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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

NÃO ADIANTA TENTAR VENCER NO FRONT DA COMUNICAÇÃO UMA GUERRA QUE ESTÁ SENDO PERDIDA NO FRONT ECONÔMICO

Por Celso Lungaretti - Jornalista e escritor

Meu artigo deste sábado (01/08), previsivelmente, foi mal recebido em espaços petistas, pois não entrou no espírito da autêntica tempestade em copo d'água que eles estão fazendo a partir de um episódio menor --principalmente se comparado ao terrorismo que já grassou por aqui.



Nos anos de chumbo, a direita executou atos de terrorismo duros, que chegaram a causar danos de monta e a ferir/assassinar pessoas. Houve sequestros e torturas praticados por paramilitares, houve invasão de teatro para espancar atores, houve envio de cartas-bombas para instituições e figuras notórias de esquerda (uma delas matou Lyda Monteiro da Silva, senhora de 59 anos, funcionária da OAB/RJ), houve incêndios de bancas de jornais em plena luz do dia, etc. O pior de todos, se não malograsse, teria sido o do Riocentro, cujas vítimas provavelmente seriam milhares.

Partiram de gente organizada. Na década de 1960, principalmente do CCC, cujos quadros não integravam oficialmente o esquema de repressão, mas tinham suas atividades toleradas e até estimuladas pela ditadura. Na de 1970, dos agentes do DOI-Codi que, por baixo do pano, queriam sabotar a abertura política do déspota esclarecido Ernesto Geisel.


Já os atentados ao Instituto Lula e ao Sintusp não provieram necessariamente de profissionais; o contrário é mais plausível.


Bombas caseiras, até as torcidas organizadas de futebol sabem fabricar. E os que invadiram o Sintusp podem haver sido meros fascistinhas da USP à cata de documentos comprometedores, que na saída teriam aberto as torneiras do gás sem se darem conta dos riscos inerentes.

Nunca devemos magnificar episódios desse tipo sem termos certeza de que sejam parte de uma verdadeira escalada terrorista e não ações isoladas de aloprados de direita. Lembremo-nos da fábula do menino que gritava lobo!...

O chocante é que o atentado ao Instituto Lula esteja sendo tão superdimensionado (inclusive pela Dilma) e o do Sintusp haja sido totalmente ignorado (inclusive pela Dilma). Ambos se equivalem quanto aos resultados (poucos danos, ninguém ferido), mas no da USP o prédio poderia ter ido pelos ares exatamente quando os funcionários estivessem entrando para mais um dia de trabalho.


Se os petistas houvessem praticado a solidariedade para com os outros agrupamentos de esquerda (um valor arraigado entre nós nos bons tempos que ficaram para trás...), estariam recebendo mais solidariedade agora. A empáfia é péssima conselheira.

De resto, torno a repetir, chegou a hora de os governistas desistirem de tentar romper o isolamento político tirando da cartola os mesmos coelhos de sempre: encontros engana-trouxas com governadores, alarmismo para poderem posar novamente de mal menor, retórica fantasiosa de prometer o começo da recuperação econômica já para este ano quando até as pedras sabem que a coisa vai piorar muito antes de melhorar, etc.

O que está afundando cada vez mais o Governo Dilma é o empobrecimento dos brasileiros. E não será a partir de uma posição de absoluta fragilidade que ele conseguirá implantar pra valer o arrocho fiscal --que, aliás, não tem dado certo ultimamente em lugar nenhum do mundo, mas sim destruído as nações que caem nessa esparrela.

A contagem regressiva está em curso e a única forma de Dilma conservar o mandato é descartando Joaquim Levy e seu receituário neoliberal. Se a teimosia e a arrogância a continuarem cegando, morrerá abraçado com ele.