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sexta-feira, 1 de maio de 2015

1º DE MAIO: HONRAR O LEGADO SOVIÉTICO PARA ENFRENTAR A ATUAL OFENSIVA DO IMPERIALISMO CONTRA OS POVOS!



O Século XXI está marcado por uma brutal ofensiva contra os povos. Vivemos de forma concentrada os efeitos nefastos – sociais, políticos e ideológicos – da restauração capitalista da URSS e do Leste Europeu. As correntes políticas de “esquerda” que “festejaram” a mais de 25 anos a queda do Muro de Berlim como uma vitória dos trabalhadores hoje são forçadas a reconhecer que as tendências fascistizantes e reacionárias avançaram no planeta. Mais recentemente, da chamada “Primavera Árabe” pariu-se a ditadura militar no Egito, da “revolução na Líbia” impôs o controle da OTAN sobre o país dividido e empobrecido, na Ucrânia ascenderam as hordas fascistas...para não falar da recolonização das antigas repúblicas soviéticas pelo imperialismo ianque e europeu. Esta dura realidade reforça a necessidade de se horar o legado soviético para enfrentar a atual ofensiva do imperialismo contra os povos. Trata-se não só de militar em defesa da construção de um partido revolucionário comunista, necessariamente leninista, mas de demonstrar cientificamente que os ensinamentos de Marx, Engels, Lenin e Trotsky estão mais atuais do que nunca, que uma economia planificada e regida pelos interesses da maioria do povo, os trabalhadores, representa a possibilidade concreta de extirpar a pobreza e a miséria da humanidade, abrindo caminho para a satisfação de nossas necessidades materiais e espirituais. Nesse longo caminho ao comunismo, a defesa da Ditadura do Proletariado, a ação organizada do Estado proletário contra a burguesia e o imperialismo mundial é parte do patrimônio nos legado por nossos mestres. Este é o grande desafio para os trabalhadores e os Marxistas-Leninistas na contemporaneidade, tendo em vista que vivemos um tempo sombrio de imbecilização e alienação que o capitalismo arrasta amplos setores da humanidade. Mais do que nunca, apontar como saída da Revolução Proletária neste 1 º de Maio – dia internacional de luta dos trabalhadores -  é a senda correta e justa para avançar na destruição do monstro imperialista que teima em levar o planeta para a barbárie.

Como uma corrente leninista militante, optamos por ligar as lições de Outubro aos desafios do proletariado e sua vanguarda hoje, no Brasil e no mundo, até porque para as novas gerações o Estado operário soviético, liquidado em 1991, já não existe mais, sendo esse combate político e teórico a própria defesa concreta da revolução hoje. Nesse sentido, a principal tarefa dos marxistas revolucionários reside justamente em reafirmar em pleno século XXI, contra todos os modismos adotados pela “esquerda” em geral e o revisionismo em particular, a vigência da construção do partido leninista como núcleo de vanguarda comunista organizado para tomar o poder da burguesia, condição essencial que levou a vitória do proletariado naqueles dias de 1917 e que se faz ainda mais necessária diante de uma conjuntura mundial absolutamente desfavorável para os trabalhadores em todo planeta. Fazemos este alerta porque a melhor homenagem que podemos render a esse triunfo histórico do proletariado mundial, quase um século depois de ocorrido e quando a URSS já não existe mais, é fazer um balanço das lições programáticas que levaram ao fim do Estado Operário soviético pelas mãos dos bandos restauracionistas apoiados pelo imperialismo. Desde já, aproveitamos a “oportunidade” para dizer que as mesmas forças políticas e sociais que festejaram a queda da pátria de Lenin, seja no campo burguês ou no terreno do revisionismo trotskista, são as que em nome da “defesa de democracia” saudaram a charlatanesca “Revolução Árabe” no norte da África e no Oriente Médio levada a cabo pela OTAN e seus mercenários “rebeldes”, não por acaso financiados pelas mesmas potências capitalistas que apoiaram o mafioso Yelstin em 1991 como alternativa “democrática” à “ditadura stalinista”.

