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sexta-feira, 25 de março de 2016

"DEPOIS DE MIM, O DILÚVIO!" É UMA POSTURA IRRESPONSÁVEL E PERIGOSA


Dando um pitaco no texto do Jornalista Celso Lungaretti

O gramscismo tanto defendido pela Teologia da Libertação, por Paulo Freire e por conseguinte o próprio PT, tem como pano de fundo a chamada revolução passiva... Mas peraí (sic), passiva? Onde? Somente nesses mesmos 13 anos de governo petista o Brasil vivencia convenientemente com a cifra genocida de mais de 600 mil assassinatos de jovens e adultos, muitos desses por motivos torpes e outros por consequência do próprio modelo de desenvolvimento social e econômico enganador que abomina a revolução direta contra as "forças armadas" (o exercito da burguesia) mas que produz praticamente o triplo de mortes produzidas nos 5 anos de guerra na Síria. Recentemente (nesta semana) o líder Sérvio foi condenado há 40 anos de prisão pelo genocídio de alguns milhares (se comparado com o governo petista) e aqui os governantes ainda lutam demagogicamente pela permanência no poder a qualquer custo, inclusive sugerindo e incentivando seus seguidores ao enfrentamento de rua, além de agredirem publicamente o pavilhão nacional (nossa querida bandeira), numa afronta covarde por estarem governo... Enfim, diferentemente do jornalista Celso Lungaretti (autor do texto abaixo), eu gostaria (sinceramente) de ver o bicho pegar para liquidar de vez essa fatura insana produzida pelos petistas que, até então estão se mostrando impatrióticos e até fascistas...

Por Celso Lungaretti

O destino fez uma piada cruel com o Partido dos Trabalhadores: 13, seu número nas eleições, será também a quantidade de anos que vai durar sua permanência na Presidência da República, pelo menos desta vez. Haverá outra(s)? É uma incógnita. 

Mas, para ter algum futuro, seus dirigentes precisam começar a agir com serenidade e discernimento. Dou de graça algumas dicas:

1. O governo de Dilma Rousseff chega melancolicamente ao fim e nada justifica, neste momento, o incentivo à violência. Chega de desafiar os outros Poderes com bravatas histéricas, como se a aposta no caos pudesse ser tábua de salvação! Chega de lançar acusações panfletárias a torto e a direito, como se a queda se devesse a ilegalidades jurídicas e conspirações midiáticas! O que fez a grande maioria dos brasileiros se voltar contra o PT foi uma gestão econômica desastrosa, que redundou na nossa pior recessão de todos os tempos; e foram os maiores escândalos de corrupção de que o povo até hoje  tomou amplo conhecimento. O resto não passou de previsível detalhe (dos inimigos só podemos esperar o aproveitamento das oportunidades que lhes oferecermos de mão beijada, temos mais é de não facilitar a tal ponto as coisas para eles!);

2. Ao preferir a demagogia delirante ao humilde reconhecimento dos erros cometidos, o PT está sendo extremamente nocivo aos trabalhadores que deveria priorizar acima de tudo e ingrato com o povo que o levou ao poder. A postura de depois de mim, o dilúvio! pode, de um lado, redundar em novo golpe militar, caso haja convulsão social e esta ameace sair do controle das autoridades; do outro, inviabilizar o governo que vier a estabelecer-se, com a óbvia consequência de prolongar e até fazer aumentar o sofrimento dos explorados e excluídos, cada vez mais vergastados pela penúria e o desemprego;

3. Ao queimar seus últimos cartuchos na tentativa (visivelmente fadada ao fracasso) de evitar o afastamento de Dilma, o PT está optando por legar aos brasileiros apenas uma contundente derrota. Caso parasse de enganar a si próprio e aos que nele ainda acreditam, poderia usar a influência que lhe resta para favorecer a hipótese mais digna de saída da crise atual --a realização de nova eleição presidencial. Mas, parece nem sequer cogitar a possibilidade de erguer a única bandeira capaz de unificar o povo neste momento de desespero e desencanto. É mais um exemplo da estreiteza de visão e falta de grandeza que o conduziram à derrocada atual. 

Finalmente, à esquerda lembro que batalhas decisivas só devemos travar quando o que está em jogo é o destino de uma revolução. Não sendo este, nem de longe, o quadro com que hoje nos defrontamos, devemos evitar o emocionalismo e manter a clareza de raciocínio. 

Ficarmos identificados com um governo que está caindo de podre só dificultará o reagrupamento das nossas forças e o resgate da nossa credibilidade (as difíceis tarefas que nos aguardam adiante).

Se a pedra rolou do topo da montanha, temos de entender por que isto aconteceu, cuidando de não voltarmos a cometer os mesmos erros. 

E tentarmos outra vez. Tantas quantas forem necessários para darmos um fim à exploração do homem pelo homem!