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segunda-feira, 15 de abril de 2013

24 de Abril: Conlutas e cutistas unidos em mais uma marcha de lobby sindical para “pressionar Dilma”! A tarefa é outra, impulsionar a luta direta contra o governo do capital financeiro e do agronegócio!




Por Liga Bolchevique Internacionalista

A CSP-Conlutas em conjunto com setores da própria CUT convocou mais uma marcha de lobby sindical a Brasília. Será neste dia 24 de abril e segundo seu manifesto, “o objetivo da manifestação é defender os direitos sociais e trabalhistas e denunciar a política econômica do governo federal que resulta nesses ataques”. 

José Maria de Almeida nos “esclarece” que a marcha também deve “marcar um terceiro campo, alternativo ao PT e ao PSDB, uma alternativa de esquerda e classista” em um “testemunho” que revela o desejo inconteste de colocar a manifestação a serviço da política eleitoralista do PSTU de conformar uma “frente de esquerda” em 2014.

 Em resumo, a manifestação claramente se posta no campo oposto da resistência aos ataques do governo Dilma pela via da luta direta dos trabalhadores, a exemplo do que ocorreu com as demissões na GM, optando por “pressionar o governo Dilma”, da mesma forma como fizeram as centrais “chapa branca” na marcha do dia 6 de março. 

Não por acaso, ela irá ter a adesão de várias entidades cutistas e do MST, apoiadores “críticos” do governo da frente popular!

O que “diferencia” a marcha da CSP-Conlutas a da convocada oficialmente pela CUT é que ela visa agrupar sindicalmente os setores descontentes com os rumos do governo do PT, fazendo críticas pontuais à “política econômica do governo federal”, já as centrais “chapas brancas” apoiam abertamente o governo da frente popular. 

Ambas, porém, usam o mesmo método e tem praticamente as mesmas reivindicações porque suas direções formadas por burocratas sindicais de conjunto estão completamente integradas ao Estado burguês via uma série de privilégios.

Tanto que a chamada “CUT pode Mais”, que convoca junto com a Conlutas a marcha do dia 24, responde as críticas da direção majoritária da CUT sobre sua participação na manifestação afirmando justamente que “Entendemos que entre os vários desafios colocados para o conjunto da classe trabalhadora está a defesa do Piso Nacional para os trabalhadores em Educação, a luta contra o Acordo Coletivo Especial (ACE) que tem o objetivo retirar os direitos conquistados em lei (NEGOCIADO SOBRE O LEGISLADO), a luta pela ANULAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA, medida que retirou o direitos como a paridade, integralidade e criou o desconto dos aposentados. 

Tendo como pauta, também, o FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO, a defesa da Reforma Agrária, contra as privatizações, sejam as tradicionais ou aquelas camufladas como “concessões”, contra a perseguição de dirigentes sindicais, além de outras bandeiras classistas, anti-machistas e internacionalistas. 

Esta pauta histórica tem unificado um conjunto de Entidades CUTistas, MST e outras centrais sindicais de esquerda para organizar uma grande marcha à Brasília, no dia 24 de abril de 2013” (site esquerda da CUT, 06/04).

 Como se vê, estamos diante de um grande consenso entre setores da CUT e o MST, apoiadores do governo Dilma, com a Conlutas e a Intersindicial, que se proclamam como “oposição de esquerda”. 

A Conlutas alega que a adesão do MST e da “CUT pode Mais” a marcha está preocupando a direção majoritária da CUT, mas o fato é trata-se de uma “disputa” por quem melhor pressiona o governo Dilma, como declara a própria Conlutas: “Dilma está aplicando uma política econômica a serviço dos patrões. As grandes empresas tiveram lucros altíssimos nos governos do PT. 

Agora, que existe uma desaceleração da economia, existe uma queda nesses lucros. O sentido das iniciativas de Dilma é o de assegurar que esses lucros não caiam. Vem daí os incentivos fiscais, a redução dos impostos e as privatizações. 

O que essa Marcha está colocando em primeiro plano, no país, é que é necessário mudar esse cenário. Chega de dar dinheiro aos patrões.

 É necessária uma política econômica a serviço dos trabalhadores! É preciso rejeitar os ataques, como a reforma da Previdência e os ACE’s, e avançar com a suspensão do pagamento das dívidas, para que se possa investir na saúde e na educação, como também pagar os reajustes devidos ao funcionalismo. 

É preciso revogar as privatizações e ter uma Petrobrás 100% estatal, para termos combustível barato” (Site PSTU, 03/04).