Todo o malabarismo para justificar seu apoio à destruição da URSS em nome das “liberdades democráticas”, só fazem revelar sua vergonhosa capitulação política ao imperialismo, da mesma forma como fizeram quando defenderam com unhas e dentes a fantasiosa “Revolução Árabe”, dando coro à propaganda ideológica das grandes potências capitalistas e seus órgãos de inteligência. Fizeram isto de forma criminosa contra a Líbia, um país semicolonial não alinhado, ao chamarem um movimento reacionário, armado e financiado pelo imperialismo, de “revolução democrática” levado a cabo pelos “rebeldes”. Na verdade, as correntes de esquerda apoiaram descaradamente a intervenção imperialista na Líbia e hoje fazem o mesmo na Síria e no Irã. Negam assim categoricamente as lições mais elementares da Revolução de Outubro, porque há muito abandonaram o leninismo e a estratégia da luta revolucionária pela conquista do poder pelo proletariado e se deixaram corromper pela mídia pró-império e pelos encantos da democracia burguesa. Para essa escória, já não é mais necessário, como faziam os mencheviques e outras correntes oportunistas do século XX, apresentar a revolução democrática como uma etapa para chegar ao socialismo, pois, na atual etapa de reação política e ideológica, já fizeram da democracia dos ricos e instituições corruptas do Estado burguês o seu próprio objetivo.

Como dizia Trotsky, “A emancipação dos operários não pode ser senão obra dos próprios operários. Não há, pois, crime pior do que enganar as massas, do que fazer passar as derrotas por vitórias” (A moral deles e a nossa, 1938). Para encobrir sua impotência diante dos acontecimentos, tentam vender as derrotas como vitórias. Apresentaram a restauração capitalista na URSS e Leste europeu como revoluções e o crash de 2008 apontaram como sendo o próprio fim do capitalismo. Não tendo um partido revolucionário para sequer se defender, são os trabalhadores que pagam a crise da grande burguesia que usa as perdas de suas empresas para justificar uma apropriação inaudita de recursos estatais. Em que pese serem o epicentro da última crise, os EUA sequer perderão seu posto hegemônico na economia mundial, enquanto seu domínio estiver lastreado por seu poderio militar dominante, enquanto o proletariado estadunidense seguir intoxicado por sua própria burguesia através do partido democrata auxiliado por reformistas e não poucos pseudotrotskistas que defendem o direito a existência do enclave sionista e se opõem à vitória militar dos povos oprimidos sobre os EUA. Para Trotsky como para Lenin não há situação sem saída para o capitalismo, cujo único coveiro é a tomada do poder pelos trabalhadores organizados em um partido comunista.

Para os autênticos revolucionários marxistas, que não se curvaram diante da ofensiva ideológica do imperialismo, cabe a tarefa de resgatar as tradições revolucionárias dos bolcheviques e as lições da grande Revolução de Outubro como ferramentas elementares na construção do partido revolucionário para libertar o proletariado da influência dos agentes da burguesia e do imperialismo, colocando o movimento operário novamente sob a bandeira da revolução proletária mundial e do socialismo, esta incumbência destinada à reconstrução da IV Internacional. Para tanto é necessário que a vanguarda da classe operária abstraia com toda perspicácia as lições das derrotas que o proletariado tem sofrido nas últimas décadas por causa precisamente da ausência de uma direção verdadeiramente revolucionária. A necessidade de derrotar o imperialismo faz da Revolução Bolchevique, mais do que nunca, uma referência para a luta dos trabalhadores de todos os países. Portanto, a tarefa que se coloca para os revolucionários de hoje e principalmente nete 1º de Maio, é resgatar o legado político e teórico soviético, para potenciar a vitória da revolução mundial imprimindo uma derrota definitiva ao imperialismo para abrir o caminho ao futuro socialista da humanidade.