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sábado, 20 de julho de 2013

Marcha dos 300 mil rumo a Brasília, porque não?


Pensando com meus "botões", lembrei-me que os quebra-quebras que estão acontecendo no Brasil desde o mês de junho, na verdade, não é diferente daqueles que aconteceram em 1983 (também participei em ações diretas) pelo centro velho de São Paulo, pelas ruas Direita, Barão de Itapetininga, 7 de Abril, Barão de Paranapiacaba, Largo do Café, Rua 15 de Novembro, Conselheiro Nébias, Viaduto do Chá, Praça Clóvis, Praça Rui Ramos, Praça da República, Largo São Bento, na Praça da Sé e nos entorno.

Enfim, fato este que foi um dos instrumentos e o estopim que forçaram o retorno a democracia (não foi somente os comícios das “Diretas Já” ocorridos  na Praça da Sé e no Vale do Anhangabaú).

Naquela época muitas lojas também foram saqueadas, dezenas de bancos tiveram suas fachadas destruídas (principalmente os da Rua 15 de Novembro), e órgãos públicos municipais e estaduais também foram atingidos... 

Bem, alguns pesquisadores meia boca de hoje, talvez não consigam enxergar desta maneira todo aquele acontecimento.

 Os Jornais “O Estado de São Paulo”, “Folha da Tarde”, “Diário Popular” e “Folha de São Paulo” entre outros, noticiaram a revolta popular.

 E, semelhante aos acontecimentos deste ano de 2013, através do PIG, incentivaram a repressão e a prisão dos participantes, incluindo a divulgação das fotos dos manifestantes, tal qual vem ocorrendo agora, entregando-os ao DOPS e a Policia Federal...

O fato é que aquela situação ajudou muito nas mudanças que viriam a acontecer dois anos após. E, vale lembrar que ainda no mesmo período, apesar das reclamações semelhantes às de hoje sobre as depredações que ocorrem, os metalúrgicos da região do ABCD, de São Jose dos Campos, e Taubaté, para forçarem acordos, "riscavam" as pinturas e as latarias de todos os carros recém concluídos que ainda estavam na linha de produção.

Vocês lembram? Lula, Zé Maria e outros líderes da época, defendiam ações mais diretas contra a Ditadura Militar e a ordem burguesa estabelecida...

 Ora, a passividade exigida pelas Centrais Sindicais “chapa branca” de hoje é de dar nojo mesmo, literalmente, uma cambada de pelegos, avessos as histórias de lutas. Hoje no poder, o PT e o PCdoB juntamente com os partidos burgueses fisiologistas “gritam” pela ordem social, enquanto fazem uma rapinagem no erário público em projetos que atendem somente as demandas econômicas e financeiras da classe dominante...

O maior exemplo dessas falcatruas está na “Copa dos Ricos”, nas usinas hidrelétricas em terras indígenas, a não demarcação das terras indígenas, a não realização da reforma agrária conforme as necessidades maiores do país, a ausência de uma política nacional para a saúde pública que está em estado de coma, da educação que não funciona e não permite a inclusão social, no baixo salário dos professores (principalmente aos das séries iniciais e os do ensino médio), na miséria do salário mínimo e das aposentadorias, no financiamento estatal de projetos privatizados e “privatizáveis” como os das rodovias pedagiadas em todo o país, dos aeroportos, dos portos e terminais, das ferrovias, das minerações, das facilidades para a biopirataria, hidropirataria, do código florestal nefasto ao meio ambiente, além da entrega através de leilões da soberania nacional em relação ao petróleo brasileiro, incluindo ai a própria Petrobras, em processo permanente de privatização continuada.

 É o desmonte da coisa pública a serviço da ganância do setor privado escravagista...

É por essas e outras que a população está tomando certas iniciativas que fogem do controle dos carreiristas... 

Ao PT, PCdoB e algumas tendências dispersas em outros partidos: Calem a boca!

Ainda sobre os quebra- quebra dos anos 80, segundo os meus "botões", nada mais justo do que as "centrais sindicais", os partidos de esquerda e os movimentos sociais, incluindo também a população indignada, juntamente com o movimento anarquista, porque não?

Eles foram nossos aliados em outras épocas, incluindo o combate contra a ditadura militar e nas ações diretas recentes, fazermos a "Marcha dos 300 mil" sob o eixo de um programa socialista e popular.





Ora, para um Congresso Nacional comprometido até a medula óssea com o que tem de pior neste país, e que é refém perpétuo do poder econômico, da elite financeira e industrial, dos latifundiários, nada melhor do que uma pressão direta da população organizada, com o apoio das universidades, do movimento estudantil, das Centrais de trabalhadores, e dos movimentos sociais, numa ampla e gigantesca manifestação em frente ao "Banker parlamentar" do poder central da burguesia...


Para os pelegos represadores das demandas trabalhistas e sociais, nada a declarar!