40% de insalubridade e vários outros benefícios cortados desde a gestão do carrasco César Maia. Mas como isto foi possível? Por esta categoria ser uma das mais exploradas do setor público, com salários miseráveis concentrou ao longo de muitos anos um profundo descontentamento não só contra a prefeitura como também aos pelegos do sindicato que vivem a soldo das gestões municipais há décadas. Como resultado desta “puteza” os trabalhadores atropelaram a burocracia sindical vendida elegendo um comando de greve em assembleia, o qual passou a estabelecer os rumos das mobilizações e negociações, ou seja, quebrou o gesso que impedia o avanço da luta em defesa das mais elementares necessidades dos trabalhadores, partindo para a ação direta (passeatas, protestos, assembleias de base) sem qualquer interferência “oficial” nas decisões dos explorados.



A greve detonada em pleno sábado de carnaval foi uma demonstração de como os trabalhadores devem enfrentar governantes de plantão e os capitalistas. Com os orçamentos da prefeitura todos destinados às obras da Copa do Mundo, os garis encontravam-se praticamente à míngua, com um salário de fome de R$ 802. Vinicius Roriz (presidente da Comlurb) e Eduardo Paes na verdade atuam como funcionários das grandes empreiteiras e dos “grandes projetos” capitalistas voltados para os megaeventos e nada fazem em benefício dos servidores públicos do Rio de Janeiro ou da própria população pobre. Paes chegou a afirmar que não havia greve e cinicamente procurou desqualificar os dirigentes: “A gente não tem uma greve na cidade, tem um motim que coage e intimida os garis que querem trabalhar. Imaginar que você tenha que colocar um carro da polícia para deixar o gari trabalhar. Isso mostra que isso não é coisa de gari. É um grupo de marginais coagindo quem quer trabalhar, num processo de guerrilha” (Estadão, 8/3), acusando o movimento de ser motivado por “um grupo de marginais”. Ou que “apenas 300 aderiram à greve”, como difundiu em escandalosa mentira a mídia “murdochiana”, pois o lixo acumulado por toda a cidade logo desmascarava esta tentativa baixa de desmoralizar criminalmente o movimento com o apoio da “famiglia” Marinho. Para intimidar os grevistas Paes colocou nas ruas caminhões de coleta de lixo e poucos fura-greve escoltados pela polícia e seguranças privados. Obviamente a provocação não deu certo...


De nada adiantaram as manobras dos pelegos, as intimidações do prefeito de demitir 300 grevistas, nem a decretação da “ilegalidade” da greve pela justiça burguesa. Os trabalhadores mantiveram-se firmes em suas reivindicações, exemplo que deve ser seguido por todas as categorias que se enfrentarem com o regime político fascistizante sob a batuta de Dilma e dos governos estaduais. Somente quando os patrões sentirem que seus lucros ou interesses imediatos estão sendo duramente afetados diante da disposição de luta dos trabalhadores é que é possível conquistarmos uma vitória expressiva em nossas mobilizações, mesmo que soframos todo tipo de criminalização e a perseguição do aparato repressivo do Estado capitalista.

A única via para que os lutadores saiam vitoriosos neste momento que a classe operária vem sofrendo uma cruzada reacionária a toda prova, tal como o farsesco julgamento do “mensalão”, a criminalização dos movimentos sociais, a lei “antiterror” que ameaça o próprio direito de manifestação e organização política da esquerda e do movimento de massas, é a adoção de um programa genuinamente revolucionário com o objetivo de denunciar que para a democracia dos ricos tudo gira em torno de qual fração burguesa irá se apoderar daquilo que o Estado capitalista lhe oferece, onde a corrupção é a mola mestra deste regime decadente. O rompimento da camisa de força da frente popular é um pré-requisito fundamental como demonstraram na prática os companheiros garis da cidade do Rio de Janeiro. Para tanto, é necessária a unidade operária, camponesa, estudantil que tenha como eixo político a ação direta no campo e na cidade, se valendo dos métodos de luta próprios dos trabalhadores para construir uma alternativa de poder dos explorados que tenha a revolução proletária e socialismo como estratégia de classe.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

TODO APOIO AOS BLACK BLOC, AO MPL, AOS VANDALOS E BADERNEIROS, E AOS CÃES BEAGLE!