A marcha consiste em mais uma manifestação de turismo sindical, ordeira e pacífica, acoplada ao calendário ordinário do sindicalismo brasileiro, cuja marca é substituir a ação direta contra os patrões e o governo por negociações que, via de regra, tem levado à luta dos trabalhadores a derrota. 

A polêmica em torno do ACE (Acordo Coletivo Especial) proposta pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para facilitar os ataques da burguesia contra os direitos dos trabalhadores surge neste cenário porque é rechaçado formalmente pela Conlutas. 

Porém, o PSTU e a Conlutas trataram de celebrar “seu” ACE com a GM, reduzindo o piso salarial dos futuros operários contratados e impondo um banco de horas via um acordo que sabotou a luta direta, já que o Sindicato dos Metalúrgicos de SJC não convocou uma única greve para barrar esses ataques! 

Outra questão que divide a CUT e a Conlutas é a defesa que será feita na marcha do dia 24 da anulação da reforma da previdência, alegando que ela foi aprovada através do chamado “mensalão”.

 Segundo José Maria de Almeida “reforma comprada é reforma anulada”, portanto, caberia ao STF anular a reforma e o Congresso Nacional fazer nova votação! 

A Conlutas defende que as próprias instituições do regime façam a “depuração” dos métodos histórico de funcionamento do Estado burguês, se apoiando na decisão do STF de que Dirceu montou um operativo no governo Lula de compra de votos no Congresso Nacional. 

Esta “tese” sobre o caráter do “mensalão” é própria dos apologistas deste regime democratizante, como o PSOL e PSTU. Com um Parlamento composto pela escória neoliberal, o PT não precisaria gastar um centavo sequer para aprovar uma reforma constitucional abertamente pró-imperialista. 

Através deste engodo o PSTU, ao mesmo em tempo que se coloca ao lado dos setores mais reacionários do regime político contra o núcleo histórico do PT, sabota a mobilização direta para barrar os ataques à previdência e aos direitos dos aposentados!

Para o PSTU, a marcha do dia 24 de abril esta a serviço de desesperadamente recompor a chamada “frente de esquerda” tanto no campo sindical como também no terreno político. 

Tentando fazer da manifestação uma demonstração de força, a CSP-Conlutas deseja aproximar o PSOL e o PCB, além de petistas “descontentes”, de seu projeto eleitoral. 

 A surrada estratégia do PSTU, entretanto não surtirá efeito, já que seus “parceiros” sindicais tem justamente outros planos no circo eleitoral da democracia dos ricos: o PSOL negocia o apoio a Marina Silva e a “CUT pode Mais” assim como MST seguirão firmes no apoio a Dilma em 2014, sempre, é claro, criticando os “exageros” da gerentona em agradar as oligarquias! 

Tudo aponta para que essa marcha seja mais um capítulo do calendário de falsas mobilizações de massas que antecederão as campanhas salariais corporativas do segundo semestre. 

Neste intervalo ocorrerão os atos de 1º de Maio quando tanto a CUT como a Conlutas se restringirão a pedir ao governo Dilma para “mudar a política econômica”, transferindo para as eleições de 2014 este embate que já tem a frente popular como ganhadora e a dividida “oposição de esquerda” como refém da candidatura de Marina.

Nos próximos meses Dilma não sofrerá um grande abalo que altere o atual quadro de estabilidade política, devendo ceder ainda mais aos apetites vorazes das oligarquias corruptas que “povoam” seu governo e não o contrário como deseja a pressão através da marcha a Brasília. 

Longe do lobby sobre o Congresso, como é a campanha pelo “Fora Feliciano”, está colocado ao movimento de massas irromper nesta conjuntura apresentando uma alternativa independente, radicalmente oposta a da “moralização” das instituições apodrecidas deste regime da democracia dos ricos e aos pedidos que o governo do capital financeiro e do agronegócio “mude de rumo”.

 A chave para a mudança qualitativa da situação política consiste na entrada em cena dos batalhões pesados do proletariado, empunhando bandeiras históricas da classe em sua ação direta nos grandes centros urbanos, nas concentrações fabris e ocupando os grandes latifúndios produtivos e as agroindústrias. 

O movimento de massas continua alheio às questões políticas, limitando a luta do proletariado a reivindicações salariais e corporativas, sem nenhuma visão estratégica de alternativa de poder. 

Nesse sentido, a marcha a Brasília nada mais faz do que repetir a velha receita do sindicalismo cutista pacífico e ordeiro em busca de algum resultado.