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sexta-feira, 22 de junho de 2012

"PCB" Em resposta ao convite do PCdoB:


Caro leitor, 
Mesmo que esta nota do PCB tenha sido publicada no mês passado, ainda assim eu a considero um fator histórico de importância vital para que os vários setores e a militância dos movimentos sociais possam ter um breve, mas objetivo  discernimento do real papel do PCdoB no cenário político nacional. Na verdade, um verdadeiro vira casacas contra revolucionário de viés capitalista.
Ora, eu faço essa publicação (na verdade, uma transcrição desse documento vital) pelo fato de eu ter sido militante do PCB de 1989/1998, inclusive de ter contribuído na condição de candidato a Vereador no ano de 1992. 


Sinto-me também honrado de ter recebido o apoio massivo da companheira Marlene Soccas, durante os debates e embates internos no partido, fato esse que me tornou vencedor como candidato do PCB para aquele pleito eleitoral. Os motivos dos embates foram em decorrência do aparecimento de um candidato (não marxista) que representaria naquela eleição os acordos espúrios entre a cúpula dirigente do partido, formada por professores da UFSC, entre esses o presidente do partido e, o presidente do Sindicato dos Professores (APUFSC) com o grupo "Prestista" então chamado na época de MSR (Movimento Socialista Revolucionário) também formado por professores da UFSC. Marlene Soccas é uma lutadora e histórica comunista, foi integrante da VPR e, é ex presa política e foi torturada nas operações clandestinas desenvolvidas pelo aparato repressor da ditadura militar conhecidos como OBAN (Operação Bandeirantes) e Operação Barriga Verde, sendo essa ultima relatada no livro do jornalista, escritor e historiador Celso Martins com o titulo de "Os quatro cantos do Sol" 

Veja no link abaixo:


Segue a nota do PCB:
Recebemos a informação de que será realizado no mês de maio na Câmara de Vereadores de Criciúma um ato de comemoração de aniversário do PCdoB, e seriam convidados os camaradas Amadeu da Luz e Marlene Soccas para serem homenageados.
Em primeiro lugar gostaríamos de esclarecer que os camaradas acima citadosnunca militaram no PCdoB, inclusive hoje se colocam em um campo totalmente oposto ao referido partido. O PCdoB há muito tempo, deixou de ser um Partido Comunista de verdade, mantendo um nome que não coresponde, nem á ideologia, nem à prática dos comunistas. Deveria, sim, retirar o nome de “Comunista” de seu Partido.
O PCdoB atua hoje como linha auxiliar da burguesia, numa relação promíscua e contrarrevolucionária com o capitalismo.  Aliado ao Governo Dilma que só tem feito acelerar o crescimento capitalista no país, em detrimento do povo trabalhador que segue tendo seus direitos básicos negados, como a reforma agrária, a saúde, a educação, o transporte público de qualidade, etc.
O PCdoB é o partido que defende o nefasto Código Florestal, aliando-se aos ruralistas em defesa desta legislação que anistia os grandes latifundiários e ataca o meio-ambiente. É o partido que dirige as obras da Copa do Mundo, que tem favorecido meia-dúzia de grandes monopólios capitalistas, invertendo bilhões de dinheiro público para a construção de estádios, ao mesmo tempo em que desocupa milhares de casas de trabalhadores e criminaliza os movimentos que tem defendido uma Copa do Povo.
O PCdoB é o partido que no seu afã eleitoreiro fecha apoio com setores mais conservadores do cenário político brasileiro. Como é o caso da aliança com o PSDB nas eleições da prefeitura de Olinda, a possível aliança com o PP (herdeiro da Ditadura Militar, com vários membros que defendem as torturas praticadas contra os militantes que lutaram contra este regime, inclusive bravos e heróicos companheiros do PCdoB). Além da aliança com o PMDB na cidade de Criciúma, composta por lacaios do capital, como Pinho Moreira e Romanna Remor.
Os camaradas Amadeu e Marlene não compactuam com estas posições políticas e refutam qualquer homenagem que parta do PCdoB. Não aceitamos a falsificação da história como vocês vêm tentando fazer com outras grandes figuras históricas do movimento comunista que nunca militaram no PCdoB, como o caso de Luis Carlos Prestes e Carlos Marighela.
O PCdoB enquanto dissidência do PCB surgiu no ano de 1962, tendo comemorado este ano, no dia 18 de fevereiro, 50 anos de existência.
Criciúma, maio de 2012.
Base Roberto Cologni
PCB/SC