Exemplo de Black Bloc no Brasil e no mundo
Por Carlos Alberto 
Jornalista MTb. 4028/SC




As questões sociais no Brasil só se resolverão através da ação direta! 

É assim na luta pela moradia digna, na luta pela reforma agrária, na demarcação imediata de todas áreas indígenas históricas do Brasil, no aumento do piso salarial das categorias da educação e da saúde entre outras, na melhoria da mobilidade urbana, além da luta em defesa dos cães Beagle e no apoio incondicional ao MPL (Movimento Passe Livre) que luta por tarifa zero. 

Até porque, o serviço de transportes coletivo é um serviço publico e, sendo assim, é uma atribuição das empresas "permissionárias" prestarem um serviço de qualidade em todos os sentidos, incluindo a tarifa zero ou, simplesmente largarem o "osso" pra quem de direito.

Afinal, quem paga o funcionamento dessa “merda" chamada "transporte público" que enriquece os exploradores, somos nós os usuários...

É sabido de todos nós de que as instâncias dos poderes da superestrutura do estado burguês brasileiro estão apodrecidas e contaminadas com os vírus da inoperância, da corrupção, do fisiologismo, da libertinagem com o dinheiro público, da xenofobia contra as etnias indígenas e, da covardia social e policial contra as comunidades das periferias!

É o estado burguês brasileiro em processo acentuado de fascistização!

Elegemos um governo que teria tudo para ser popular e democrático, mas o que vemos é um governo “neoliberal” e fascistóide, atendendo unicamente as demandas econômicas das classes sociais abastadas, do setor financeiro, das empresas transnacionais, e do imperialismo internacional (enquanto estado submisso), tendo como exemplo último, a venda de parte “fabulosa” do pré sal.

Por isso todo o apoio aos Black Bloc, aos anarquistas, aos vândalos, aos baderneiros, aos injuriados e indignados, na defesa incondicional dos “cães Beagles” e ao MPL!

Pela demarcação imediata de todas a áreas indígenas no Brasil!

Por um governo socialista e revolucionário!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Quem é você?



Um cara me perguntou  através de um e-mail privado, logo após ter acessado e lido vários textos em um de meus Blogues e, prefiro manter a autoria no anonimato:

Mas afinal, quem é você mesmo?

Ora, retruquei respondendo assim que li o referido email:

Sou um dos mais de seis bilhões dos filhos de D´us que estão entre os mais de 20 bilhões de seres humanos que já passaram pelo planeta terra. 

Sou na verdade um dos filhos do nada que nasceram aqui na terra. Abandonado por pai e mãe e entregue a sorte da sobrevivência, vivi entre algumas famílias, tendo sido adotado e abandonado em internatos...

Menino de rua por um período eu considero-me vencedor, independente de fatores financeiros ou sociais. Militar aos 16 anos, eu desertei por questões políticas cerca de quatro anos após ter incorporado, ainda nos anos 70.

Marxista leninista com formação ao trotskismo ao longo de minha juventude, eu fui artesão/hippie, um seguidor ocasional de Bakunin, corretor de imóveis por impulso e necessidade, e funcionário público por acaso, além de ter sido líder comunitário e, um militante político polêmico e decidido durante muitos anos nos movimentos sociais de massa...

Sou um judeu convertido há uns seis anos, mesmo sabendo do anti-semitismo existente contra o meu povo (porque não?) pertencente ao judaísmo reformista.


Injustiçado ao longo da vida, confundido como marginal por muitas vezes, sou ficha limpa em todos os sentidos jurídicos e moral no mais amplo entendimento da palavra e, eu soube lutar como um bravo desde cedo.

Não tolero mentiras, enganações, falcatruas e promessas não cumpridas.

Conheci e acompanhei o crescimento de várias lideranças atuais da política nacional, tendo militado conjuntamente com estes, por longos períodos, desde quando não eram quase nada...

Sou um animal político combativo que ao longo das lutas percebi o quanto as massas são manipuladas pelos fatores econômicos, pelo fisiologismo barato, por interesses mesquinhos, e até religiosos de fachada, pela desesperança frente às dificuldades que passam, pela fome e misérias que vivem, pelo analfabetismo político no amplo sentido ideológico, pelas teologias mentirosas a serviço da eternização de seus dogmas perversos e criminosos, autênticos caçadores de hereges, e defensores disfarçados do capitalismo, do nacional desenvolvimentismo, que combate o internacionalismo e as etnias indígenas, ao induzirem-nas ao modo cristão da civilização branca, ao lhe roubarem o seu modo de vida primitivo, seu habitat virgem e inexplorado, ao se apropriarem das descobertas da biodiversidade, dos segredos da fauna e da flora, da natureza e dos rios, do sub-solo e, ao exercerem sem nenhuma contestação governamental, a monstruosa e lesa-pátria, biopirataria a serviço das potencias internacionais...

Somos presas fáceis diante dos gigantes letrados e ideologicamente formados, “representantes maiores da ideologia dominante”, que diante da formação medíocre (pela visão que nos têm), somos engolidos pelos supostos humanistas e pseudos socialistas, (na verdade, defensores ocultos da ideologia dos ricos) que, com suas bandeiras vermelhas (símbolo de sangue e luta), infiltradas nos movimentos sociais de fato, manipulam-nos ao seu bel prazer para nos conduzir aos seus banquetes eternos... 

Mas eu cansei, e não me acovardei, estou lutando e denunciando as injustiças sofridas, incluindo aí os atentados e as manipulações que sofri, e creio, por terem subestimado minha origem, meu caráter, minha honra e minha classe social...

Por desconhecimento de causa propriamente dito, por terem feito uma incursão despreparada nos movimentos sociais, por interesses escusos previamente definidos e, assim, cometeram crimes históricos por suas origens ideológicas...


Quem sou eu? Ora, eu sou o Carlão e meu nome de origem é Carlos Alfredo, assim queriam os meus progenitores, e assim quis esta sociedade corrupta e injusta ao trocarem o meu nome com 14 anos de idade para me chamarem de Carlos Alberto...



domingo, 11 de novembro de 2012

Pobres são consequência dos ricos. Você sabe. Mas não comenta...









Por Leonardo Sakamoto*
O que é roubo? Tirar algo de alguém sem o seu consentimento?
Se assim for, há práticas que hoje são consideradas legais que estão dentro dessa definição.
Podemos não colocar uma arma na cara de uma pessoa e levar a sua carteira para estar roubando. Afinal, existem formas mais delicadas para arrancar dinheiro da sociedade sem que ela possa reagir a isso.

Ouvi uma miríade de prefeitos eleitos dizer que vai reduzir o fosso entre os pobres e ricos criando “cidades para todos” – da mesma forma que governadores e a presidente disseram a mesma coisa quando foram (re)eleitos em 2010. Mas quando analisamos os programas de governo, não encontramos nenhuma mudança estrutural. Só perfumaria.

A desigualdade social pode até diminuir dependendo do ponto de vista. Mas o fosso continua lá, intransponível para a maioria.

Com a justificativa de que “estamos levando desenvolvimento ao país”, nós, os mais ricos, ganhamos rios de dinheiro. A elite deve muito mais ao governo Lula e Dilma do que os mais pobres, apesar da gratidão do segundo grupo ser maior.

Subsídios, isenções fiscais, financiamentos e demais benefícios a que o setor empresarial e os mais ricos têm acesso mantém a ordem das coisas. Ao povão, se não tiverem brioches, que comam pão com ovo (nada contra o pão com ovo, que gosto demais, mas pelo menos seria bom dinheiro para o bacon, né?).

 O fato é que sonegar milhões dá foto em coluna social. Já Maria Aparecida foi mandada para a cadeia por ter furtado um xampu e um condicionador. Perdeu um olho enquanto estava presa. Sueli também foi condenada pelo roubo de dois pacotes de bolacha e um queijo minas. 

São dois, mas poderia ter dado muitos outros exemplos de um país que julga com celeridade casos de reintegração de posse contra sem-terra e sem-teto e que proíbe rapidamente manifestações populares, mas é moroso nos casos de desapropriação de terras griladas que deveriam retornar ao poder público. Implacável com pequenos, preguiçosos com os grandes.

Considerando que a renda de capital é estratosfericamente maior que a renda do trabalho e os recursos usados para o pagamento de juros são bem maiores que os usados em programas sociais (em todos os governos, de FHC a Dilma), fico extremamente incomodado quando ouço pessoas reclamando que “dar dinheiro aos pobres os torna vagabundos”.

 E o dinheiro que vai às classes mais abastadas, que investem em fundos baseados na dívida pública federal? Já perguntei aqui se “dar dinheiro aos ricos os torna vagabundos?” e quase fui esfolado.

Porque usar essa frase para os pobres é ser um “analista sensato da realidade” e usar a frase aos ricos é ser um “sacripanta de um comunista safado”. E eu nem sou comunista. Sou palmeirente de segunda divisão.

Cansei (se tem gente que pode usar esse termo ridículo, também posso) de ter que financiar com meus impostos o crescimento de empresas, enquanto elas alcançam ganhos enormes que permanecem na mão de poucos investidores. 

Lucros são privatizados. Prejuízos, socializados. Montadoras de automóveis que o digam… E ainda por cima tenho que ouvir de empresários que o governo deveria abrir mais o cofre para investir em infraestrutura e não exigir contrapartidas trabalhistas, sociais e ambientais. Enquanto isso, demitem.

Fico pensando qual a chance de ser realmente rico no Brasil sem ter se beneficiado direta ou indiretamente, consciente ou inconscientemente, do trabalho de terceiros ou dos cofres públicos e, portanto, do conjunto dos trabalhadores (que é quem gera valor de verdade).

Como eu disse, isso é mais elegante que apontar uma pistola, mas tem consequências mais nefastas. Quantos sofrem a fome, doenças e violência decorrentes da existência desse sistema?

Está na moda dizer que basta de dividir o Brasil entre ricos e pobres, como se isso fosse feito preleção de time de escola – “você, gordinho e perna-de-pau, fica no time C e, nós, ficamos no time A” (#infanciafeelings). Um discurso que tende a ser vazio por continuarmos querendo domar os mais pobres, garantindo uma frágil pax brasiliana e não universalizando o acesso à dignidade que uns poucos desfrutam. Pois sabemos que, no atual modelo de desenvolvimento, é impossível ir além de passar manteiga nas migalhas antes de entregá-las à xepa.

Defendemos que haja espaço no Brasil para ricos e pobres e não atuamos nas causas que levam à existência de ricos e pobres. Até porque, em grande parte das vezes, o que se vê são os pobres como consequência lógica dos ricos.

Tudo isso não é novidade há dois séculos. Mas como não dormi direito, hoje estou sem paciência para ouvir certas coisas.

Enfim, gostamos da sensação de mudança. Desde que, para o nosso estilo de vida, tudo permaneça como está.

(*) Leonardo Sakamoto é jornalista e doutor em Ciência Política. Cobriu conflitos armados e o desrespeito aos direitos humanos em Timor Leste, Angola e no Paquistão. Professor de Jornalismo na PUC-SP, é coordenador da ONG Repórter Brasil e seu representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.